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Operação Lava Jato: Palocci diz que Odebrecht pagou vantagens a Lula

quarta-feira, setembro 6th, 2017

O ex-ministro Antônio Palocci disse hoje (6) que a Odebrecht adquiriu um apartamento em São Bernardo do Campo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um terreno para a construção do Instituto Lula, como compensação pelas vantagens que a empresa recebeu durante o governo do petista. Ele depôs diante do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, na condição de réu da ação penal da Opereção Lava Jato que apura estes fatos, apresentados em denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

“Eu queria dizer, a princípio, que a denúncia procede. Os fatos narrados nela são verdadeiros. Eu diria apenas que os fatos narrados nessa denúncia dizem respeito a um capítulo de um livro ainda maior de um relacionamento da Odebrecht com o governo do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, que foi uma relação bastante intensa, bastante movida a vantagens dirigidas à empresa, a propinas pagas pela Odebrecht para agentes públicos em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, em forma de caixa 1 e caixa 2”, disse Palocci ao iniciar o depoimento. “E eu tenho conhecimento porque participei de boa parte desses entendimentos na qualidade de ministro da Fazenda do presidente Lula e ministro da Casa Civil da presidente Dilma”.

O ex-ministro detalhou, ainda, como as diretorias da Petrobras foram divididas entre os três principais partidos que compunham o governo durante as administrações petistas. “Na Diretoria de Serviços, [ficou] o PT, na Diretoria Internacional, o PMDB, e na Diretoria de Abastecimento, o PP. Desenvolveu-se uma relação de intenso financiamento partidário de políticos, pessoas, empresas. Esse foi um ilícito crescente na Petrobras, até porque as obras cresceram muito e, com elas, os ilícitos”, disse.

Palocci também disse a Moro que conversava com Lula sobre essas relações. Ele narrou como foi questionado pelo ex-presidente em 2007 se estaria havendo “muita corrupção” nas diretorias de Serviços e de Abastecimento.

Segundo o ex-ministro, a Odebrecht repassou R$ 4 milhões em espécie ao Instituto Lula como propina. Palocci disse ainda que a empreiteira havia disponibilizado uma reserva de R$ 300 milhões em propina ao PT, e que o ex-presidente sabia se tratar de “dinheiro sujo”.

Dilma

Antônio Palocci contou que havia uma desconfiança da Odebrecht quanto à eleição da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele narrou uma reunião que teria ocorrido no dia 30 de dezembro de 2010 entre Lula e Emílio Odebrecht, dono da empreiteira.

“Nessa reunião, o presidente Lula leva Dilma, presidente eleita, para que ele diga a ela das relações que ele tinha com a Odebrecht e que ele queria que ela preservasse o conjunto daquelas relações em todos os seus aspectos, lícitos e ilícitos”, contou o ex-ministro. Ele disse que não estava na reunião, mas que ficou sabendo dela através de Lula.

Em seguida, Palocci disse que a Odebrecht foi beneficiada durante o governo Dilma em algumas situações. A pedido do juiz Sérgio Moro, o ex-ministro citou como exemplo que a empreiteira desejava assumir a administração de um aeroporto de grande porte e havia perdido as licitações para concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Segundo ele, a licitação do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi direcionada para que a empreiteira vencesse o certame. “Havia uma cláusula que impedia o vencedor da licitação de Cumbica de participar da licitação do Galeão em condições livres. Isso foi colocado por solicitação da Odebrecht”, contou.

Detido em Curitiba

O ex-ministro está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Ele já foi condenado em outra ação penal da Lava Jato a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Neste processo, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o Grupo Odebrecht comprou um terreno no valor de R$ 12,4 milhões para a construção do Instituto Lula — obra que não chegou a ser executada. Ainda segundo a denúncia, o ex-presidente também recebeu como vantagem indevida da empreiteira uma cobertura vizinha ao apartamento onde mora, em São Bernardo do Campo.

O depoimento do ex-presidente Lula nesta ação penal está marcado para o dia 13 de setembro.

Outro lado

O Instituto Lula, em sua página no Facebook, divulgou uma nota em que diz que o depoimento de Antonio Palloci é contraditória “ com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e provas e que só se compreende dentro da situação de um homem preso e condenado em outros processos” e que busca negociar com o MPF e com o juiz Sérgio Moro um acordo de delação premiada “que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula”.

“Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de Léo Pinheiro”, diz a nota.

A nota também diz que a acusação do Ministério Público usa o argumento de que o terreno teria sido comprado com “com recursos desviados de contratos da Petrobrás” só para poder ser julgado dentro do âmbito da Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro e que “não há nada no processo ou no depoimento de Palocci que confirme isso”. Também cita que Palocci falou de uma série de reuniões onde “não estava e de outras onde não haveriam testemunhas de suas conversas. Todas falas sem provas.”

O Instituto Lula reafirma, na nota, que jamais solicitou ou recebeu qualquer terreno da Odebrecht e que nunca teve outra sede além daquela em que instituto funciona atualmente. Lula reafirmou que “jamais cometeu qualquer ilícito nem antes, nem durante, nem depois de exercer dois mandatos de presidente da República eleito pela população brasileira.” Conforme Agência Brasil

 

 

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Cândido Vaccarezza é preso na Lava Jato

sexta-feira, agosto 18th, 2017

O ex-deputado Cândido Vaccarezza foi preso temporariamente hoje (18) na capital paulista pela Polícia Federal, como parte da Operação Lava Jato. Ele será transferido, via terrestre, para a cidade de Curitiba, onde se concentram as investigações.

Além dessa prisão, a Polícia Federal (PF) cumpre 46 mandados judiciais, sendo 29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e mais cinco de prisão temporária em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Os mandados são cumpridos em duas operações, a 43ª fase, chamada de Operação Sem Fronteiras, e a 44ª, denominada Operação Abate.

A Operação Abate, em que Vaccarezza é investigado, quer desarticular o grupo criminoso que usava da influência do ex-deputado para obter contratos da Petrobras com empresa estrangeira. O dinheiro era usado para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

“As provas colhidas apontam que Vaccarezza, líder do PT na Câmara dos Deputados entre janeiro de 2010 e março de 2012, utilizou a influência decorrente do cargo em favor da contratação da empresa Sargeant Marine pela Petrobras, o que culminou na celebração de 12 contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões”, diz o Ministério Público Federal em Curitiba (MPF-PR) em nota.

“As evidências indicam ainda que sua atuação ocorreu no contexto do esquema político-partidário que drenou a Petrobras, agindo em nome do PT. Na divisão de valores das propinas, há documentos indicando seu direcionamento tanto para a ‘casa’ (funcionários da Petrobras) como para o PT”, acrescenta.

Na Operação Sem Fronteiras, é investigada “a relação espúria entre executivos da Petrobras e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento na obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira”, diz a nota da PF. Agência Brasil

 

 

Foto: Arquivo/Agência Brasil

PF deflagra 42ª fase da Operação Lava Jato

quinta-feira, julho 27th, 2017

A Polícia Federal deflagra nesta quinta-feira (27/7) a 42ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Cobra. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de ex-presidente do BANCO DO BRASIL e da PETROBRAS, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.

Segundo as investigações realizadas até este momento, o ex-presidente das instituições mencionadas e pessoas a ele relacionadas teriam solicitado vantagem indevida em razão dos cargos exercidos para que o GRUPO ODEBRECHT não viesse a ser prejudicado em futuras contratações da PETROBRAS. Em troca, o grupo empresarial teria efetuado o pagamento em espécie de ao menos R$ 3 milhões. Aparentemente, estes pagamentos somente foram interrompidos com a prisão do então presidente do GRUPO ODEBRECHT.

O nome da fase (COBRA) é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado SETOR DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS do GRUPO ODEBRECHT durante a 23ª fase da OPERAÇÃO LAVA JATO.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

 

 

Foto: Reprodução

Nova Fase da Lava Jato investiga fraudes financeiras na Petrobras

sexta-feira, maio 26th, 2017

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 26/5, a 41ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Poço Seco, que tem como alvo operações financeiras feitas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo no Benin, no oeste África.

De acordo com as investigações, as operações financeiras tinham como objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas ao ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

A PF informou ainda que está cumprido oito mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

O nome da operação, Poço Seco, é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo no Benin.

Foto: reprodução

Moro condena Cunha a 15 anos de prisão

quinta-feira, março 30th, 2017

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou nesta quinta-feira, dia 30/3, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além da reclusão, foi fixada uma multa de mais de R$ 250 mil a ser paga pelo ex-deputado.

A sentença foi publicada no final da manhã, no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná (JFPR). Por ser uma condenação de primeira instância, Cunha poderá recorrer a um tribunal superior. No entanto, Moro determinou no despacho que, mesmo em uma eventual fase recursal, o ex-deputado responda sob regime de prisão cautelar. Agência Brasil

 

Foto: Reprodução/Antônio Cruz/Agência Brasil

Moro aceita denúncia da Lava Jato contra Lula, Marisa e mais seis acusados

terça-feira, setembro 20th, 2016

Ex-presidente Lula participa da  5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, aceitou nesta terça-feira, dia 20/9, denúncia apresentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia da Silva, e outras seis pessoas. Com a decisão, todos viram réus nas investigações.

Na denúncia, apresentada na semana passada, o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa, disse que Lula era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato”. O ex-presidente foi denunciado à Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo os procuradores, Lula recebeu R$ 3,7 milhões de propina de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, por meio de vantagens indevidas, como a reforma de um apartamento triplex no Guarujá (SP),e pagamento de despesas com guarda-volumes para os objetos que Lula ganhou quando estava no cargo. As vantagens teriam sido pagas pela empreiteira OAS.

Após a divulgação da denúncia, os advogados de Lula afirmaram que as acusações fazem parte de um “deplorável espetáculo de verborragia da manifestação da força tarefa da Lava Jato”.

“O MPF elegeu Lula como maestro de uma organização criminosa, mas esqueceu do principal: a apresentação de provas dos crimes imputados. “Quem tinha poder?” Resposta: Lula. Logo, era o “comandante máximo” da “propinocracia” brasileira. Um novo país nasceu hoje sob a batuta de Deltan Dallagnol e, neste país, ser amigo e ter aliados políticos é crime”, argumentou a defesa.

Também foram denunciados pelo MPF o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, além de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, todos ligadas à empreiteira.

 

Foto/fonte: Agência Brasil

 

 

 

Operação Lava Jato: PF cumpre mandados da 33ª fase em seis estados

terça-feira, agosto 2nd, 2016

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A pressão subiu. Nesta terça-feira, dia 2/8, policiais federais estão cumprindo mandados referentes à 33ª fase da Operação Lava Jato. A operação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais. A ação foi batizada de “Resta Um”.

De acordo com a PF, foram expedidos  32 mandados judiciais, sendo 2 de prisão temporária, 1 de prisão preventiva, seis de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 23 de busca e apreensão.
Foto: Reprodução

Juiz manda soltar Monica Moura; fiança é de 28 milhões

segunda-feira, agosto 1st, 2016

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Fora da prisão. Responsável pela Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, mandou soltar Monica Moura, mulher do ex-marqueteiro do PT, o baiano João Santana. A decisão, desta segunda-feira, dia1°/8, foi confirmada pelo advogado de defesa Fabio Tofic. Segundo Moro, Monica Moura está proibida de atuar em campanhas eleitorais no Brasil até nova decisão.

O juiz estabeleceu multa de R$ 28 milhões, recolheu os passaportes do casal de publicitários e os impediu de ter contato com outros investigados. Porém, eles não usarão tornozeleira eletrônica.

João Santana e Monica Moura são réus em dois processos referentes à Operação Lava Jato. Em ambos, o casal é acusado de receber milhões de dólares em conta secreta no exterior e milhões de reais em espécie no Brasil do esquema criminoso da Petrobras. Os valores, segundo o MPF, foram pagos a eles para remunerar serviços em campanhas eleitorais no Brasil. Fonte G1

 

Foto: Reprodução

 

 

Eduardo Cunha renuncia à presidência da câmara

quinta-feira, julho 7th, 2016

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A saída. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do cargo de presidente da Câmara dos Deputados, divulgou no começo da tarde desta quinta-feira, dia 7/7, a renúncia da presidência da Casa Legislativa. O parlamentar convocou uma coletiva para comunicar a informação e leu a carta de renúncia que foi protocolada na Mesa Diretora da Câmara.

“Sofri e sofro perseguições em função de pautas abordadas e estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Resolvi ceder ao apelo generalizado dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa está acéfala devido a uma interinidade bizarra”, detonou Cunha.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou no dia 5 de maio o afastamento do parlamentar da presidência do Legislativo com o argumento de que ele estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato.

 

Foto: Divulgação

Polícia Federal realiza 32ª fase da Operação Lava Jato

quinta-feira, julho 7th, 2016

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Olha aí. A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quinta-feira, dia  7, a 32ª fase da Operação Lava Jato. Os mandados foram expedidos de Curitiba e são cumpridos em São Paulo, Santos e São Bernardo do Campo.

A fase é deflagrada três dias após o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão pela 31ª fase da operação, na segunda-feira, dia 4,referente às investigações sobre a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras.

Foto: Reprodução

Polícia Federal cumpre mandados de prisão da Lava Jato no Rio e Porto Alegre

quarta-feira, julho 6th, 2016

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Não corre ninguém. A Polícia Federal (PF) abriu nova operação nesta quarta-feira, dia 6. A ação cumpre 10 mandados de prisão no Rio e em Porto Alegre. Um dos alvos é o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que está em prisão domiciliar.

 O almirante já é réu em processo na 7ª Vara Federal Criminal, no Rio. Othon Pinheiro é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro suspeito de receber ao menos R$ 4,5 milhões em propinas para facilitar a contratação dos consórcios responsáveis pelas obras da usina de Angra 3.

O caso do almirante e de outros 13 suspeitos de participar do esquema de desvios nas obras da usina de Angra 3, estava sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, que cuida das ações da Lava Jato na Justiça Federal no Paraná. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, o caso da Radioatividade foi deslocado para a Justiça Federal no Rio.

Foto: Reprodução

Polícia Federal deflagra 31ª fase da Lava Jato

segunda-feira, julho 4th, 2016

Carro da Polícia Federal visto no Rio de Janeiro.     28/07/2015        REUTERS/Sergio Moraes

Olha aí. A Polícia Federal (PF) deflagra, na manhã desta segunda-feira, dia 4, a 31ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Abismo.

Segundo informações, o alvo principal é Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, que já está preso, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Ele foi capturado na Operação Custo Brasil, que mirou o ex-ministro Paulo Bernardo.

São apuradas as práticas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação num contexto amplo de sistemático prejuízo financeiro imposto à Petrobras.

São 35 mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária, um de preventiva, 23 de busca e apreensão, além de sete conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

 

Os presos serão trazidos à sede da Polícia Federal em Curitiba ainda nesta segunda, exceto o ex-tesoureiro do PT, que já está detido da sede da PF em São Paulo.

 

 

 

 

Foto: Reprodução

 

Polícia Federal deflagra 29ª fase da Operação Lava Jato

segunda-feira, maio 23rd, 2016

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Não corre ninguém. A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta segunda-feira,  dia 23,  a 29ª fase da Operação Lava Jato, executada em Brasília, no Rio de Janeiro e Recife.

A  nova fase da operação cumpre dois mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, referentes a crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso revelado no âmbito da Petrobrás.

Segundo a Polícia Federal, um dos investigados é João Cláudio Genu, que foi assessor do ex-deputado federal José Janene, morto em 2010.

“Foi, juntamente com o deputado, denunciado na Ação Penal 470 do STF (Mensalão), acusado de sacar cerca de um milhão e cem mil reais de propinas em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação Ltda., controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para entrega a parlamentares federais do Partido Progressista, no escândalo criminal conhecido vulgarmente por “Mensalão”, afirmou a PF em nota.

A operação foi batizada de Repescagem justamente porque o ex-assessor, o principal investigado desta fase, já foi processado no mensalão.

Foto: Reprodução

Lava jato: Dirceu é condenado a 23 anos de prisão

quinta-feira, maio 19th, 2016

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Maior pena. O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, condenou nesta quarta-feira, dia 18, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Aos 70 anos de idade, Dirceu recebe sua segunda condenação por corrupção. Em 2012 recebeu pena no mensalão. Ele ainda pode recorrer, já que a decisão é de primeira instância.

Dirceu está preso em Curitiba, sede da Lava Jato, desde agosto de 2015. Ele cumpria prisão em regime domiciliar, decorrente da pena no mensalão, quando foi detido pela Polícia Federal acusado de envolvimento no caso Petrobras. Fonte R7

 

Foto: Reprodução

 

Lula quer punição para procurador que o investiga

quinta-feira, abril 28th, 2016

Lula fala de erros, adversidade momentânea e espera que PT esteja mais forte ano que vem

Êta. Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, nesta quarta-feira, dia 27, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), um pedido para que um dos principais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, seja afastado das investigações que envolvem o petista. É que, segundo o procurador, uma linha de investigação aponta Lula como o chefe da quadrilha que roubou a Petrobras. Diário do Poder

Foto: Divulgação

 

 

Juiz Sérgio Moro determina sequestro da casa onde vive a mãe de José Dirceu

sábado, abril 16th, 2016

O juiz federal Sérgio Moro disse, em nota, que a condução coercitiva de Lula não é antecipação de culpa

Vixe. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, determinou o sequestro da casa onde mora a mãe do ex-ministro José Dirceu. O imóvel está localizado em Passa Quatro (MG).

A decisão de Moro atende a um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF). A casa está em nome da TGS Consultoria e Assessoria e Administração Ltda, embora supostamente pertença ao ex-ministro.

No ano passado, o juiz Sérgio Moro determinou o sequestro de bens do ex-ministro, também a pedido do MPF, e permitiu a tomada de outros bens, mesmo que não houvesse conexão entre eles e os crimes cometidos por Dirceu. A justificativa é que os bens apresentados no pedido do MPF não cobririam o valor estimado das propinas recebidas pelo ex-ministro, de acordo com a denúncia.

Na mesma decisão, Moro também autorizou o sequestro de bens em nome de Dirceu e da TGS, já que havia indícios de que a empresa “era utilizada para ocultar” patrimônios do ex-ministro.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, em agosto do ano passado. A operação foi batizada de Pixuleco. Em setembro de 2015, Moro aceitou a denúncia contra Dirceu pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Além do ex-ministro, passaram à condição de réus o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais 13 investigados.

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Ex-senador preso pela Lava Jato era próximo de Dilma

terça-feira, abril 12th, 2016

Argello era visto como amigo de Dilma / Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Êta. Preso preventivamente nesta terça-feira, dia 12, na 28ª fase da Operação Lava Jato, o ex-senador Gim Argello (PTB) era visto como um parlamentar próximo à presidente Dilma Rousseff. Ele também chegou a ser vice-líder do governo.

O político do PTB era suplente do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e assumiu o posto de senador com a renúncia do titular no escândalo Bezerra de Ouro. Roriz foi acusado de pegar um empréstimo fraudado no Banco de Brasília para comprar o embrião de uma bezerra.

Já senador, Argello se aproximou da presidente Dilma e era visto como amigo da petista, após a divulgação de fotos dos dois caminhando no Lago Sul de Brasília.

O petebista chegou a ser indicado para o TCU (Tribunal de Contas da União), mas foi alvo de um protesto de servidores do tribunal, que não o queriam no posto já que tinha seis processos de investigação abertos no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de peculato, corrupção e outros crimes.

Argello renunciou a vaga no TCU antes mesmo da votação que poderia confirmá-lo no cargo.

Em 2014, ele tentou a reeleição, mas foi derrotado por José Reguffe.

Foto: Reprodução

Polícia Federal deflagra 28ª fase da Operação Lava-Jato

terça-feira, abril 12th, 2016

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Olha aí. A Polícia Federal (PF) deflagrou, na madrugada desta terça-feira, dia 12, a 28ª fase da Operação Lava-Jato. Até as 6h37, não havia detalhes sobre os mandados e onde estaria sendo realizada a nova etapa.

A nova etapa da investigação ocorre 12 dias depois da última fase, que ocorreu no dia 1º de abril e foi batizada de Carbono 14. A ação cumpriu 12 mandados judiciais em São Paulo, Osasco, Santo André e Carapicuíba.

Na 27ª fase, o empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC, e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira foram presos. O ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman, amigo do ex-ministro José Dirceu, foram conduzidos coercitivamente.

A Carbono 14 investiga crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, lavagem de dinheiro, além de corrupção ativa e passiva.

As informações são do Portal G1.

 

 

 

Foto: Reprodução

Juiz manda soltar nove presos da operação xepa; oito são baianos

sábado, março 26th, 2016

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De boa. O juiz Sérgio Moro decretou neste sábado, dia 26,a liberdade de nove investigados na Operação Xepa. Dos nove acusados, oito foram presos na terça-feira, dia 23, em Salvador e na Cidade de Mata de São João. A ação investiga suspeitas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro pela construtora Odebrecht. Os acusados haviam sido presos em caráter temporário, na 26ª fase da Lava Jato, e deviam ser liberados neste sábado, dia 26, quando venciam as prisões temporárias.

 

Foto: Reprodução

Com nome na lista da Odebrecht, Arthur Maia diz que doação foi “conforme a legislação”

quinta-feira, março 24th, 2016

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Saiu de baixo. Arthur Maia, deputado federal (PPS), afirmou que todas as doações que recebeu da Odebrecht em 2010 foram legais. O nome do deputado apareceu na lista da empreiteira que poderia ser da contabilidade paralela. De acordo com Maia, os R$ 40 mil recebidos à época foram “depositados em conta corrente de campanha, aberta com CNPJ específico para minha candidatura à Deputado Federal”. Ainda de acordo com o congressista, “em 2012 os valores foram depositados pela Odebrecht na conta corrente do PMDB Nacional e repassados, pelo Partido, a campanhas eleitorais por mim indicadas, no Estado da Bahia”. “Tudo documentado e realizado conforme a legislação”, confirma.

 

Foto: Divulgação