Posts Tagged ‘Michel Temer’

Temer estaria confiante em ter votos na Câmara para barrar denúncia de Janot

domingo, junho 11th, 2017

Confiança total. Durante jantar de aniversário do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), falou a políticos presentes que sua absolvição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi uma “bela vitória” e que está confiante de que terá os 172 votos mínimos necessários na Câmara para barrar eventual denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A festa ocorreu na noite de sexta-feira, dia 9/6, na casa de um deputado no Lago Sul, área nobre de Brasília.

 

 

Foto: Divulgação/Marcos Corrêa/PR

Temer se encontra com Fernando Henrique para evitar saída do governo

segunda-feira, maio 29th, 2017

Vixe. Em plena crise política, o presidente Michel Temer se reuniu na noite desta segunda-feira, dia 29/5, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), em São Paulo. Segundo a imprensa de Brasília, o objetivo do encontro foi tentar evitar a saída do PSDB do governo. O desembarque ainda é avaliado pela sigla, um movimento que ocorreria em conjunto com o DEM.

 

 

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Temer revoga decreto que autorizou uso das Forças Armadas em Brasília

quinta-feira, maio 25th, 2017

Voltou atrás. O presidente Michel Temer, através de ato publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, dia 25/5, o decreto que autorizou o emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem emmeio aos protestos violentos ocorridos em Brasília na quarta-feira, dia 24/5.
Fotos: Reprodução

Governo determina reforço de tropas federais para proteger Esplanada

quarta-feira, maio 24th, 2017

A pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo determinou que tropas federais protejam os prédios da Esplanada dos Ministérios. Na Câmara, depois do anúncio, Maia confirmou ter feito a solicitação, mas ressaltou que pediu a presença da Força Nacional de Segurança, e não das Forças Armadas.

Há pouco, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou, em breve pronunciamento, que tropas das Forças Armadas já estão posicionadas no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Segundo o ministro, mais homens estão se deslocando para proteger os demais prédios da Esplanada, os ministérios e o Congresso Nacional.

De acordo com Jungmann, a medida foi necessária porque a marcha Ocupa Brasília, “prevista como pacífica, degringolou para a violência, desrespeito, ameaça às pessoas”. Não foi informado, no entanto, o total de militares deslocados na ação.

“O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma ação de garantia da lei e da ordem. Nesse instante, tropas federais se encontram neste palácio e no Itamaraty. Logo mais, estão chegando tropas para assegurar que os prédios sejam mantidos incólumes”, disse o ministro no Palácio do Planalto.

“O presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna, o descontrole. E que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições”, acrescentou Jungmann.

O ministro, após pronunciamento, destacou que a decisão presidencial se baseia no Artigo 142 da Constituição Federal. O artigo diz que “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, a atuação das Forças Armadas se restringirá a área dos prédios dos ministérios e palácios, não irão atuar no gramado da Esplanada. Ainda não há um efetivo confirmado. Agência Brasil

 

 

Foto: Reprodução

Defesa de Temer desiste de recurso no STF que pedia suspensão de inquérito

segunda-feira, maio 22nd, 2017

A defesa do presidente Michel Temer desistiu nesta segunda-feira, dia 22/5, do recurso no qual solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações relacionadas ao presidente. A medida foi tomada após o anúncio de que a Corte autorizou a Polícia Federal a realizar uma perícia no áudio entregue pelo empresário Joesley Batista em seu depoimento de delação premiada.

De acordo com um dos representantes de Temer, o advogado Gustavo Guedes, após o deferimento de perícia, a defesa está satisfeita e não quer mais o julgamento do recurso. Guedes também anunciou que a defesa contratou uma perícia particular para analisar o áudio. Segundo o advogado, foram encontrados “70 pontos de obscuridade no material”.

“A defesa do presidente apresentou petição dizendo agora: nos sentimos atendidos com o deferimento da perícia [oficial] e a partir desse laudo que nós juntamos agora, que nos dá segurança, nós queremos agora que isso se resolva o mais rapidamente possível”, disse.

Foto: reprodução

“Não renunciarei”, diz Michel Temer em pronunciamento

quinta-feira, maio 18th, 2017

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (18) que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, afirmou em pronunciamento, no Palácio do Planalto.

“Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento.

Foi a primeira fala do presidente após divulgação na noite de ontem (17) de reportagem do jornal O Globo em que é citado. A reportagem diz que em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, o presidente teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada de Batista ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

Hoje, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, firmada com o Ministério Público Federal (MPF) e abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer.

Segundo Temer, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações e nunca autorizou ninguém a usar seu nome indevidamente. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse.

Temer negou ter concordado com pagamentos a Eduardo Cunha. Afirmou ainda que não teme delações premiadas. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima. Exata e precisamente porque não temo nenhuma delação. Não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome”, disse em tom enérgico.

No pronunciamento, Temer disse que seu governo “viveu nessa semana seu melhor e seu pior momento”. O presidente citou a queda da inflação, dados de geração de empregos, avanço das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso, ocorridos em sua gestão, e que isso não poderia ser perdido. “Todo o imenso esforço de retirar o país da recessão pode ser tornar inútil. E não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país”.

Ainda ontem, depois da divulgação da reportagem, Temer se reuniu com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Também estiveram na reunião assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência.

Era esperado um pronunciamento do presidente ontem, porém cerca de uma hora depois do início da reunião, o Palácio do Planalto divulgou nota, na qual Temer negou as acusações. Hoje, o presidente explicou que só veio a público no dia seguinte, porque esperava o envio do conteúdo da delação dos irmãos Batista pelo STF, o que ainda não ocorreu.

“Ressalto que só falo agora dos fatos que se deram ontem porque tentei conhecer primeiramente o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei oficialmente ao Supremo Tribunal Federal acesso a esses documentos, mas até o presente momento não o consegui”. Agência Brasil

 

Foto: Divulgação/NBR

“Ele falou muito em conspiração”, diz senador que se encontrou com Temer

quinta-feira, maio 18th, 2017

Primeiro parlamentar inscrito na agenda presidencial desta quinta-feira (18), o coordenador da bancada do Acre, senador Sérgio Petecão (PSD), disse que o presidente Michel Temer demonstrou tranquilidade durante a reunião desta manhã. “Ele falou muito em conspiração. Essa foi a palavra que ele mais usou, que há uma conspiração contra ele.”

“Ele [Temer] aparentou muita tranquilidade. Às 8h em ponto, ele me recebeu na porta. Abordou o susto [dizendo] ‘vocês viram esse episódio? Coisa chata’. Mas estava tranquilo”, afirmou o senador, em declaração à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Petecão, o presidente disse ainda que está firme, que não vai cair. “Ele falou várias vezes: ‘não vou cair, vou ficar firme, firme’. Pediu as fitas, os áudios, falou também que vai fazer pronunciamento em rede nacional. Falou que vai ver os vídeos e os áudios.”

De acordo com o senador, Temer voltou a usar o termo “conspiração” para se referir às denúncias feitas contra o governo. “Acredita que é uma conspiração. Neste momento em que o governo começa a dar sinais [de retomada do crescimento], esse fato [as denúncias] prejudica o país. Todo mundo está preocupado”, afirmou o presidente, conforme relato de Petecão.

Na noite de ontem (17), o jornal O Globo publicou reportagem segundo a qual, em encontro gravado em áudio, pelo dono do grupo  JBS, o empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse o pagamento de uma mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Conforme a reportagem, Batista firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ontem ainda não estava confirmada a homologação da delação do empresário pelo Supremo Tribunal Federal. Agência Brasil

Foto: Reprodução

Dono da JBS grava Temer autorizando compra do silêncio de Eduardo Cunha, diz jornal

quarta-feira, maio 17th, 2017

Bomba! Michel Temer, presidente da República, teve uma conversa gravada no momento que ele segundo o Jornal O Globo, incentiva a realização de pagamentos a Eduardo Cunha para comprar o silêncio do ex-parlamentar. De acordo com informações do jornal, o diálogo foi gravado pelo dono da JBS. Joesly Batista teria entregado uma mala com R$ 500 mil ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F, holding que controla a JBS.

 

 

Foto: Reprodução

Governo Temer exonera afilhados de deputados que votaram contra a reforma trabalhista

terça-feira, maio 2nd, 2017

Traidores. Quem é afilhado político de deputado que votou contra a reforma trabalhista começou a sair do governo Michel Temer. O Diário Oficial da União de desta terça-feira, dia 2/5, traz a exoneração do superintendente estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) do Estado do Rio Grande do Norte. O superintendente teria sido indicado por um deputado, que votou contra a reforma trabalhista no final de abril. Outros deputados deve perder superintendências da Funasa nos Estados.

 

Foto: Reprodução

Temer vai exonerar ministros para votarem por reforma

terça-feira, abril 25th, 2017

O presidente Michel Temer vai exonerar todos os ministros que tiverem mandato na Câmara dos Deputados para possam votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. A exoneração deve ocorrer dias antes da votação no plenário da Casa, prevista para a segunda semana de maio. Antes, o relatório de Arthur Maia (PPS-BA) será votado na comissão especial criada para discutir o tema.

A decisão de Temer foi anunciada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, após reunião do presidente com a equipe ministerial na tarde desta segunda-feira, dia 24/4, no Palácio do Planalto. “É um reforço. É como se fosse reforçar o time em campo. Vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presente dos ministros na Câmara dos Deputados”. Imbassahy, inclusive, será exonerado para reassumir seu mandato pelo PSDB.

Foto: Hora do Bico

“Armadilha”, diz presidente da UPB sobre exclusão de servidores da reforma da previdência

quarta-feira, março 22nd, 2017
Largou a joça. Durante entrevista ao apresentador Adelson Carvalho, na Rádio Sociedade, na manhã desta quarta-feira, dia 22, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito da Cidade de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD), disse que a medida tomada pelo presidente Michel Temer que exclui servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência é uma tática para dividir as críticas da opinião pública com os gestores estaduais e municipais.
“Eu vejo como uma armadilha. O presidente Temer na verdade quer dividir o ônus desta reforma com os estados e com os municípios”, provocou ao ser questionado por Adelson Carvalho. De acordo com Eures, a maioria dos municípios brasileiros utiliza previdência do INSS, (âmbito federal), o que inviabilizaria a proposta, já que uma pequena parte da Cidades tem previdência própria.
Foto: Divulgação

Itamaraty: José Serra pede demissão a Temer por problemas de saúde

quinta-feira, fevereiro 23rd, 2017

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão na noite de quarta-feira, dia 22/2, ao presidente Michel Temer alegando problemas de saúde. Serra esteve no Palácio do Planalto nesta quarta-feira para entregar seu pedido de exoneração a Temer.

O chanceler informou que está passando por tratamentos médicos que o impedem de fazer as viagens internacionais necessárias para o cargo.

No documento, Serra diz estar triste com a decisão e promete trabalhar em prol do governo ao reassumir seu mandato de senador por São Paulo. De acordo com ele, o período de recuperação é de pelo menos quatro meses.

Leia a íntegra da carta de demissão do ministro José Serra:

“Senhor presidente,

Pela presente, venho solicitar minha exoneração do cargo de Ministro de Estado das Relações Exteriores.

Faço-o com tristeza mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler. Isto sem mencionar as dificuldades para o trabalho do dia a dia. Segundo os médicos, o tempo para restabelecimento adequado é de pelo menos quatro meses.

Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe. No Congresso, honrarei o meu mandato de senador trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática no Brasil.

Respeitosamente, José Serra

 

 

Fotos: Reprodução

Fonte: Agência Brasil

Ministro do STF mantém nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral

quarta-feira, fevereiro 15th, 2017

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello manteve a nomeação do ministro Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência da República. Mello é relator de dois mandados de segurança nos quais a Rede Sustentabilidade e o PSOL questionam a indicação.

Na decisão, Mello entendeu que a nomeação de alguém para o cargo de ministro de Estado não pode ser encarada como um fato de obstrução da Justiça e destacou que a prerrogativa de foro privilegiado é uma consequência da nomeação.

“A nomeação de alguém para o cargo de ministro de Estado, desde que preenchidos os requisitos previstos no Artigo 87 da Constituição da República, não configura, por si só, hipótese de desvio de finalidade. Eis que a prerrogativa de foro – que traduz consequência natural e necessária decorrente da investidura no cargo de ministro de Estado não importa em obstrução e, muito menos, em paralisação dos atos de investigação criminal ou de persecução penal”, disse Mello. Agência Brasil

 

 

Foto: Divulgação/Beto Barata/PR

Michel Temer vai escolher substituto de Teori Zavascki

quinta-feira, janeiro 19th, 2017

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Mudança. Fica a cargo do presidente Michel Temer escolher o novo ministro que vai substituir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que morreu na tarde desta quinta-feira, dia 19/1, na queda de um avião na Cidade de Paraty, no Sul do Rio de Janeiro.

O ministro do STF tinha 68 anos, tomou posse como ministro em 29 de novembro de 2012 e era o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF. Zavascki era viúvo desde 2013 e deixa três filhos.

 

Foto: Reprodução

 

Após Renan acelerar tramitação, Senado vota PEC do teto

terça-feira, dezembro 13th, 2016

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O plenário do Senado votará nesta terça-feira dia, 13/12, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constiuição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

A previsão dos senadores já era votar o segundo turno da PEC nesta terça. Na semana passada, contudo, após um ministro do STF afastar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a Casa não fez algumas das sessões previstas, o que, em tese, atrasaria a votação da proposta, prioritária para o presidente Michel Temer.

Foto: reprodução

Palácio repudia acusação contra Temer feita por delator da Odebrecht

sábado, dezembro 10th, 2016

O Palácio Planalto repudiou na sexta-feira, dia 9/12, em nota, as acusações de que o presidente Michel Temer teria solicitado valores ilícitos da empreiteira Odebrecht em meio à campanha à Presidência em 2014.

Segundo o site de notícias BuzzFedd, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em delação premiada, relatou ter entrega dinheiro vivo, em 2014, no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo de Temer.

Em nota, o Planalto diz que todas as doações da construtora foram legais. “O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE [Tribinal Superior Eleitoral]. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”, diz a nota.

De acordo, BuzzFedd, o executivo da maior construtora do país disse, no acordo firmado com a Força Tarefa da Lava Jato, que o dinheiro entregue no escritório de advocacia de José Yunes era parte dos R$ 10 milhões que Marcelo Odebrecht, presidente da empresa, resolveu destinar ao PMDB após um jantar que teve, em maio de 2014, com Michel Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e  Eunício Oliveira (PMDB-CE) também estão entre os citados na delação de Melo Filho. Agência Brasil

 

Foto: Reprodução

Aécio indica Imbassahy para o lugar de Geddel

sábado, dezembro 3rd, 2016

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Olha aí. O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), estaria se movimentando para que o seu aliado, o deputado baiano, Antônio Imbassahy, líder do PSDB na câmara, seja o substituto de Geddel Vieira Lima na secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Antônio Imbassahy é ligado ao grupo de Aécio dentro do PSDB, e a sua indicação seria uma forma de Aécio Neves mostrar força junto ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin também do PSDB, que se articula para ser o candidato a presidente da República pelo PSDB em 2018.

 

Foto: Divulgação

Temer anuncia acordo com Congresso para impedir anistia a caixa 2

domingo, novembro 27th, 2016

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Acompanhado dos presidentes das duas casas legislativas, o presidente Michel Temer disse, em coletiva de imprensa convocada para este domingo, dia 27/11, que foi feito um acordo institucional entre Executivo e Legislativo para garantir que não prosperará qualquer tentativa de anistiar crimes de caixa 2.

“Estamos aqui para revelar que, no tocante da anistia, há uma unanimidade dos dirigentes do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Verificamos que é preciso se atender à voz das ruas, o que significa reproduzirmos um dispositivo constitucional que diz: o poder não é nosso; não é nem do presidente da República nem do Senado nem da Câmara. É do povo. Quando o povo manifesta a urgência, ela há de ser tomada pelo Poder Legislativo e igualmente pelo Executivo”, disse Temer ao abrir a coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Segundo ele, esse “ajustamento institucional” foi feito com vistas a “impedir a tramitação de qualquer proposta” que vise a chamada anistia. “Até porque essa questão da anistia, em um dado momento, viria à Presidência da República, a quem caberia vetar ou não vetar”, acrescentou.

Temer garantiu que “seria impossível ao presidente da República sancionar uma matéria dessa natureza”, e que isso já vinha sendo dito durante reuniões dele com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia. “Apontamos [nessas reuniões] que não há a menor condição de levar adiante essa proposta”.

Rodrigo Maia negou que as lideranças da Câmara estivessem atuando no sentido de incluir na proposta matérias visando a anistia. “Foi colocado com os líderes que não podíamos tratar de anistia eleitoral nem a qualquer outro crime. Esse debate nunca aconteceu e, com certeza, nunca acontecerá quando colocarmos para votação, provavelmente na terça-feira”, disse.

“A reunião de hoje é importante para esclarecermos que essa emenda nunca existiu efetivamente porque nunca foi apresentada por nenhum líder partidário. Portanto não existe. Não estamos votando medidas para anistiar nenhum crime”, acrescentou.

Renan também garantiu que atuará conjuntamente para evitar a aprovação de matéria que anistie crimes eleitorais. “Nós estamos fazendo um acordo, um ajuste institucional no sentido de que não haverá apreciação de anistia a crime eleitoral, ao caixa 2 ou a qualquer crime eleitoral, até porque tudo que é aprovado vai para veto. Portanto, as presidências da Câmara e do Senado chegaram à conclusão de que essa matéria não deve tramitar.”

 

Foto: Antonio Cruz/Divulgação/Agência Brasil

Após crise gerada com denúncia de ex-ministro, Geddel pede pra sair do governo

sexta-feira, novembro 25th, 2016

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Pediu pra sair. Depois de ser acusado de ter pressionado o ex-titular da Cultura para liberar a construção de um prédio em Salvador, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, entregou na manhã desta sexta-feira, dia 25/11, uma carta de demissão ao presidente Michel Temer. Conforme a assessoria do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer aceitou o pedido de Geddel, que era responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional.

 

Foto: Reprodução

Calero conta à PF que Temer fez pressão sobre pedido de Geddel

sexta-feira, novembro 25th, 2016

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Vixe. Marcelo Calero, ex-ministro da cultura, contou em depoimento à Polícia Federal que foi chamado pelo presidente Michel Temer para ser pressionado sobre o pedido do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, em relação à liberação de uma obra na Ladeira da Barra, na capital baiana. O ministro Geddel queria derrubar um embargo do Iphan, que é subordinado ao Ministério da Cultura, a um empreendimento de luxo na capital baiana, no qual ele comprou um apartamento. A Folha de S. Paulo publicou o depoimento do ex-ministro na quinta-feira, dia 24/11.

O ex-ministro da cultura informou que o presidente Temer o chamou para reunião no Planalto e disse na conversa que a decisão do Iphan criaria “dificuldades operacionais em seu gabinete”, irritando Geddel. O presidente, ainda segundo Calero, pediu que fosse construída uma “saída para que o processo fosse encaminhado à AGU”.

O porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola, negou que Temer tenha pressionado Calero, afirmando que ele tentou resolver o conflito entre os dois.

Foto: Divulgação