O bicho pegou. A noite quarta-feira, dia 27, foi extensa para os deputados federais que votaram pontos da reforma política. No entanto, para outros, o momento exaustivo tornou-se divertido. Em meio a votação que aprovou o fim da reeleição para cargos executivos, parlamentares assistiam vídeos pornográficos. O fato foi denunciado pela reportagem do SBT, por meio da sua página no Facebook.
Um deles começa a assistir o vídeo e chama mais dois deputados para também se divertirem. Chama a atenção também que na mesa do parlamentar que mostra o vídeo para os colegas está um convite para uma missa a ser realizada na CNBB pela Frente Parlamentar Católica. Nas imagens, é possível ver que o convite para a missa é assinado pelo deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), que não é nenhum dos parlamentares ávidos para ver o vídeo.
Ressalta-se que enquanto os deputados se deleitavam com as imagens, outros tentavam mudar os rumos do país e como os eleitores vão votar nos próximos anos. O conjunto de votações também apreciou o financiamento privado para campanhas eleitorais.
Parafernália. O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 452 votos 19 a e 1 abstenção, o fim da reeleição para mandatos executivos (presidente da República, governadores e prefeitos), no âmbito da votação da proposta da reforma política (PEC 182/07). O texto aprovado é o do relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que prevê uma transição. Ela não se aplicará aos governadores eleitos em 2014 e aos prefeitos eleitos em 2012, nem a quem os suceder ou substituir nos seis meses anteriores ao pleito subsequente, exceto se já tiverem exercido os mesmos cargos no período anterior. A exceção para o cargo de presidente da República não cabe porque a presidente Dilma Rousseff, já reeleita, não poderá se candidatar novamente em 2018.
O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira o principal ponto da reforma política (PEC 182/07) proposto pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ): o chamado ”distritão”, modelo em que os deputados e vereadores seriam eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos, no sistema majoritário. A proposta foi rejeitada por 267 votos a 210 e 5 abstenções. A Câmara manteve o modelo atual, com sistema proporcional, que leva em conta os votos recebidos individualmente pelos candidatos de um partido e os recebidos pela legenda. Esses votos são usados para um cálculo de quantas vagas cada partido consegue preencher. Outras mudanças nesse sistema – como a cláusula de barreira e mudanças nas coligações – poderão ser discutidas nesta quarta-feira, quando o Plenário vai retomar a discussão da reforma. Os deputados também rejeitaram, por 402 votos a 21 e duas abstenções, o sistema de votação em listas fechadas, que previa a distribuição das vagas de acordo com listas preordenadas. O sistema distrital misto – em que metade das vagas seria preenchida por lista e a outra metade pelo voto majoritário em distritos – também foi rejeitado pelo Plenário por 369 votos a 99 e 2 abstenções. Antes de encerrar a votação, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ressaltou que manteve ”rigorosamente” a promessa de votar a reforma política em Plenário, permitindo que os deputados votem todos os modelos propostos. Segundo ele, os deputados terão de arcar com o resultado das votações.”Não aprovar nenhum modelo significa votar o modelo de hoje, uma decisão que a Casa tem de assumir a responsabilidade”, disse.
O deputado federal Jean Wyllys (Psol- RJ), comemorou nas redes sociais o beijo de Daniela Mercury e Malu Verçosa durante a abertura do 12º Seminário LGBT do Congresso Nacional, na manhã desta quarta-feira, dia 20. Em postagem feita no Facebook, o parlamentar, que também é um dos organizadores do encontro, compartilhou a imagem do beijo dado na mesa dos palestrantes.
Nosso compromisso é confrontar o ódio com o sentimento da empatia. Esse é o objetivo desse seminário. Nós queremos construir as pontes e dizer a essas pessoas que não queremos alimentar o ódio, mas apenas fazer parte da comunidade de direitos nas nossas diferenças. Queremos responder a tudo isso com alegria, com afeto, com empatia”, escreveu ele como legenda da foto no Facebook.
Por isso escolhemos a Daniela Mercury para ser a convidada especial deste seminário. Sua trajetória é a afirmação da empatia pelo meio da arte. Como diz ela própria em uma das suas canções: ‘alegria agora, agora e depois de amanhã’. Só com alegria e empatia nós poderemos responder a cultura de ódio que hoje está encarnada no presidente desta Casa”, completou o deputado, reproduzindo o mesmo discurso que fez durante o evento. Antes do início da mesa, Daniela Mercury cantou o Hino Nacional Brasileiro.
Até o final da tarde desta quarta-feira, dia 20. a publicação recebeu mais de 9 mil “curtidas”, 1.140 compartilhamentos e diversos comentários com agradecimentos e elogios.
Cobrança. Em discurso nesta quarta-feira, dia 20, na tribuna da Câmara, o deputado Caetano (PT-BA) cobrou um posicionamento urgente da Infraero, das autoridades do estado e do governo federal sobre as obras de reforma do Aeroporto Internacional de Salvador.
Na avaliação do parlamentar, o Aeroporto Internacional é incompatível com a importância da Cidade, seja na economia nacional, seja perante o turismo internacional.
Caetano lembrou que Salvador é a mais importante porta de entrada do turista internacional no Nordeste, uma das mais destacadas do Brasil e não merece tamanho descaso com um aeroporto deficitário, cheio de tapumes de obras que ninguém conhece, ar-condicionado com defeito, com asfalto que se desmancha nas chuvas e buracos nas pistas esperando o pouso das aeronaves.
O parlamentar lembrou que obras que deveriam acontecer para a Copa do Mundo não se realizaram, demonstrando o desinteresse da Infraero com o estado da Bahia. Caetano disse ainda esperar que as forças políticas do Estado atuem para resolver essa situação vergonhosa.
Vixe. A deputada federal Tia Eron (PRB), no primeiro mandato em Brasilia, é a parlamentar baiana com mais faltas na Câmara Federal, sagrando se campeã de ausências nesses primeiros meses de legislatura.
De acordo com levantamento da coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, as 12 faltas da deputada lhe renderam um desconto no contracheque de R$ 4.587,35, uma vez que os legisladores estão tendo seu salário descontado à medida que se ausentam da Casa conforme determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
Os deputados Erivelton Santana (PSC) e Jutahy Magalhães (PSDB) receberam R$ 1.834,94 a menos do salário no mês de abril. João Carlos Bacelar (PTN), Daniel Almeida (PCdoB), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Mário Negromonte Júnior (PP) e Davidson Magalhães (PCdoB) tiveram uma baixa de R$ 917,47 cada um por faltas do mês de março.
Apesar de não justificarem as ausências, os deputados pressionaram o presidente Eduardo Cunha que acabou cedendo aos apelos e reembolsando os baianos.
O deputado federal Antonio Brito (PTB-BA), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, recebeu no gabinete da presidência da comissão, no Congresso Nacional, uma delegação de agentes comunitários de saúde e endemias, tendo à frente a presidente da Confederação Nacional da categoria, Ruth Brilhante de Souza, acompanhada da assessora jurídica Elaine Alves.
Com o apoio do deputado, a comissão aprovou a realização de audiência pública no próximo mês de junho, para discutir a situação do segmento em todo o país e avaliar um ano de aprovação do piso salarial. Os agentes estão preocupados com a regulamentação da lei da categoria e pedem a criação de regras claras para o reajuste salarial. Para Brito, “discutir os avanços é de extrema importância, pois a saúde da população depende em grande parte da ação desses trabalhadores, que precisam cada vez mais ser valorizados”.
Largou a joça. Se recuperando de um problema de saúde, o deputado sargento Isidório, concedeu entrevista exclusiva ao apresentador Adelson Caravalho, na Rádio Sociedade, nesta manhã de terça-feira, dia 14, o deputado pastor sargento Isidório (PSC), largou a joça e assumiu que gostou do aumento da verba de gabinete de 78 para 92 mil reais. “Não pedi aumento nenhum, o aumento acontrece de 4 em 4 anos, aprovado pela Câmara dos Deputados e chega à Assembleias Legislativas do Brasil inteiro”, disse
Perguntado se gostou do aumento da verba de gabinete, o deputado respondeu: “Eu queria que fosse mais porque eu sei gastar dinheiro. Tenho mais de mil pessoas na Fundação Doutor Jesus e preciso de dinheiro para manter a obra”, completou.
Fuzuê. O clima pegou fogo nesta quinta-feira, dia 19, durante depoimento do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, na Câmara Federal. Deputados do Partido dos Trabalhadores discutiram com o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO), que interviu na fala do deputado Jorge Solla (PT-BA), ao lembrar casos de corrupção durante os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O tucano afirmou que seria preciso “comprar óleo de peroba para passar na cara dos petistas”.
Os deputados petistas Jorge Solla, Afonso Florence (PT-BA), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Maria do Rosário (PT-RS) reagiram. “Houve um princípio de confusão”, explicou Afonso Florence (PT-BA).
Florence se referiu ao fato como “bastante contingente”, apaziguado a pedido do presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB).
“O deputado Delegado Waldir sempre é muito ríspido quando ele fala. Eu digo ríspido para usar um eufemismo, porque ele sempre ofende, sempre agride quando fala. Ele disse que ia comprar óleo de peroba para passar na cara dos petistas e os deputados petistas rebateram. Ele sempre fala desse jeito e usa esses termos ríspidos. e o presidente da CPI mandou ele retirar as declarações. Ele retirou e tudo foi apaziguado”.
O deputado Antonio Imbassahy (PSDB) minimizou a confusão e disse que essas declarações “desviam o foco da CPI”. Segundo ele, “esse tipo de incidente de nada contribui para a investigação. A CPI tem que investigar e não fazer debate político. Esse fato é para tumultuar uma CPI que está ganhando a confiança da população e tentar desviar o foco das investigações sobre corrupção na Petrobras”, explicou o tucano à reportagem.
Os integrantes da CPI da Petrobras tentaram colher depoimentos de Renato Duque, mas ele se recusou a responder. “Eu me recusei a responder às perguntas da CPI por orientação da minha defesa e isso não significa que eu seja culpado. Eu vou provar que meus bens não são produto de corrupção. Tenho orgulho de ter trabalhado na Petrobras e lamento o que está acontecendo na companhia”, afirmou Duque.
Voltou atrás. O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recuou da decisão de permitir que mulheres ou maridos de parlamentares viajem de suas cidades para Brasília com passagens aéreas pagas com recursos públicos. Cunha disse que vai propor nesta terça-feira, dia 3, aos integrantes da Mesa Diretora da Câmara um recuo em relação à decisão de conceder passagens para cônjuges de parlamentares. Ele reconheceu que a repercussão não foi positiva. “Se não foi positiva, por que manter?”, indagou o presidente da Casa. ”Estou tomando minha decisão. Como propus a concessão de passagens e a Mesa decidiu, vou propor a revogação e ela tem de decidir. Não pode a decisão da Mesa ter causado desgaste e eu ser o salvador da pátria e revogá-la. Vou levar à Mesa [a proposta de recuo], para que ela tenha o direito de participar da nova proposta e concordar ou não. A decisão cabe à Mesa. Minha proposta é de recuo”, afirmou Eduardo Cunha. ”O que posso afirmar é que haverá recuo. A Mesa decidirá em conjunto o tipo de recuo. Não pode ser uma ação voluntarista. Defendo criar uma condição, avaliar as excepcionalidades, que poderiam ser adotadas mediante decisão sobre cada caso. O parlamentar é que teria de requerer e nós definirmos o critério. Esta é a minha proposta”, acrescentou.
Haja folga. Se o povo pensa que o Carnaval mais longo é na Bahia, está enganado. Segundo o site Congresso em Foco, uma sessão simbólica aprovou requerimento pedindo “a não realização de sessão plenária de 18 a 20 de fevereiro. Desde o dia 12 não há sessão, ou seja, os deputados vão charlar por 11 dias seguidos, ao contrário da maioria dos cidadãos brasileiros. Todos os líderes das bancadas assinaram o requerimento de apenas uma linha a pedido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A sessão que aprovou o documento, no último dia 10 de fevereiro, teve a presença de 342 dos 513 deputados. Foto: Reprodução
De boa. O deputado federal Cacá Leão (PP), foi escolhido nesta terça-feira, dia 10, um dos vice-líderes da bancada do partido na Câmara Federal. O novo líder progressista na Câmara é Eduardo da Fonte (PE). Em seu primeiro mandato no Congresso, Cacá afirma que está na expectativa de “fazer a diferença”. Junto aos outros vice-líderes, o parlamentar tem a função de representar o partido no plenário, em reuniões de comissões e nas missões externas da legenda, além de ajudar o líder no comando da bancada. “O nosso objetivo é manter a bancada do PP unida para tomarmos as melhores decisões para a população”, afirmou.
Mais poder. Dois integrantes do grupo político de Michel Temer no PMDB, entraram na campanha para a liderança do partido na Câmara dos Deputados, pedindo votos para o deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). São eles: Eliseu Padilha e Moreira Franco.
Segundo a coluna Radar On Line, da Veja, Padilha se soma ao esforço de outros caciques do PMDB, ameaçados com o excesso de poder do diretório do Rio de Janeiro na sigla.
Já Moreira Franco, com esse gesto, apenas dá o troco no PMDB do Rio. Há tempos não fazem nada por ele; não seria agora que ele faria algo por um deles.
Se deu bem. O deputado federal baiano Claudio Cajado (DEM), agora no sexto mandato como parlamentar, foi reconduzido ao cargo de procurador parlamentar da Câmara dos Deputados para o biênio 2015-2016. Ele foi indicado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, nesta quarta-feira, dia 4, para assumir o cargo pela segunda vez. O procurador parlamentar é responsável pela defesa da imagem e honra da Câmara e de seus parlamentares, quando atingidas em razão do exercício do mandato. Para tanto, pode atuar judicial e extrajudicialmente, com apoio da Advocacia Geral da União e do Ministério Público Federal.
KKK. Em seu segundo mandato como deputado federal, o palhaço Tiririca (PR-SP), avalia que o circo é mais organizado que a Câmara dos Deputados. “Nos três primeiros meses foi difícil, você vem de outra escola, chega aqui e assusta. Você vem de um negócio hiper organizado. O circo é coisa organizadinha, tem hora para entrar e para sair. Aí chega aqui, o cara está discursando e neguinho não está nem aí. Até você entender que é assim”, comentou Tiririca durante a posse, neste domingo (1º). De acordo com o Estado de S. Paulo, o deputado espera ver desta vez seus projetos aprovados e disse que “ficou meio maluco” quando chegou no Congresso.
Juramento. A Câmara dos Deputados empossou na manhã deste domingo, dia 1º/2, 510 deputados federais eleitos para a 55ª legislatura (2015-2019). Três deputados não estavam presentes para firmar o compromisso: Carlos Sampaio (PSDB-SP), Genecias Noronha (SD-CE) e Luis Tibé (PTB-MG). Coube ao parlamentar mais velho entre os que possuem maior número de mandatos, deputado Miro Teixeira (Pros-RJ), a tarefa de presidir a sessão preparatória de posse dos eleitos, uma vez que o último presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não concorreu à reeleição. Entre os que tomaram posse, 289 são deputados reeleitos, 26 já tiveram mandato em algum momento e 198 são novos deputados – que chegam à Câmara Federal pela primeira vez. A grande maioria dos eleitos é homem (462), possui ensino superior completo (410) e tem entre 51 e 60 anos (187). Há predomínio de brancos (80,1%), com 15,8% de pardos e apenas 4,1% de negros. As mulheres representam 10% da Casa – 51 deputadas. Após a terceira alteração do resultado das eleições de 2014, o número de partidos com representação na casa passou de 22 para 28. Seis partidos (PHS, PTN, PTC, PSDC, PRTB e PSL) que não tinham representação na Câmara passaram a ter neste ano. O PT continua com a maior bancada da Casa, mesmo tendo eleito 19 deputados a menos do que no pleito anterior. Serão 69 deputados em 2015 contra os 88 na legislatura passada. O segundo maior partido será o PMDB, que elegeu seis deputados a menos e terá 65 representantes; seguido do PSDB, com 54 parlamentares – dez a mais do que tinha. Dos três grandes partidos com mais de 50 deputados, apenas o PSDB cresceu.
Expectativa. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), confirmou nesta sexta-feira, dia 30, que os tucanos vão apoiar a candidatura do deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), à Presidência da Câmara. O líder peessedebista ressaltou que a candidatura representa a bandeira do partido, que conta com 54 cadeiras no parlamento – três da Bahia -, “em defesa de um Legislativo fortalecido e independente”.
“A candidatura de Júlio Delgado é de um partido que esteve conosco no segundo turno das eleições presidenciais. Além disso, é a candidatura é a que melhor tem condições para garantir à Câmara a independência que não houve nos últimos anos”, afirmou Aécio.
Já o Democratas, que conta com 22 deputados na Câmara – quatro são baianos -, fechou com o líder do PMDB Eduardo Cunha. Segundo o presidente do partido na Bahia, o deputado federal diplomado José Carlos Aleluia, o partido está unido em torno da candidatura do peemedebista. Além da presidência, o DEM discute a liderança do partido na Câmara, atualmente sob a responsabilidade de Mendonça Filho. Questionado se pleiteava a posição, Aleluia informou que “chegará devagar” com o objetivo de buscar a unidade partidária.
Largou a joça. Após o salão de beleza da Câmara dos Deputados ser fechado por conta de espaço, a parlamentar baiana Alice Portugal (PCdoB), pretende reunir a bancada feminina para organizar uma espécie de protesto. Segundo informações do jornal O Globo, a deputada afirma que o salão é importante por conta do pouco tempo que os deputados tem para cuidar da imagem. “O salão, os restaurantes, as farmácias são serviços importantes. O parlamentar trabalha com sua imagem. Parlamentar não tem pinta de modelo e na nossa rotina diária, musas passam rapidamente a museus. Ficamos muito presos às diversas atividades aqui, não temos tempo de cortar cabelo, fazer escova, organizar a imagem de maneira rápida para uma entrevista, por exemplo”, argumenta ela, que ressalta que o serviço não é “mordomia”. “É difícil se deslocar daqui para ir a um shopping fazer esse tipo de serviço. Sou a favor que se priorize a atividade fim, mas com a rotina assoberbada que temos aqui, temos que ter uma área de serviços como este. Uma coisa para revindicar ao próximo presidente”, explicou. O espaço onde estava instalado o salão, onde trabalhavam 22 pessoas, será usado para instalar a liderança do PHS, legenda com cinco deputados. Inicialmente, havia uma barbearia na Casa, até que a bancada feminina, no início dos anos 80, reivindicou a ampliação do atendimento. Ainda de acordo com O Globo, o salão funcionava no subsolo do anexo 4, ponto de visibilidade da Câmara, onde passam centenas de servidores e parlamentares. No prédio, está instalada a maioria dos gabinetes de 513 deputados. De acordo com o jornal Extra, outro parlamentar que reclamou do fechamento do salão foi Jair Bolsonaro (PP-RJ), que também corta o cabelo no salão duas vezes ao ano. “A Câmara precisa dispor de certos serviços, como restaurante, banco e também cabeleireiro. Por mim, teria até uma lotérica aqui dentro. Se eu fosse candidato à presidente da Câmara, minha bandeira número um seria reabrir o salão”, afirmou.
Será? Primeira deputada federal eleita pelo PT da Bahia, Moema Gramacho não descarta uma candidatura à prefeitura de Lauro de Freitas – seu reduto eleitoral – em 2016. Em entrevista ao Bahia Notícias, na noite desta quarta-feira, dia 14, durante o jantar de apresentação da campanha do também petista Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara dos Deputados, a petista falou dos planos para a próxima eleição. “Política é uma coisa muito dinâmica e não devemos descartar nada, não é? Mas cada coisa no seu tempo”, ponderou, ao falar sobre a cidade que ela já comandou. No Congresso, Moema quer aproximar os movimentos sociais do governo da presidente Dilma Rousseff. “Vou continuar atuando e sendo a interlocução dos movimentos sociais com o governo”, afirmou.
Novos negócios. O deputado federal Acelino Popó Freitas (PRB), não conseguiu se reeleger nas eleições de 2014 e deve se aposentar da vida pública. O ex-campeão mundial de boxe cogita uma volta ao esporte no segundo semestre de 2015, apesar dos seus 39 anos. “Na verdade eu vivo com o que o boxe me deu, não preciso da política pra sobreviver. Infelizmente trabalho árduo não dá voto, não fiz caixa dois ou usei empreiteira pra trabalhar”, disparou Popó, direto como nos tempos dos ringues. O deputado afirmou que conseguiu mais de 50 milhões de reais em emendas para a Bahia, apresentou mais de 70 projetos de lei e foi eleito um dos 20 melhores deputados do Congresso Nacional. Agora, o pugilista busca voltar à forma antiga para lutar. “Pretendo fazer umas três lutas em 2015. Não posso dizer o adversário ainda, só com uns dois meses de antecedência”, projetou Popó.
O deputado também visa ingressar no ramo gastronômico e abrir uma sorveteria em Salvador, a Popócolé. “Sempre gostei de picolé. Fiz um experimento lá em casa, e as pessoas gostaram muito. A ideia de uma sorveteria foi de um filho meu, Gustavo Freitas, por causa do nome Popó e da gíria cole, que é comum em Salvador. De acordo com o atual ex-atleta, a loja abre em janeiro, no Imbuí, e deve fornecer, além dos sabores tradicionais, picolés de shake, orgânicos ou de açaí e tapioca, “para o público fitness”.