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JBS diz ter depositado US$ 150 milhões em contas destinadas a Dilma e Lula

sábado, maio 20th, 2017

O dono do grupo JBS, Joesley Batista, disse, em depoimentos de delação premiada, que fez depósitos em contas no exterior no valor de US$ 70 milhões para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de US$ 80 milhões para a ex-presidenta Dilma Rousseff. O valor total dos depósitos teria atingido US$ 150 milhões em 2014. As informações estão no vídeo do depoimento divulgado hoje (19) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ministro Edson Fachin retirou o sigilo das delações dos empresários da JBS.

Joesley Batista disse que as operações eram tratadas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o empresário, o esquema começou em 2009 e o dinheiro foi usado em campanhas eleitorais.

“Quando terminou o governo Lula, ele [Guido Mantega] falou: ‘não, agora tem que abrir outra conta, essa conta aqui é da conta do Lula, agora tem que abrir uma para a Dilma’. Aí fiz uma pergunta: ‘eles sabem disso? O Lula sabe disso, a Dilma sabe disso?’ ‘Eles sabem sim, falo tudo pra eles [respondeu Mantega]'”, disse Joesley no depoimento. Segundo o empresário, em 2014 todo o dinheiro foi retirado das contas.

A ex-presidenta Dilma Rousseff classificou de “improcedentes e inverídicas” as afirmações de Joesley. De acordo com nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Dilma não pediu financiamentos extraoficiais e, “mais uma vez, rejeita delações sem provas ou indícios”.

“Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos”, diz o comunicado, acrescentando que a petista não autorizou a abertura de empresas em paraísos fiscais em seu nome ou de terceiros. “A verdade virá à tona”, encerra o texto.

Em nota, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre as acusações. Segundo Lula, os trechos da delação premiada tratam de “supostos diálogos com terceiros” e não foram comprovados, não havendo assim “qualquer contato” com ele. Assinado pelos advogados de Lula, que novamente fazem críticas à Operação Lava Jato, o comunicado afirma que as colaborações premiadas “somente são aceitas” pelo Ministério Público se fizerem “referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-presidente”.

“A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi  – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados, e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-presidente”, afirmaram, na nota. Agência Brasil

 

 

 

Foto: Divulgação

TSE começa a julgar ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer

terça-feira, abril 4th, 2017

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar, às 9h, desta terça-feira, dia 4/4, a ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. O julgamento é considerado o mais importante da história do tribunal.

Mesmo com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o processo continuou e pode terminar com a convocação de eleições indiretas, presididas pelo Congresso, caso a chapa seja cassada. O rito será o mesmo utilizado na análise de outros processos, e a suspensão do julgamento por um pedido de vista ou para a concessão de mais prazo para a defesa se manifestar não está descartado.

Foto: Agência Brasil

TSE deixa julgamento sobre chapa Dilma-Temer para 2017

quarta-feira, dezembro 14th, 2016

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira, dia 13/12, que o julgamento dos processos em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, eleita em 2014, serão julgados em 2017.

No início da noite, durante sessão do tribunal, o relator das ações, ministro Herman Benjamin, disse que ainda não foi possível concluir seu voto sobre a questão porque as perícias contábeis não foram concluídas.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE.

No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma.

Foto: Agência Brasil

Para Rodrigo Janot, grampos de Lula e Dilma são legais

quinta-feira, maio 26th, 2016

Dilma e Lula durante cerimônia de posse dos novos ministros

Olha aí. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde defende a legalidade das escutas de conversas gravadas em março de 2016 entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente afastada Dilma Rousseff. A opinião foi dada para instruir um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) para anular a validade das escutas e também a divulgação dos áudios. O grampo a telefones de Lula foi autorizado pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato em Curitiba..

De acordo com a AGU, Moro invadiu a competência do STF, porque caberia apenas à mais alta corte do país apurar indícios contra quem tem direito ao foro especial — no caso, a presidente. No parecer, Janot explica que não aconteceu usurpação das tarefas do STF. Isso porque, segundo ele, quando os áudios foram gravados, não havia elementos mínimos de que a presidente cometeu crime. No parecer, o procurador-geral não analisou se houve ou não ilegalidade na divulgação das escutas telefônicas.
Foto: Divulgação

Afastada, Dilma dedica fim de semana à família em Porto Alegre

sábado, maio 14th, 2016

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Olha aí. A presidente afastada, Dilma Rousseff, está em Porto Alegre para descansar ao lado da família. Ela chegou na noite de sexta-feira, dia 13, à base área de Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha, e de lá seguiu de carro para seu apartamento, na zona sul da cidade. De acordo com a assessoria da Dilma, o objetivo da viagem é unicamente familiar. A petista quer aproveitar o fim de semana para ficar com a filha, Paula, e os dois netos, Gabriel, de 5 anos, e Guilherme, nascido em janeiro.

Neste sábado, dia 14, ela andou de bicicleta na primeira hora da manhã, como costuma fazer quando está em Brasília. Dilma pedalou das 7h15 às 8 horas, na orla do Guaíba, acompanhada de seguranças. Depois, retornou para casa.

Esta é a primeira vez que Dilma sai de Brasília desde que foi afastada da Presidência. Enquanto aguarda o julgamento do processo de impeachment no Senado, sua residência oficial continuará sendo o Palácio do Alvorada.

Foto: Reprodução

“Atentado à democracia”, diz Rui Costa sobre afastamento de Dilma

quinta-feira, maio 12th, 2016

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Largou a joça. Rui Costa (PT), governador da Bahia, manifestou solidariedade à sua correligionária Dilma Rousseff em função do afastamento aprovado pelo Senado nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, dia 12, por 55 votos favoráveis e 22 contrários à admissibildiade do processo de impeachment.

“Manifesto minha soliderariedade à presidente Dilma, que não cometeu nenhum ato ilícito que justificasse o processo de impeachment. O que aconteceu hoje foi mais um atentado à democracia. Uma violência contra a escolha de milhões de brasileiros. Estamos vivendo um triste momento da história do país, mas nada vai me abater a continuar defendendo a democracia e os legítimos interesses da Bahia”, comentou o chefe do Governo da Bahia.

 

 

Ex-ministro do governo Dilma, Mantega é alvo de condução coercitiva na Zelotes

segunda-feira, maio 9th, 2016

Polícia Federal entrega relatório parcial da Operação Semilla

Vixe. Guido Mantega, ex-ministro da fazenda no governo Dilma, acabou sendo alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) na nova fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira, dia 9, pela Polícia Federal.

A condução de Mantega foi autorizada pela Justiça Federal. Investigadores da Zelotes querem apurar a ligação de Mantega com empresa que é suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda.

 

Foto: Reprodução

Imbassahy é o mais cotado para ganhar a presidência da Câmara

sexta-feira, maio 6th, 2016

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Com moral. Antônio Imbassahy, deputado baiano e líder do PSDB na Câmara dos Deputados, tem sua candidatura à presidência da casa sendo fortemente articulada. As conversas, reveladas pelo Estadão, foram antecipadas por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender o mandato do atual presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB – RJ).

Imbassahy se destacou na condução e articulação da aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff em 17 de abril. O deputado baiano é visto ainda como um quadro menos intransigente e, portanto, com capacidade de agregar setores do próprio PMDB de Cunha.

Imbassahy seria o segundo baiano a presidir a Câmara. Entre 1995 e 1997 a Casa Legislativa foi comandada por Luís Eduardo Magalhães.

 

Foto: Hora do Bico

Wagner comemora saída de Cunha e espera que Dilma tenha inocência reconhecida

sexta-feira, maio 6th, 2016

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Olha aí. O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, comemorou a decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki de suspender o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e afastá-lo da Presidência da Câmara.

A Suprema Corte analisa neste momento a liminar, mas a maioria dos ministros já decidiu manter o afastamento de Cunha. Segundo Wagner, a verdade “finalmente apareceu”.

“Finalmente, apareceu a verdade da culpa de Eduardo Cunha. Espero que a verdade da inocência da presidenta Dilma também venha a ser reconhecida”, disse o ministro, segundo informação divulgada por sua assessoria.

Mais cedo, a presidenta Dilma Rousseff também comemorou a decisão de Teori sobre Cunha.

Foto: Hora do Bico

Fonte: Agência Brasil

Artigo: O impeachment e o Brasil

sexta-feira, abril 29th, 2016

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O IMPEACHMENT E O BRASIL

 

Deputado Bacelar

 

 

Está chegando ao fim o abril mais conturbado da nossa nova fase democrática, que dividiu o Brasil em dois grupos, “pró” e “contra” o impeachment. Eu votei “não” ao impeachment, todas as vezes em que fui consultado; porque as minhas convicções não estão à venda e não vi, nas denúncias apresentadas ou no relatório do deputado Jovair Arantes, nenhuma comprovação de que a Presidente Dilma Rousseff tenha incorrido nos crimes de responsabilidade de que a acusam. Esta continua a ser a minha posição. Acredito que a Presidente foi vítima, sim, de uma crise política e econômica; do desemprego que grassa e da corrupção que se instalou no País, entre políticos e empresários, como a Operação Lava Jato vem demonstrando amplamente. Foi por isto, que ela foi condenada; não por acusações que simplesmente não se sustentam.

Se alguma dúvida ainda existir, basta notar que, dos 372 deputados que disseram “sim” ao impeachment, menos de 20 mencionaram a acusação de crimes de responsabilidade; praticamente todos votaram “sim” por diversos motivos, em discursos pré-fabricados e cheios de chavões: “pelos brasileiros desempregados”, “pelo Brasil”, “pela família”, “pelo fim da corrupção”, “pelo exemplo de Montes Claros”, e por aí vai. O rito do processo pode até ter sido seguido, mas o mérito não foi julgado. Mas democracia é acatar a decisão da maioria. O que precisamos, agora, é lembrar que o Brasil é mais importante e mais forte do que tudo isto, e é feito pela união dos brasileiros. O que precisamos, agora, é estar unidos, para repensar o nosso País, qualquer que seja o resultado final do processo de impeachment.

Precisamos de mudanças imediatas no sistema, que dificultem a corrupção. Precisamos acabar com a intimidade perigosa entre empresários e políticos, com “doações” que muitas vezes ocultam o repasse de verbas públicas indevidamente desviadas. Precisamos acabar com a prática de “propinas” por obras, que muitas vezes nem chegam a deixar o papel, e em outras vezes são iniciadas e abandonadas, num atestado de descaso pelo dinheiro público. O que ocorreu na Itália, na década de 90, com a Operação Mãos Limpas, que gerou uma corrupção ainda maior, nos mostra que não basta varrer partidos ou políticos de cena, para mudar um país: é necessário um trabalho conjunto, entre os três poderes e com a participação de toda a sociedade organizada. Vivemos um momento histórico, em que precisamos e podemos fazer nascer um novo Brasil, iniciando um processo de mudança. E nós, políticos, podemos fazer muito para ajudar neste processo. Podemos, por exemplo, trabalhar pela Reforma Política, pela adoção de medidas que dificultem a corrupção e pelo combate às desigualdades sociais.

Podemos, principalmente, trabalhar pela Educação. Porque a Educação é a ferramenta mais poderosa de que o ser humano dispõe, para promover as grandes mudanças. Mas, repito, este não é um trabalho exclusivo dos políticos; reclama a participação de toda a sociedade. Mãos à obra, portanto; que cada um faça a sua parte. Juntos, vamos construir o novo Brasil!

 

Senadores pedem a Wagner apoio de Dilma para eleições

quinta-feira, abril 28th, 2016

Brazilian President Dilma Rousseff signs the Paris Agreement on climate change at United Nations Headquarters in Manhattan, New York, U.S., April 22, 2016. REUTERS/Carlo Allegri

E agora? O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) entregou nesta quinta-feira, dia 28,  ao ministro Jaques Wagner carta de duas páginas pedindo à presidente Dilma Rousseff apoio para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a antecipação de eleição presidencial para outubro. Em entrevista após o encontro, o senador relatou que a proposta foi apresentada na quarta-feira ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nesta quinta deverá ser discutida por Wagner e Dilma. A carta é assinada por 11 senadores.

“É do mais alto cargo da República que deve vir o apoio decisivo a essa proposta (…), que tem o condão de unificar o País para sairmos do impasse que paralisa a economia e impõe incertezas ao Brasil e aos brasileiros pelo que se desenha no processo de impeachment, que se arrasta no Congresso Nacional e pode agravar ainda mais esse cenário”, destaca um trecho da carta. “Apelamos à Vossa Excelência em favor de uma posição altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular, para que se reconheça a gravidade do momento e se coloque à disposição do povo brasileiro, acatando soberana decisão do Congresso Nacional pela convocação de novas eleições presidenciais”, acrescenta.

Na entrevista, Randolfe disse que o objetivo da proposta não é protelar o processo de impeachment. Ele disse ainda que há espaço em setores do Congresso para propor à presidente que, por meio de um projeto de resolução, sugira um referendo simultâneo às eleições municipais de outubro sobre a continuidade ou não do mandato de Dilma.

A proposta feita na carta já está sendo discutida pelo Palácio do Planalto. A equipe da presidente Dilma, no entanto, sempre avaliou que a proposta de antecipar as eleições não deveria partir formalmente do governo, que demonstraria assim fraqueza no atual processo do impeachment.

Foto: Reprodução/Agência Reuters

*Estadão Conteúdo

 

Depois de ser derrotada na Câmara, Dilma enfrenta o Senado

domingo, abril 17th, 2016

17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República. Na foto, Deputados da oposição chegam ao plenário. Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados

Derrota histórica. Em uma sessão histórica que durou pelo menos 10 horas, os deputados de oposição, conseguiram aprovar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados. Ao todo, foram 367 votos a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 faltas

Agora, o processo segue para o Senado, onde de fato será analisado se a petista cometeu ou não crime de responsabilidade. Se o Senado instaurar o processo aí a presidente fica afastada por até 180 dias e o vice assume neste período. Se não analisarem até este prazo, ela retoma ao cargo.

Foto: Divulgação/Antônio Câmara dos Deputados

Para Imbassahy, “corrupção não se compara, se pune”

domingo, abril 17th, 2016

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A pressão subiu. Ao pedir o impeachment, o líder do PSDB na Câmara, deputado federal Antônio Imbassahy PSDB-BA), fez duras críticas no seu pronunciamento na tarde deste domingo, dia 17, Para ele, a “corrupção é sistêmica e desenfreada” no governo. “Corrupção não se compara, corrupção se pune.”, afirmou.

O tucano argumentou que PSDB vota pelo impeachment porque o Brasil não pode ser governado por uma presidente “desenganada, que maculou o cargo”. Imbassahy ressaltou que “estamos diante de um momento histórico” que exige “responsabilidade”.
“Vamos escolher o país que queremos daqui para a frente”, pontou, frisando que a escolha é entre dar ao Brasil a chance do “recomeço” ou votar pelo “vale tudo e pela corrupção”.
Para ele, o Brasil precisa de uma “reconstrução moral”, respeitando a Constituição, a democracia, a liberdade de imprensa e opinião.
Foto: Reprodução

Manifestações tomam as ruas do Brasil

domingo, abril 17th, 2016

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Pressão, pressão. O impeachment da presidente Dilma Rousseff no Plenário da Câmara foi marcada para a a partir das 2 da tarde deste domingo, dia 17. Nas ruas, grupos contrários e favoráveis ao governo Dilma fazem protestos desde sexta-feira, dia 15.

Um protesto na frente do hotel onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está hospedado em Brasília, terminou em parafernália no sábado, dia 16. Um manifestante a favor do impeachment de Dilma acusou os seguranças de Lula de agredi-lo.

Foto: Hora do Bico

Dilma cancela pronunciamento na TV

sexta-feira, abril 15th, 2016

Presidente Dilma Rousseff reage durante encontro no Palácio do Planalto 7/12/ 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino

Êta. O Palácio do Planalto confirmou o cancelamento do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na noite de sexta-feira, dia 15.

No discurso, a petista reafirmaria que o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados e deve ser votado no domingo, dia 17, é uma tentativa de golpe.

Nas últimas semanas, Dilma tem insistido na maioria das aparições públicas que não cometeu nenhum crime de responsabilidade e, portanto, o impeachment não tem fundamento legal, sendo um atentado contra a democracia.

Além disso, nos últimos dias, a presidente prometeu propor um pacto com todas as forças políticas e com toda sociedade para a retomada do crescimento.

Foto: Reprodução/Reuters

Dilma faz “corpo a corpo” na reta final do impeachment

sexta-feira, abril 15th, 2016

Impeachment da Presidente Dilma Rousseff está em votação / Divulgação

Na reta final da batalha na Câmara contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff vai dedicar os próximos dias a receber apoio e fazer “corpo a corpo” com os parlamentares para convencê-los a manter seu mandato e propor uma “nova coalizão”.

Nesta sexta-feira, dia 15, ela recebe o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, que nos últimos dias tem se posicionado contra o impeachment e dito que não há fundamento para tal. No Twitter, Almagro disse que virá ao Brasil para “reiterar apoio à institucionalidade e respeito à Constituição”.

Na manhã de sábado, dia 16, Dilma participa de ato promovido pela Frente Brasil Popular contra o processo que tramita na Câmara. O evento, denominado Ato com Movimentos Sociais pela Democracia, vai reunir entidades que estão em Brasília, como a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, União Nacional dos Estudantes e Central dos Trabalhadores Brasileiros.

O encontro será uma forma de agradecer a presença de militantes de outras partes do Brasil e animá-los para os “três dias de batalha” que se seguirão, nas palavras de um dos organizadores do evento.

Segundo os movimentos, milhares de pessoas já estão acampadas próximo à região central da capital federal, assim como os integrantes de movimentos pró-impeachment, em outra localidade da cidade. A partir desta sexta, dia 14, as manifestações de um e de outro lado vão se intensificar, o que vai inviabilizar desde cedo o trânsito de toda a Esplanada dos Ministérios.

Foto: Divulgação

Fonte: Agência Brasil

 

Um encontro da presidente com governadores da base aliada que são contra o impeachment também pode ocorrer nos próximos dias.

 

Funcionários do governo estão convocados para trabalhar durante todo o fim de semana no monitoramento das discussões e da votação no plenário. No domingo, Dilma permanecerá no Palácio da Alvorada, residência oficial, acompanhando a votação. Integrantes da articulação política, porém, devem permanecer no Planalto em contato com as lideranças do governo do Congresso.

 

Nesta quarta-feira (13), o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que a presidenta tem procurado os deputados para apresentar argumentos quanto ao processo. A promessa de Dilma é iniciar, na semana que vem, caso derrube o impeachment, um “grande pacto” com “diálogo nacional” com todos os seguimentos da sociedade.

 

Interlocutores do Palácio do Planalto informam que os recentes anúncios de que partidos como PP e PSD votarão pelo impeachment apenas “queimaram a gordura” de votos que o governo possuía, e que portanto ainda há mais de 172 votos para barrar o impeachment. Ao dizer que o apoio atual é de “quase 172”, o líder do PT na Câmara, Afonso Florence verbalizou outra estratégia que tem sido ouvida dos governistas: a de que os oposicionistas não têm 342 votos.

 

Em discurso nesta quinta-feira (14) no plenário da Câmara, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) utilizou o mesmo tom. “Não há dois terços neste plenário para aprovar o impeachment. Não adianta gritar, levantar papel”, afirmou, criticando ainda o papel favorável ao impeachment que, segundo ela, tem sido desempenhado pela “grande mídia”.

PSD passa a apoiar impeachment com 30 votos

quinta-feira, abril 14th, 2016

Kassab é ministro das Cidades do Governo Dilma / Divulgação

Olha aí. O PSD anunciou na noite de quarta-feira, dia 13, que apoiará o impeachment da presidente Dilma Rousseff na votação deste domingo.

Dos 38 deputados do partido, 30 são favoráveis ao impedimento da petista. Apesar da movimentação da bancada, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, ainda não informou se entregará o cargo.

O governo, que acredita ter 11 votos na bancada, ainda tenta segurar o partido. Mesmo após o anúncio do PSD, um dos negociadores do Planalto no Congresso informou que a oferta do Ministério do Turismo ainda está de pé.

O PSD já havia liberado seus deputados para votarem como quisessem. No entanto, a maioria da bancada cobrou uma posição definida da legenda. “Mudamos de liberado para favorável, mas respeitando a posição dos deputados divergentes”, disse o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), que afirmou que os dissidentes não serão punidos.

Os parlamentares da legenda entenderam que era preciso que o partido tivesse posição clara, principalmente em função das eleições municipais que ocorrem em outubro.

Presidente licenciado do PSD, Gilberto Kassab participou de parte da reunião com os deputados pela manhã. “O ministro Kassab deixou claro que a bancada é soberana. O ministro Kassab tem a característica de que sempre respeitou a posição da bancada”, afirmou Rosso.

Foto: Divulgação

Dilma: “Se perder, sou carta fora do baralho”

quinta-feira, abril 14th, 2016

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Carta fora. Durante conversa com jornalistas, nesta quarta-feira, dia 13, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff disse estar confiante em uma vitória na Câmara contra o pedido de abertura de processo de impeachment. Caso isso aconteça, Dilma vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição. Indagada se participaria de um pacto no caso de derrota, Dilma respondeu: “Se eu perder, sou carta fora do baralho”.

 

Foto: Divulgação

 

PMDB decide nesta terça-feira (29) sobre rompimento com o governo

terça-feira, março 29th, 2016

Aliança do PMDB com o PT vem desde o primeiro mandato de Dilma, quando Temer (centro) foi eleito vice-presidente / REUTERS/Ueslei Marcelino

Olha aí. O PMDB vai decidir nesta terça-feira, dia 29, se rompe com o governo da presidente Dilma Rousseff. A decisão será tomada em reunião do Diretório Nacional, marcada para começar às 3h da tarde, em um plenário da Câmara. Várias negociações vêm sendo feitas entre os defensores da permanência do partido no governo e os contrários à manutenção do apoio da legenda.

Os sinais indicam  um rompimento da legenda que tem o vice-presidente da República, Michel Temer. Até o pedido de demissão, na segunda-feira, dia 28, à noite, do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, o partido comandava sete pastas na Esplanada, além de diversos cargos no governo federal.

A aliança do PMDB com o PT vem desde o primeiro mandato de Dilma, quando Temer foi eleito vice-presidente. Nos últimos meses, cresceu o número de integrantes do partido insatisfeitos com a aliança. No último dia 12, a Convenção Nacional delegou ao Diretório Nacional o poder de, em até 30 dias, deliberar sobre os rumos que o PMDB deve seguir.

A decisão foi antecipada, após a nomeação, no dia 16, do deputado Mauro Lopes (MG), secretário-geral da legenda, para o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil, contrariando uma resolução do partido, aprovada na convenção, proibindo membros de aceitar cargos no governo federal.

A nomeação irritou os peemedebistas, fazendo com que Temer não comparecesse à posse de Lopes, no dia seguinte. “O vice-presidente não vai participar da cerimônia em Brasília porque o governo resolveu afrontar uma decisão da Convenção Nacional do PMDB, nomeando Mauro Lopes”, disse, em nota, a assessoria de imprensa de Temer.

Diante da ameaça de desembarque político do principal partido da base aliada, Dilma afirmou, em declarações na última semana, que quer “muito que o PMDB permaneça” no governo, mas que vai respeitar a decisão.

Na última quinta-feira, dia 24, Temer, que é presidente nacional do PMDB, cancelou a viagem que faria a Portugal para participar de um seminário luso-brasileiro, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito (IBD) para se reunir com a cúpula partidária e tratar do posicionamento a ser tomado pelo partido.

Na segunda, Michel Temer se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e outros senadores para tratar da permanência no governo. É grande a possibilidade de que a ala peemedebista que apoia o governo, inclusive ministros, não compareça à reunião do diretório nacional. Se isso ocorrer, a decisão poderá ser tomada por aclamação.

Caso se confirme a saída do PMDB da base aliada, o Diretório Nacional poderá dar um tempo para que os ministros e ocupantes de outros cargos deixem o governo.

Foto: Reprodução

Fonte: Agência Brasil

Vem pra Rua: Movimento faz levantamento sobre votos do impeachment

domingo, março 20th, 2016

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Bicho pegando. O Movimento Vem para a Rua fez um apanhado no Congresso Nacional paras saber como devem votar os 513 deputados federais e 81 senadores no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A petista precisa de 171 votos para evitar que o processo de destituição siga para o Senado.
Na Bahia, dos 39 deputados federais 12 são favoráveis e 13 contrários. Outros 14 ainda estão indecisos. Todos os três senadores são contra: Walter Pinheiro (PT), Lídice da Mata (PSB) e Otto Alencar (PSD).

Veja quem vota a favor:
Antonio Imbassahy (PSDB), Arthur  Maia (PPS), Benito Gama (PTB), Claudio Cajado (DEM), Elmar Nascimento (DEM), Irmão Lazaro (PSC), João Gualberto (PSDB), José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Junior (PSDB), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Paulo Azi (DEM) e Uldurico Junior (PV)

Veja quem vota contra:
Afonso Florence, Luiz Caetano, Jorge Solla, Moema Gramacho, Valmir Asunção e Waldenor Pereira, todos do PT, Alice Portugal, Daniel Almeida e Davidson Magalhães, os três do PCdoB, Antonio Brito (PSD), Bacelar (PTN), Bebeto (PSB) e Roberto Britto (PP).

A maioria é de indecisos. Veja:
Cacá Leão, Mário Negromonte Jr. e Ronaldo Carletto, todos do PP, João Carlos Bacellar, José Carlos Araújo e José Rocha, os três do PR, Fernando Torres, José Nunes, Paulo Magalhães e Sérgio Britto, os quatro do PSD, Marcio Marinho e Tia Eron, ambos do PRB,  Félix Junior (PDT) e Erivelton Santana (PSC).

 

Foto: Reprodução