BRASIL
Câmara Municipal fica alagada em dia de chuva
terça-feira, 16 de abril de 2019Sobe para 15 o número de mortos no desabamento de prédios
terça-feira, 16 de abril de 2019Governo propõe salário mínimo de R$ 1.040 para o próximo ano
terça-feira, 16 de abril de 2019Número de mortos em desabamentos sobe para 10
segunda-feira, 15 de abril de 2019Avião despenca do ar, bate no chão e pega fogo
domingo, 14 de abril de 2019Sobe o número de desaparecidos em desabamento
sábado, 13 de abril de 2019PF apreende helicóptero avaliado em 4 milhões com 500 quilos de cocaína
sábado, 13 de abril de 2019Sobe o número de mortos em desabamento de prédios
sábado, 13 de abril de 2019Bolsonaro diz que quer entender custo para reajuste do diesel
sexta-feira, 12 de abril de 2019
O presidente Jair Bolsonaro questionou nesta sexta-feira, dia 12/4, o reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel anunciado na quinta-feira, dia 11/4, pela Petrobras. Bolsonaro disse que conversará com a direção da empresa para conhecer melhor a composição de custos do combustível no país. Ele negou qualquer tipo de intervenção do governo na estatal. A petroleira adiou o aumento.
“Eu não vou ser intervencionista, não vou praticar a política que fizeram no passado, mas eu quero os números da Petrobras. Tanto é que na terça-feira convoquei todas da Petrobras para me esclarecer porque 5,7% de reajuste, quando a inflação projetada para este ano está abaixo de cinco. Só isso, mais nada. Se me convencerem, tudo bem. Se não me convencerem, nós vamos dar a resposta adequada para vocês”, afirmou em entrevista a jornalistas logo após inaugurar o novo terminal internacional do Aeroporto de Macapá.
O presidente disse que há preocupação com reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. “E eu estou preocupado com o transporte de carga no Brasil, com os caminhoneiros. São pessoas que realmente movimentam as riquezas de Norte a Sul, de Leste a Oeste, que têm que ser tratadas com o devido carinho e consideração. E nós queremos um preço justo para o óleo diesel”, acrescentou.
Sobre o adiamento do reajuste, o vice-presidente Hamilton Mourão julga ser “um fato isolado e justamente pelo momento em que estamos vivendo”. “Tenho visto alguns dados da pressão que havia do lado dos caminhoneiros. Bolsonaro está buscando a melhor solução para esse problema”, disse em entrevista à rádio CBN.
Política de preços
Em comunicado à imprensa, a Petrobras informou que, “em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel divulgada em 25/3/2019, revisitou sua posição de hedge e avaliou ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel”. A empresa disse ainda que manterá o alinhamento do combustível com o Preço de Paridade Internacional (PPI). Por causa do adiamento no reajuste, as ações ordinárias (direito a voto) e preferenciais (prioridade na distribuição de dividendos) da Petrobras registravam queda superior a 7% na Bolsa de Valores de São Paulo, na tarde dessa sexta-feira.
No mês passado, a Petrobras havia anunciado que o reajuste no preço do diesel nas refinarias, que corresponde a mais da metade do preço final do produto nas bombas, seria alterado em prazos não inferiores a 15 dias. A medida atendia a uma reclamação dos caminhoneiros contra reajustes semanais no preço do diesel.
Dois prédios desabam e deixam mortos
sexta-feira, 12 de abril de 2019Senado decide que consumidor tem direito a celular reserva
sexta-feira, 12 de abril de 2019Governo detalha regras do ensino domiciliar
quinta-feira, 11 de abril de 2019
O governo federal anunciou nesta quinta-feira, dia 11/4, regras que deverão vigorar no âmbito da educação domiciliar, caso seja aprovado projeto de lei (PL) sobre o assunto assinado nesta quinta-feira, dia 11/4, pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o PL, a opção por esse modelo de ensino terá que ser comunicada pelos pais do estudante, ou pelos responsáveis legais deste, em uma uma plataforma virtual do Ministério da Educação (MEC).
Além de comprovar o vínculo com o aluno, os pais ou responsáveis pelo estudante ficam encarregados de apresentar um plano pedagógico individual, detalhando a forma como as aulas serão conduzidas. A orientação do ministério é que o cadastro seja efetuado no sistema de dezembro a fevereiro, preferencialmente.
De acordo com o MEC, o cadastro deverá ser renovado a cada ano. Também a cada ano, os pais ou responsáveis pelo estudante precisarão apresentar um plano pedagógico correspondente ao novo ano letivo. Somente depois de a documentação e o plano serem analisados é que o MEC irá gerar para o estudante uma matrícula que ateste a opção pela modalidade de educação domiciliar.
O ministério informou que os termos do cadastramento serão divulgados em regulamento próprio. No documento apresentado nesta quinta-feira, o governo destaca que, enquanto a plataforma virtual ainda não estiver disponível, as famílias têm assegurado o direito de exercer a educação domiciliar. A previsão é de que a página eletrônica fique pronta no prazo de até 150 dias contados a partir da publicação da lei.
Avaliação
A proposta encaminhada ao Congresso Nacional exige que o estudante matriculado em educação domiciliar seja submetido a provas para aferir se ele está, de fato, assimilando o conteúdo transmitido em casa. A avaliação deve ocorrer a partir do 2º ano do ensino fundamental, uma vez ao ano, preferencialmente em outubro.
A elaboração e gestão da prova ficarão a cargo do MEC, que emitirá, posteriormente, um calendário em que informará a data. O teste terá um custo, mas o governo antecipou que condições de isenção de pagamento para famílias de baixa renda serão estabelecidas.
A certificação da aprendizagem, obtida quando o desempenho do estudante for considerado satisfatório, terá como base os conteúdos programáticos referentes ao ano escolar correspondente à idade do estudante, conforme a Base Nacional Comum Curricular. No projeto de lei, considera-se a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, nos termos do disposto na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Conforme as diretrizes do projeto de lei, os pais ou os responsáveis legais perderão o exercício do direito à opção pela educação domiciliar em quatro situações: quando o estudante for reprovado por dois anos consecutivos, nas avaliações anuais e nas provas de recuperação; quando o estudante for reprovado, em três anos não consecutivos, nas avaliações anuais e nas recuperações; quando o aluno faltar à avaliação anual e não justificar sua ausência; ou enquanto não for renovado o cadastramento anual na plataforma virtual.
Quanto à convivência com outras crianças e adolescentes, um dos aspectos questionados por críticos à modalidade de ensino domiciliar, o governo ressalta que é dever dos pais ou dos responsáveis legais assegurá-la. O PL estabelece também que caberá a eles monitorar, de forma permanente, o desenvolvimento do estudante, seguindo as orientações nacionais curriculares. Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução/Arquivo/Agência Brasil
Assembleia Legislativa aprova porte de armas para deputados
quinta-feira, 11 de abril de 2019Juíza proíbe retirada de radares das rodovias federais
quinta-feira, 11 de abril de 2019Na barriga da mãe, bebê é baleado na cabeça
quarta-feira, 10 de abril de 2019Governo quer reduzir pela metade o preço do gás de cozinha, diz ministro
quarta-feira, 10 de abril de 2019Amigos dão adeus ao “fotógrafo dos presidentes”
terça-feira, 9 de abril de 2019
Alegre. Gentil. Galanteador. Humilde. Foram esses alguns dos adjetivos usados para qualificar o fotojornalista Gervásio Baptista durante o velório realizado na manhã desta terça-feira, dia 9/4, no Campo da Esperança, em Brasília.
Conhecido como o “fotógrafo dos presidentes”, o baiano que trabalhou nas revistas O Cruzeiro e Manchete e registrou Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, José Sarney, Che Guevara, as revoluções Cubana e dos Cravos (Portugal), a Guerra do Vietnã e vários concursos de misses morreu na última sexta-feira (6), aos 95 anos.
Ótimo contador de “causos” e dos vários fatos históricos que testemunhou, Baptista dedicou sua vida a eternizar momentos fugidios.
“O Gervásio foi um ícone da fotografia política do Brasil, tendo documentado alguns dos momentos decisivos da história contemporânea”, afirmou o ex-presidente da República e ex-senador, José Sarney, que conheceu o fotógrafo ainda durante os anos 1950. “Aqui, sou só mais um amigo do Gervásio, mas acho que todos os presidentes que o conheceram têm uma grande admiração por ele e pelo seu trabalho”, acrescentou o político maranhense que manteve contato sistemático com Gervásio ao longo das últimas décadas.
O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, também compareceu ao velório de Gervásio, que fotografou o dia a dia da Corte entre os anos de 2001 e 2015. Ele se emocionou ao lembrar que, ao ser empossado ministro, em 2009, pediu a benção do veterano. “Geralmente, uma pessoa que vive muito chega ao fim da vida com poucos amigos, pois quase todos já morreram. Vir a um velório de uma pessoa com tanta vivência e ver tantos amigos desta pessoa reunidos é uma alegria”, comentou Toffoli, apontando que a presença de tantas pessoas que conviveram com o fotógrafo é a prova do quanto sua vida valeu a pena.
“O Gervásio é uma figura histórica do jornalismo brasileiro, um exemplo de vida. Ele era uma pessoa extremamente gentil, bondosa e que, nos momentos de tensão, sempre vinha com uma brincadeira ou uma palavra de ânimo”, acrescentou Toffoli ao anunciar que, ainda este ano, o STF fará uma nova exposição de parte do trabalho de Gervásio. “Vamos remontar uma exposição que já foi feita no passado, em homenagem a ele”.
O destino da maior parte do acervo do fotógrafo é ignorado. As fotos que ele e outros profissionais produziram para a revista Manchete foram leiloadas junto com a massa falida da empresa e o comprador, que não é do ramo editorial, não disponibilizou o acesso público aos arquivos. As edições na íntegra da revista Manchete fazem parte da Hemeroteca Digital Brasileira, mantida pela Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.
A repórter Marlene Galeazzi conheceu Gervásio na Manchete, ainda na década de 1970.
“Ele era uma pessoa muito brincalhona, que contava muitas histórias, e que trabalhava muito. Ele não largava a câmera um minuto e ensinava muito a todos nós. E, até o fim, preservou a boa memória e a disposição”, contou Marlene, destacando a importância do resgate das fotos de Gervásio. “Juntas, elas formam um documento histórico. A equipe da Manchete fazia grandes matérias aqui, no Brasil, e no mundo. Parte das imagens eram vendidas para agências internacionais Estas imagens precisariam ser recuperadas e a pessoa que as comprou deveria dar acesso a todo o material”, acrescentou a jornalista.
A jornalista Andrea Mesquita trabalhou com Gervásio quando chefiava a equipe de comunicação do STF. Segundo ela, com o avançar dos anos, o fotógrafo começou a enfrentar momentos difíceis, mas nem assim perdeu o bom humor. “Ele quase não falava da vida pessoal. Sabemos que ele deu um duro danado para sustentar a família e que quando a esposa [já falecida] teve um câncer, isso o baqueou muito. Ele teve que trabalhar até os 90 anos, mas não se queixava. O que ele contava era das suas realizações profissionais e pessoais, que dançou com atrizes, que fotografou as misses. Era uma pessoa incrível e, para um jornalista, ouvi-lo era um privilégio.”
Fotógrafos premiados de diferentes gerações presentes ao velório também destacaram o pioneirismo e a qualidade do trabalho de Gervásio. “Conhecemos um pouco da Amazônia, da malandragem do Rio de Janeiro e o rosto de alguns artistas pelas fotos do Gervásio em uma época em que a televisão ainda estava chegando ao país. Ele contribuiu muito para a grandeza do jornalismo do nosso país”, disse o premiado fotojornalista Orlando Brito ao comparar o fotógrafo baiano a “um dos Pelés da fotografia brasileira”. “Eu me abasteci muito do conhecimento do Gervásio.”
Nascido em Brasília, o também premiado fotógrafo Alan Marques via Gervásio como um exemplo não só profissional, mas de ser humano. “Quando eu estava começando, ele me dava toques sobre onde ir, onde não ir, o que fazer. Ele sempre nos acolhia, nos orientava… Era uma pessoa que fazia questão de compartilhar e que estava sempre sorrindo. Um exemplo de como se comportar. Como pessoa e como fotógrafo”, disse Marques à Agência Brasil, visivelmente emocionado.
Gestora da casa-lar para idosos onde Gervásio passou os últimos quatro anos de sua vida, Ana Paula Cardoso de Matos é testemunha de que, até o último dia, o baiano foi galanteador e brincalhão. “Mas ele era extremamente educado. Um cavalheiro”, contou Ana Paula, revelando que, apesar de alguns lapsos de memória naturais da idade avançada, Gervásio manteve a lucidez até o último dia. Ela afirma que era comum que, ao ver alguém tirando fotos com celulares, ele oferecesse ajuda e orientasse como obter a melhor imagem. Segundo Ana, a partida do “fotógrafo dos presidentes” foi muito tranquila, serena. “Ele morreu dormindo.”
O corpo de Gervásio foi cremado e a intenção da família é espalhar as cinzas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência Brasil
Temporal, três mortos e estágio de crise
terça-feira, 9 de abril de 2019Músico morre em carro da família atingido por 80 tiros
segunda-feira, 8 de abril de 2019Brumadinho: número de mortes confirmadas sobe para 224
segunda-feira, 8 de abril de 2019
Vixe. A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou para 224 o número de mortes confirmadas após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu-se em 25 de janeiro deste ano. A tragédia de Brumadinho ocasionou, além da morte de funcionários da mineradora e moradores da cidade, a contaminação do Rio Paraopeba, que passou a apresentar nível de cobre 600 vezes maior do que o normal, conforme apurou a Fundação SOS Mata Atlântica. O rio era responsável por 43% do abastecimento público da região metropolitana de Belo Horizonte.
Após o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, a mineradora atualizou a situação de outras barragens. Desde então, o receio de novas tragédias fez com que mineradoras passassem a reavaliar suas estruturas em todo o país e a aumentar o fator de segurança de algumas delas, de um para dois. No início de abril, a Vale afirmou que 17 de suas barragens não tinham declaração de estabilidade válida.
Além de Brumadinho, já foram evacuadas pela Vale comunidades nas cidades mineiras de Rio Preto, Barão de Cocais, Nova Lima e Ouro Preto. Moradores também já foram retirados de suas casas nos municípios mineiros de Itatiaiuçu, devido aos riscos envolvendo uma estrutura da Arcellor Mittal, e de Rio Acima, após problema constatado pela empresa Minérios Nacional.
Foto/Fonte: Agência Brasil

















