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Inatividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS

segunda-feira, outubro 11th, 2021

Preste atenção. Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019. 

“Esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física”, disse à Agência Brasil Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada “Implicações socioeconômicas da inatividade física: panorama nacional e implicações para políticas públicas”.

Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população. “Você tem carências muito claras em alguns setores, principalmente em populações mais vulneráveis”, ponderou. Aí entram ações promovidas pelos municípios. O estudo objetiva contribuir para a formulação e implementação de políticas em saúde preventiva, assim como ao estímulo à prática de atividade física no país.

O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em função do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização. O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – (In) Atividade Física e Exercício da UFF – e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus. No momento, está se buscando a atualização dos dados de 2020 para cá, por pesquisadores do Laboratório de Ciências do Exercício (Lace) e do Núcleo de Pesquisa em Indústria, Energia, Território e Inovação (Neiti) da UFF.

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Reprodução

Inep divulga gabaritos do Revalida 2021

quarta-feira, setembro 8th, 2021

Muita atenção. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na terça-feira, dia 7/9, os gabaritos preliminares da prova objetiva da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2021.

Também está disponível, no portal do Inep, o padrão de resposta provisório da prova discursiva.

Os participantes do exame têm até o dia 13 deste mês para interpor recurso aos gabaritos, por meio do Sistema Revalida. Os gabaritos definitivos e o resultado provisório do Revalida serão divulgados em 26 de outubro. A partir desse data, os médicos terão até 1º de novembro para entrar com recurso. O resultado final da primeira etapa está previsto para 19 de novembro.

A primeira etapa do exame foi aplicada no último domingo (5), em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. Os candidatos fizeram provas objetiva e discursiva, nos turnos matutino e vespertino, respectivamente.

Os médicos responderam a 100 questões de múltipla escolha e cinco discursivas sobre cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). Será considerado aprovado na primeira etapa do exame o participante que alcançar, no mínimo, 90 pontos de um total de 150.

A segunda etapa é de avaliação das habilidades clínicas, quando o médico executa dez tarefas para uma banca examinar suas habilidades para o exercício da função. Para isso, ele percorre dez estações resolvendo tarefas como a investigação de história clínica, a interpretação de exames complementares, a formulação de hipóteses diagnósticas, a demonstração de procedimentos médicos e o aconselhamento a pacientes ou parentes, entre outras.

O objetivo do Revalida é avaliar as habilidades, as competências e os conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é aplicado pelo Inep desde 2011 para subsidiar a revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior.

Apesar de ser aplicado pela autarquia ligada ao Ministério da Educação, o ato de apostilamento da revalidação do diploma é uma atribuição das universidades públicas que aderem ao Revalida.

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Reprodução

Fiocruz: Mortes mantêm queda, mas Delta requer cautela

quinta-feira, agosto 26th, 2021

Se ligue. Dados divulgados na quarta-feira, dia 25/8, no Boletim do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informam que o cenário de queda de hospitalizações e óbitos se mantém na pandemia, mas indicam que a variante Delta do SARS-CoV-2 deve ser acompanhada com atenção. Para os pesquisadores da Fiocruz, o progresso na vacinação tem sido lento, com média de cerca de 1 milhão de doses por dia, enquanto a capacidade de distribuição e aplicação de doses do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 2 milhões.

“Embora as vacinas venham claramente contribuindo para a redução de casos graves, internações e óbitos no país como um todo, o surgimento e crescimento da presença de novas variantes de preocupação, como a Delta, deve manter em alerta os serviços de vigilância em saúde, com amplo uso de testes, detecção de casos, isolamento e quarentena”, diz o boletim, que reforça a necessidade de continuar com medidas como uso de máscara e distanciamento físico mesmo entre vacinados e especialmente no contato com pessoas com maior risco de agravamento da doença.

Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, a incidência diária de novas mortes por covid-19 no país teve queda de 1,5% ao dia na última semana e chegou a 770 vítimas diárias, o menor patamar desde o início de 2021.

Já a tendência de casos confirmados da doença por dia subiu, após quatro semanas seguidas com redução média de 1% ao dia. Nos últimos sete dias, houve aumento diário de 0,6% no registro de novos casos confirmados, que oscilam no patamar de 30 mil novos diagnósticos por dia, o que os pesquisadores consideram preocupante.

“A oscilação no número de casos diários reflete, em certa medida, um ambiente que tem sido propício para a transmissão da doença, na retomada de muitas atividades, envolvendo a circulação de pessoas, o uso de transporte público, o trabalho e o lazer” afirmam os pesquisadores. “A circulação de novas variantes do vírus tem causado infecções, mas não necessariamente um aumento no número de casos graves na mesma proporção, devido à proteção já adquirida pelos diferentes grupos populacionais vacinados”.

Os pesquisadores também veem um cenário positivo na ocupação dos leitos de terapia intensiva (UTI) destinados a pacientes com covid-19 no SUS. Somente Roraima está na zona de alerta crítico para esse indicador, com 84% dos leitos ocupados, enquanto Distrito Federal (63%), Goiás (64%), Paraná (60%) e Rio de Janeiro (69%) estão na zona de alerta intermediário.

As demais unidades federativas apresentam menos de 50% dos leitos de UTI para covid-19 do SUS ocupados, o que as deixa fora da zona de alerta. O boletim destaca que isso ocorre em um momento em que 14 estados vêm reduzindo, de forma lenta, a quantidade de leitos de UTI para covid-19. 

Entre as capitais, Boa Vista (84%) e Rio de Janeiro (96%) estão na zona de alerta crítico, enquanto em Belo Horizonte (64%), Curitiba (72%), Goiânia (73%) e Brasília (63%) o alerta é intermediário. As outras 20 capitais estão fora da zona de alerta.

O boletim da Fiocruz pede cautela diante da Delta e ressalta que a variante pode estar associada ao aumento da demanda por hospitalizações no estado do Rio de Janeiro.

“É fundamental acompanhar a tendência nas próximas semanas, pois a variante Delta, que já apresenta elevada prevalência no Rio de Janeiro, pode alterar a situação. Soma-se a isso, o fato de o estado, especialmente a capital, ter uma população idosa expressiva, para a qual o benefício inicial da vacinação, ocorrida ainda entre os meses de janeiro e fevereiro, pode vir se reduzindo, em razão das características imunológicas desse grupo”. 

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Divulgação

Municípios baianos vão receber quase R$ 53 milhões em emendas para a saúde

terça-feira, junho 29th, 2021

Em boa hora. O Ministério da Saúde habilitou 65 Cidades da Bahia a receberem recursos de emendas parlamentares destinados à atenção básica em saúde, especialmente no combate à pandemia de covid-19. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da segunda-feira, dia 28/6.

Ao todo, as Prefeituras vão receber R$ 52 milhões e 600 mil. Os valores variam de R$ 30 mil a R$ 1 milhão, dependendo do município. O repasse será feito do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos fundos municipais, em até seis parcelas. 

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: ,Marcello Casal Jr./Divulgação/Agência Brasil

SUS: Leo Prates comemora mais de 1 milhão de usuários recadastrados em Salvador

terça-feira, setembro 1st, 2020

Comemoração. O secretário de Saúde da Prefeitura de Salvador, Leo Prates (PDT), comemorou a marca superior a 1 milhão de usuários recadastrados no Sistema Único de Saúde SUS, na Capital Baiana, nesta terça-feira, dia 1º/9. Segundo Prates, foram 485 mil pessoas recadastradas no período de 5 dias.

“Agradeço imensamente ao povo de SSA, cadastramos 485 mil pessoas em 5 dias. Chegamos a 1,185 milhão de recadastrados. Estamos com 2.932 pessoas neste momento no site fazendo seu cadastro. Todos juntos pela saúde”, disse Prates.

Fotografia: Divulgação

Presidente Bolsonaro quer cloroquina para pacientes com sintomas leves de covid-19

quarta-feira, maio 13th, 2020

Nova decisão. O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, dia 13/5, que vai conversar com o ministro da Saúde, Nelson Teich, para incluir o uso da cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, no protocolo de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes com sintomas leves de covid-19.

“O meu entendimento, ouvindo médicos, é que ela deve ser usada desde o início por parte daqueles que integram o grupo de risco. [Para] pessoas com comorbidades ou de idade, já deve ser usada a hidroxicloroquina”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada.

Para o presidente, “pode dar certo, pode não dar certo [a cura do paciente]”, mas enquanto não houver medicamento eficaz contra a covid-19, a cloroquina deveria ser utilizada. “Apesar de saberem que não tem confirmação científica da sua eficácia, mas como estamos em uma emergência, a cloroquina, que sempre foi usada desde 1955, e agora com a azitromicina, pode ser um alento para essa quantidade enorme de óbitos que estamos tendo no Brasil”, disse.

Originalmente a droga é indicada para doenças como malária, lúpus e artrite, mas tem sido usada e estudada, em associação com outros medicamentos, para o tratamento da covid-19.

No Brasil, o Ministério da Saúde incluiu em seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em pacientes hospitalizados com gravidade média e alta, mas mantendo a norma corrente na medicina de que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância ao paciente.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas, inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente.

“Está sendo usado largamente no Brasil, mas não na rede SUS. Na rede SUS o médico tem uma cartilha, que é o protocolo, se ele usa algo diferente daquilo ele vai ser responsabilizado. E lá está escrito que é apenas para caso grave”, argumentou o presidente.

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Marcello Casal Jr/Divulgação/Agência Brasil

Bahia autoriza tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes com coronavírus​

quarta-feira, abril 8th, 2020

Mudança de plano. O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, anunciou nesta quarta-feira, dia 8/4, que o Governo do Estado vai liberar, mediante prescrição médica, o uso da associação dos medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes internados no Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnóstico positivo para coronavírus (Covid-19). A deliberação ocorreu durante reunião da comissão científica criada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) para analisar as evidências científicas envolvendo a Covid-19, na tarde desta quarta-feira, dia 8/4.

De acordo com Vilas-Boas, que preside a comissão, “a recomendação é que os pacientes hospitalizados recebam os medicamentos o mais precocemente possível após a internação”, ao apontar que há estoque suficiente para atender até 50 mil pacientes.​​Já o infectologista e presidente do Comitê Estadual de Combate ao Coronavírus, Antônio Bandeira, destaca que “outras alternativas terapêuticas também serão disponibilizadas para emprego no tratamento de pacientes hospitalizados, tais como Ivermectina e Tocilizumabe”. ​​

O pesquisador e infectologista Roberto Badaró, integrante do Comitê Científico do Consórcio Nordeste e diretor do Instituto de Ciências da Saúde do Cimatec, explica como funciona a adoção de protocolos. “Há uma evolução muito grande nos modos de tratamento, visto que é uma doença nova e estamos aprendendo como realmente é a epidemia. Os especialistas procuram organizar protocolos de tratamento para não prejudicar os pacientes com remédios experimentais, nem com tentativas desesperadoras de salvar o paciente”. 

Badaró acrescenta que “a experiência já acumulada nos direciona pra saber quem deve tomar hidroxicloroquina, quem não deve, quem deve ficar em casa e quem deve ser hospitalizado e tratado o mais precocemente possível. E isso só consegue ser ordenado se fizermos esses protocolos. E eles são feitos por quem tem experiência e responsabilidade com a saúde pública”.​​

Participam também do comitê técnico-científico da Sesab a subsecretária da Saúde, Tereza Paim, o diretor geral de Gestão das Unidades Próprias, Igor Lobão, a infectologista e diretora geral do Instituto Couto Maia, Ceuci Nunes, o pneumologista Sérgio Jezler e o superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde, Luiz Henrique d’Utra. Fonte: Secom/GOVBA

Foto: Divulgação/Secom/GOVBA

Saúde libera mais R$ 600 milhões para ações de combate ao coronavírus

quinta-feira, março 26th, 2020

Mais R$ 600 milhões estão sendo liberados para estados e municípios a fim de reforçarem o plano de contingência para o enfrentamento da pandemia de coronavírus (covid-19). Outros R$ 400 milhões já haviam sido enviados a todos os estados este mês.

A orientação do Ministério da Saúde é que cada estado defina com as prefeituras os valores destinados a cada município. O dinheiro poderá ser utilizado em ações de assistência, inclusive para abertura de novos leitos ou custeio de leitos já existentes nos estados e municípios.

“Nós vamos repassar R$ 600 milhões aos municípios de acordo com a pactuação local. Cada estado vai fazer hoje a sua divisão, de como vai fazer a alocação dos recursos”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo ele, a partir desta quinta-feira (26), os estados devem informar o ministério sobre os municípios com atendimento de maior complexidade. “A partir disso, a gente repassa o recurso para que os municípios utilizem da melhor forma possível no que houver necessidade”, explicou o ministro.

De acordo com o ministério, a distribuição do recurso é proporcional ao número de habitantes de cada estado, que deverá definir os locais de atendimento de maior complexidade e, assim, maior necessidade de reforço orçamentário.

 “São, no mínimo, R$ 2 e, no máximo, R$ 5 por habitante. Na semana passada, o Ministério da Saúde já havia destinado R$ 432 milhões para auxiliar os estados e municípios no enfrentamento da pandemia”.

Isolamento social

Sobre as medidas para contenção do coronavírus, o ministro Luiz Henrique Mandetta destacou a necessidade de um trabalho coletivo, com órgãos diversos.

“Quarentena sem prazo determinado para terminar vira uma parede na frente das necessidades das pessoas que precisam comer, que precisam abastecer suas casas, que precisam ir aos supermercados e que precisam ir e vir, porque isso faz parte da própria sobrevivência”, disse.

Fonte: Agência Brasil com informações do Ministério da Saúde

Foto: Divulgação/TV Brasil

Irmão Lázaro quer garantir indenização a pacientes prejudicados pelo SUS

sábado, março 11th, 2017

Êta. Um novo projeto de lei que será apresentado na Câmara Federal pelo deputado Irmão Lázaro (PSC-BA) quer garantir aos usuários do SUS indenização caso eles sejam prejudicados. O projeto do parlamentar é embasado com na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de garantir indenização a um preso mantido em situação tida como degradante no presídio de Corumbá/MS.

“Não discordo da decisão do STF, afinal de contas os presídios devem ser espaços de ressocialização dos presos, e mantê-los em condições dignas é obrigação do estado. Contudo, analisando essa questão pela mesma ótica dos juízes, acredito que também deve ser obrigação do estado amparar os pacientes da rede SUS que foram prejudicadas pelas deficiências do nosso sistema público de saúde”, frisa o parlamentar.

 

 

Foto: Reprodução

Em evento com Rui, João Leão elogia Temer e ministro da saúde

quinta-feira, janeiro 5th, 2017

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Polêmica na base. Em um evento no auditório do Hospital Aristides Maltez, em Salvador, nesta quinta-feira, dia 5/1, com o objetivo de tratar das ações de saúde no Estado da Bahia, o vice-governador João Leão (PP) descarregou elogios ao presidente da República Michel Temer (PMDB) e ao ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O governador Rui Costa (PT), também estava no evento. “Quando o presidente Temer escolheu Ricardo para ser secretário, eu disse que o problema da saúde estava resolvido. É um rapaz trabalhador”, disse Leão.
O evento contou também com  a presença do prefeito ACM Neto (DEM). O ministro da Saúde, informou que serão liberados 97 milhões de reais para 131 serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia e que não recebiam contrapartida federal.
Foto: Divulgação/Manu Dias/GOVBA

Cármen Lúcia diz que sentenças que dão acesso a remédios são parte da democracia

segunda-feira, novembro 7th, 2016

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A presidente do Supremo Tribunal, Cármen Lúcia, rebateu nesta segunda-feira, dia 7/11, as reclamações sobre a chamada judicialização da saúde. Para ela, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as sentenças que garantem acesso a tratamentos e medicamentos fazem parte do processo de democratização da sociedade brasileira.

“Há uma democratização da sociedade brasileira. O cidadão brasileiro que morria até pelo menos a década de 1980, antes dessa Constituição, não sabia que ele tinha direito à saúde, que podia reivindicar. Hoje ele sabe e vai à luta, porque a democracia voltou ao Brasil. Graças a Deus!”, disse ao participar da abertura das oficinas para juízes sobre saúde. A capacitação, parte do termo de cooperação entre o CNJ e o Ministério da Saúde, ocorre no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Além de promover o encontro, o hospital vai, em conjunto com o CNJ, criar um banco de dados com informações técnicas para subsidiar os magistrados. As informações também poderão ser usadas pelos núcleos de apoio criados para atender juízes e desembargadores que precisarem decidir sobre questões envolvendo o Sistema Único de Saúde (SUS). Fonte: Agência Brasil

 

Foto: Reprodução/EBC

 

 

 

Salvador é a capital onde menos se investe em Saúde

segunda-feira, fevereiro 29th, 2016

Unidade de queimados do HGENa foto:Foto:Alberto Coutinho/AGECOM

Vergonha. A cidade de Salvador é a capital que menos investe em saúde, por habitante, em todo o Brasil, segundo a reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, da TV Globo,  na noite de domingo, dia 28. De acordo com a matéria, na capital baiana são investidos somente R$ 0,59 por habitante por dia, enquanto que, no país, são investidos cerca de R$ 3,89. Ao ano, pouco mais de R$1.419,84.

 

Na média nacional, Salvador é a cidade investe seis vezes menos na Saúde. Procurado, o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Villas Boas, disse que não há crise no setor e negou qualquer colapso na Saúde. No início da reportagem, uma mulher com o joelho fraturado chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) às 6h e ao meio dia, apesar de estar com dor, ainda não tinha conseguido atendimento.

Foto: Reprodução

 

Governador solicita a ministro fabricação de medicamentos oncológicos para o SUS

quarta-feira, outubro 28th, 2015

Rui Costa solicita a ministro fabricação de medicamentos oncológicos para o SUS

Após articular parcerias na Europa para a fabricação de medicamentos na Bahia, o governador Rui Costa se encontrou com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta quarta-feira, dia 28, em Brasília, para solicitar a compra de medicamentos para uso de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O governo estadual pretende que a Bahiafarma, laboratório público da Bahia, produza para o SUS a hidroxiuréia, usada no tratamento de anemia falciforme, e outros remédios oncológicos, além de próteses e órteses com padrão internacional. O ministro Marcelo Castro se comprometeu em analisar o pedido. “Fortalecer os laboratórios públicos é de interesse do ministério, diminuindo a dependência que o Brasil tem do mercado internacional”, afirmou Castro.

Foto: Divulgação/ Gov. BA

Sesab promete programa de apoio e reestruturação financeira às Santas Casas

terça-feira, março 31st, 2015

Santa Casa Hospital São Judas. Foto: Blog Marcos Frahm

O Governo do Estado anunciou que pretende lançar um programa de apoio e reestruturação financeira das Santas Casas e entidades filantrópicas, ainda este ano. O comunicado foi feito, nesta segunda-feira, dia 30, pelo secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. As Santas Casas são responsáveis direta e indiretamente por cerca de 50% dos serviços relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado, o programa busca desenvolver uma linha de financiamento adequada às necessidades e realidade do setor no Estado, que enfrenta grave endividamento, e estabelecerá como contrapartida o aperfeiçoamento da gestão e metas, a exemplo de ter leitos 100% regulados. Em Vitória da Conquista, o Hospital São Vicente, mantido pela Santa Casa de Vitória da Conquista, oferta 190 leitos, dos quais 150 são disponíveis ao SUS. E é este indicado como o motivo para a crise: a tabela SUS. Segundo o provedor da Santa Casa, a tabela é muito pequena. “O que o hospital recebe do SUS é insuficiente até para saldar as contas básicas, chegando a um déficit mensal em torno de R$ 200 mil”, disse Abmael Brito. ”Isso gera um grande endividamento. Para se ter uma ideia, todas as Santas Casas devem mais de 17 bilhões de reais proveniente dessa baixa tabela do SUS e esse reajuste demora muito de ser realizado”, completou. Outra queixa da Santa Casa se refere a demora nos repasses por parte da Administração Municipal. ”Às vezes, o repasse da Secretaria de Saúde demora mais de 60 dias para acontecer, mesmo sabendo que temos compromisso a honrar, como o pagamento dos fornecedores e os salários”.

 

Foto: Reprodução