POLÍTICA
VÍDEO: Pastor Isidório defende PEC 6×1 para “trabalhador fazer sexo em paz”
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Oxente. Durante os debates da PEC do fim da escala 6×1, o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) defendeu a proposta para os trabalhadores brasileiros “fazerem seu sexo em paz”. O discurso foi proferido enquanto orientava em nome do Avante na votação do requerimento de encerramento de discussão.
“O trabalhador doente, além de não render, quebra a máquina. E nessa escala 5×2, além de melhorar a vida das famílias, os trabalhadores e trabalhadoras terão tempo, inclusive, para terem mais filhos, portanto, fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, declarou.
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Fotografia: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados/Divulgação
Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1
quinta-feira, 28 de maio de 2026
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27/5), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.
A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.
Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.
“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.
“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.
Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.
A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.
Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:
– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).
Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.
A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.
“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.
“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.
“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.
Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.
“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.
O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.
>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:
.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.
– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)
– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.
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Fotografia / Fonte: Agência Brasil
Vídeo: Flávio Bolsonaro critica gestão do PT na Bahia após encontro com Trump nos EUA
quarta-feira, 27 de maio de 2026
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas aos governos do PT na Bahia após participar de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) acompanhou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a agenda nos EUA.
Durante declaração direcionada aos baianos, Flávio Bolsonaro afirmou que a Bahia sofre há anos com problemas relacionados à violência e à falta de oportunidades econômicas, atribuindo a situação aos sucessivos governos petistas no estado.
“Esse recado é para a nossa Bahia, que vem sofrendo com esse modelo ultrapassado que é o PT. O PT e a esquerda governam há tanto tempo a Bahia e é um dos estados mais violentos do Brasil”, declarou o senador.
O presidenciável também afirmou que a população enfrenta dificuldades para conseguir empregos com boa remuneração, mesmo entre pessoas com formação universitária. Segundo ele, há necessidade de mudança política no estado.
Ao abordar a segurança pública, Flávio Bolsonaro disse que pretende defender leis mais rígidas contra facções criminosas e classificou grupos criminosos como organizações terroristas.
“Bahia é um local onde muitas facções criminosas estão dominando territórios. A gente vai tratar esses bandidos, esses terroristas, com uma lei pesada, uma lei dura para manter eles mais tempo presos”, afirmou.
O senador relatou ainda que o tema do combate às facções criminosas foi discutido durante o encontro com Donald Trump. Segundo ele, houve pedido para que organizações criminosas brasileiras, como o CV e o PCC, sejam reconhecidas internacionalmente como organizações terroristas.
Flávio Bolsonaro afirmou que as facções já atuam além das fronteiras brasileiras, envolvendo tráfico de drogas e armas para outros países, incluindo Estados Unidos e nações da Europa. O parlamentar também defendeu maior cooperação internacional no combate ao crime organizado, citando parcerias com países como Argentina, Paraguai e Israel.
O senador voltou a defender mudanças políticas no Nordeste e afirmou que pretende intensificar o debate sobre segurança pública durante a corrida eleitoral de 2026. “Então bora junto, porque a Bahia e o Nordeste são a solução”, concluiu.
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Fotografia: Divulgação
Alba aprova indicação de Adolfo Menezes para vaga no TCM
quarta-feira, 27 de maio de 2026
A Assembleia Legislativa aprovou, por 51 votos a um, a indicação do deputado Adolfo Menezes (PSD) para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que será aberta em agosto deste ano, quando o atual presidente da instituição, conselheiro Francisco Netto, se aposenta. A pauta do dia incluiu a aprovação por unanimidade de outros sete projetos de lei, uma proposta de emenda constitucional e oito projetos de resolução.
O Requerimento 11.013 subscrito por 60 deputados fez a indicação do nome do ex-presidente da Assembleia ao TCM. A votação secreta foi realizada no painel, sendo determinado pela presidente Ivana Bastos a contagem do prazo de 25 minutos para os deputados votaram.
Logo após ter seu nome confirmado, Adolfo ocupou a tribuna para agradecer a generosidade de seus pares. Muito emocionado, disse que os colegas de Parlamento se converteram com o tempo em irmãs e irmãos. Falou das três eleições a presidente da Casa e lembrou do falecido pai, Pedro Gonzaga Menezes, e da tristeza de ver Herculano, seu irmão, falecer após ser eleito para o segundo mandato.
Adolfo disse que deixa como marca no Legislativo “o compromisso com os interesses maiores da Bahia, dos municípios que represento e, especialmente, minha terra, Campo Formoso”. O parlamentar citou também a saudade de Alan Sanches, “irmão e camarada de muitas jornadas neste plenário”. Da mesma forma, prometeu continuar sendo um bom servidor público, com a missão de defender intransigentemente os interesses do Estado e do povo, “sempre pugnando por uma sociedade mais justa e menos desigual”.
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Fotografia: CarlosAmilton/AgênciaALBA
ALBA concede Título de Cidadão Baiano ao diretor do Dnit
terça-feira, 26 de maio de 2026
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) concedeu, na segunda-feira (25/5), o Título de Cidadão Baiano a Fábio Pessoa da Silva Nunes, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A homenagem ocorreu durante sessão especial no Plenário Orlando Spínola e reuniu autoridades, entre elas o superintendente regional do órgão, Roberto Alcântara, e o coordenador de Engenharia do Dnit Regional, Antônio Carlos de Oliveira.
A honraria foi proposta pelo deputado estadual Zó (PCdoB), que ressaltou a contribuição do diretor para o desenvolvimento da infraestrutura no estado. Durante o discurso, o parlamentar afirmou que “a Bahia faz justiça hoje a um homem que escolheu trabalhar pelo povo brasileiro com seriedade, competência e compromisso”.
Ao agradecer a homenagem, o diretor destacou a importância das obras de infraestrutura para o desenvolvimento social e econômico do país e reafirmou o compromisso do órgão com a Bahia. “Nós trabalhamos para assegurar a todas as pessoas o direito de ir e vir. Mas temos a convicção de que o progresso e as obras de infraestrutura são importantes para a viabilização econômica das cidades e o desenvolvimento social do Brasil”, discursou.
Fábio também reiterou o empenho do Dnit na retomada de intervenções nas BR-101 e BR-116. “Podem ter a certeza de que o Dnit nunca vai faltar com a Bahia. Muito obrigado à Assembleia Legislativa por este honroso título de Cidadão Baiano”, concluiu.
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Fotografia: Divulgação / ALBA
PL substitui Marcellão e anuncia novos nomes para campanha de Flávio Bolsonaro
terça-feira, 26 de maio de 2026
O Partido Liberal anunciou, na segunda-feira (25/5), dois novos nomes para integrar a equipe de comunicação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A decisão ocorre dias após a saída do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, que além de amigo era marqueteiro.
O partido confirmou a entrada do publicitário Eduardo Fischer e do marqueteiro Alexandre Oltramari. Os dois chegam à campanha em meio ao cenário de repercussão envolvendo o filme Dark Horse e a relação de integrantes do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A coordenação da pré-campanha segue sob responsabilidade do senador Rogério Marinho (PL-RN). Em nota, o partido informou que Eduardo Fischer atuará como consultor estratégico, enquanto Alexandre Oltramari assumirá a área de comunicação e marketing, substituindo Marcellão na condução das ações da campanha de Flávio Bolsonaro.
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Fotografia: Waldemir Barreto / Agência Senado
Cacá Leão diz que ACM Neto e Zé Cocá “vão resolver os problemas da Bahia”
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Se empolgou. Durante a abertura da 45ª Exposição Agropecuária de Jequié, no sábado (23/5), o presidente estadual do Progressistas, Cacá Leão, afirmou que a Bahia vive um “forte sentimento de mudança” e defendeu a formação da chapa liderada por ACM Neto e Zé Cocá para disputar as eleições no estado.
“Tenho andado por toda a Bahia e o sentimento de mudança tem tomado os quatro cantos do estado. Estou muito animado e motivado para que, juntos, possamos apresentar aos baianos uma chapa que, com certeza, vai resolver os problemas desse estado: ACM Neto e Zé Cocá”, afirmou.
O dirigente também destacou a força política da região e afirmou que o grupo deve dar uma resposta ao que chamou de “atraso” vivido pela Bahia. “Jequié e toda a região vão dar uma resposta a esse atraso que a Bahia vive nos últimos 20 anos”, disse.
“Com nosso deputado estadual Hassan, nosso prefeito Flavinho, o prefeito Binho e tantas outras lideranças daqui, vamos trabalhar duro para garantir a vitória de Neto, Zé e dos nossos senadores Ângelo Coronel e João Roma, para mudar nosso estado”, concluiu.
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Fotografia: Divulgação
Relator acredita no fim da escala 6×1 ainda neste ano
domingo, 24 de maio de 2026
Se ligue. O relator da proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (PEC 221/19), deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse aos participantes de audiência pública do programa Câmara pelo Brasil em Florianópolis que a medida deve vigorar ainda neste ano.
Ele ponderou, porém, que a existência de transição para redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, ou a duração dessa transição, vai depender da mobilização da sociedade.
“Não haverá concessões inegociáveis. Agora, o tamanho das concessões para aprovar o texto que nós teremos depende de cada um de vocês: da mobilização, da pressão. Eu vim do movimento social e é disso que se trata. Nós precisamos de 308 votos, e não é fácil. Na média, temos 114 votos”, disse.
Os sindicalistas presentes pediram ao deputado Leo Prates que institua a escala com dois dias de descanso e 40 horas semanais de maneira imediata.
O deputado Pedro Uczai (PT-SC) sugeriu que o prazo para a entrada em vigor das mudanças seja de apenas 60 dias.
A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, Vanessa Brasil, pediu que o deputado não inclua a transição no texto final.
“Estamos há 40 anos em transição. 40 anos sem uma conquista real para a classe trabalhadora”, salientou Vanessa Brasil.
Mais detalhes: https://www.camara.leg.br/noticias/1275604-relator-acredita-no-fim-da-escala-6×1-ainda-neste-ano/
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Fotografia: Allan Torres/Divulgação/Câmara dos Deputados
Tiago Queiroz toma posse como vereador de Salvador por 140 dias
sábado, 23 de maio de 2026Com vetos derrubados, cerca de 3 mil Municípios inadimplentes vão poder receber recursos
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Municípios de até 65 mil habitantes com pendências fiscais poderão celebrar convênios com o governo federal e ter acesso a recursos de programas e emendas parlamentares. É o que prevê um dos quatro dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que haviam sido vetados pela Presidência da República — e que foram restaurados nesta quinta pelo Congresso Nacional.
Os vetos da Presidência da República a esses dispositivos foram derrubados por decisão da maioria absoluta de deputados federais e senadores, durante sessão conjunta do Congresso. Agora esses itens restaurados vão à promulgação.
Presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre afirmou que, nos últimos meses, vários parlamentares e lideranças foram acionados por membros dos Poderes Executivo e Legislativo municipais que solicitavam a derrubada dos vetos presidenciais.
— É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta sessão congressual, com esta pauta previamente estabelecida, esta deliberação, é de extrema importância para que os pequenos municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios — disse ele.
Davi lembrou ainda que a Lei 9.504, de 1997, proíbe a realização de transferências voluntárias para municípios brasileiros nos três meses anteriores a uma eleição. Por isso, ressaltou, havia a necessidade de votação dessa matéria em tempo hábil para que os municípios possam receber recursos.
Os congressistas também restabeleceram no texto da LDO a possibilidade de o Poder Público fazer doações de bens, dinheiro ou outros benefícios durante o período eleitoral, desde que definida uma condição pelo doador. Além disso, retorna à LDO a permissão para que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais e para a malha hidroviária brasileira.
Ao todo, a Presidência da República havia vetado 44 dispositivos da LDO de 2026 (que estavam contidos no VET 51/2025). Nesta quinta, o Congresso restaurou quatro deles.
Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) explicou que o Executivo concordou com a derrubada desses quatro vetos para atender os pequenos municípios. Mas, por outro lado, ele declarou que o governo defendia a manutenção do “defeso eleitoral” na questão das doações (defeso eleitoral é o período em que a lei impõe restrições à atuação de agentes e órgãos públicos para evitar o uso da máquina pública em época de eleições).
Municípios
A derrubada do veto ao dispositivo que impedia municípios inadimplentes com até 65 mil habitantes de firmar convênios e receber recursos federais havia sido garantida por Davi Alcolumbre na última terça (19), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Com a decisão desta quinta, a expectativa, conforme ele enfatizou, é que pelo menos 3,1 mil municípios sejam beneficiados.
De acordo com a LDO, a transferência voluntária de recursos da União para estados e municípios é efetivada no momento da assinatura do convênio. Ou seja: o exame das condições de habilitação para recebimento dos recursos deve ser feito à época da assinatura do convênio, sem nova verificação quando ocorre a transferência.
Uma das condições de habilitação passa pelo CAUC, um sistema do Tesouro Nacional que centraliza informações sobre a situação fiscal, previdenciária e administrativa de estados, municípios e organizações. Um dos dispositivos vetados — e agora restabelecido — assegura uma regra ainda mais flexível para municípios com até 65 mil habitantes: eles ficam dispensados de comprovar a regularidade no CAUC no que se refere a transferências e doações de bens, materiais e insumos.
Em 2025, a Presidência da República havia vetado um dispositivo semelhante, que também foi derrubado pelo Congresso Nacional.
O entendimento do Palácio do Planalto é de que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige a adimplência fiscal e financeira para a celebração de transferências voluntárias. Ainda de acordo com o Executivo, a dispensa de adimplência para receber recursos da União viola a Constituição, que proíbe o poder público de beneficiar quem deve à Seguridade Social.
Doação em período eleitoral
Os parlamentares também derrubaram o veto ao dispositivo que autoriza doações de bens e valores no defeso eleitoral, período em que a lei restringe ações do poder público para evitar uso da máquina pública nas eleições.
A permissão vale para doações com encargo ao beneficiário (aquelas em que o ente que recebe um bem ou valor precisa cumprir uma condição definida pelo doador). Por exemplo: o governo doa um terreno, mas o beneficiário deve construir uma escola nesse terreno.
Para o Poder Executivo, o tema é estranho à LDO, que deve tratar de metas e regras orçamentárias. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, reiterou essa posição ao defender o defeso eleitoral no que se refere às doações.
Os representantes do governo também argumentaram que a derrubada desse veto poderia enfraquecer a legislação eleitoral e comprometer a igualdade entre candidatos.
Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), o retorno desse item à LDO resultará em descumprimento da legislação eleitoral e na compra de votos, além do desrespeito ao princípio da anualidade. Ele lembrou que a Câmara aprovou recentemente um projeto de lei que diminui o controle do uso de verba pública pelos partidos políticos.
— Esse item se soma [àquele] e forma um combo de permissividade para a compra de votos. (…) Isso é antirrepublicano, é inaceitável — protestou Chico Alencar.
Obras
Os outros dois dispositivos que haviam sido vetados e agora retornam à LDO autorizam o uso de recursos da Lei Orçamentária Anual (LOA) em despesas que estão fora da competência da União, desde que os gastos sejam detalhados em programações específicas e tenham necessidade comprovada.
Um desses dispositivos trata de obras e manutenção de vias estaduais e municipais para integrar transportes e escoar a produção. O outro permite intervenções na malha hidroviária.
O Executivo argumenta que essas medidas ampliam exceções à competência da União e contrariam princípios orçamentários. Mas dispositivos semelhantes existem desde a LDO de 2008.
Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) salientou que existem hoje 11 mil obras públicas federais inacabadas, das quais 8 mil são das áreas de educação e saúde. Ele destacou que “não queremos incentivar a inadimplência, mas dar um fôlego para os municípios”.
— Derrubar esse veto é dar condições, pelo menos, para os prefeitos poderem atender o mínimo possível [das demandas] do cidadão que está pagando o imposto. É, a cada dia, mais carga tributária, mais carga tributária — enfatizou Wellington.
Fonte: Agência Senado
Fotografia: Divulgação/Senado Federal
Câmara aprova projeto que criminaliza aumento abusivo do preços de combustíveis
quinta-feira, 21 de maio de 2026
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (20/5) um projeto de lei que prevê punição de até quatro anos de prisão para quem elevar de forma artificial e sem justificativa os preços de produtos ligados a serviços essenciais, como combustíveis. A proposta segue agora para análise do Senado.
O texto foi encaminhado pelo governo federal dentro de um conjunto de medidas voltadas a conter os impactos da alta internacional do petróleo provocada pelas tensões entre Irã e Estados Unidos. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o barril de petróleo era negociado abaixo de US$ 70, mas chegou a ultrapassar US$ 120 em março de 2026.
A proposta altera a legislação que trata de crimes contra a ordem econômica e as relações de consumo. Pela nova regra, aumentos considerados abusivos poderão ser enquadrados quando não houver justificativa econômica, como crescimento nos custos de produção, ou quando forem resultado de práticas anticoncorrenciais.
O projeto determina ainda que o Ministério Público atue em parceria com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possíveis irregularidades relacionadas à formação de preços em setores considerados estratégicos para o abastecimento da população.
A pena prevista varia de dois a quatro anos de prisão, além de multa. O texto também estabelece agravantes que podem ampliar a punição em até metade da pena nos casos em que a prática ocorrer durante situações de calamidade pública, crise de abastecimento ou quando envolver empresas com posição dominante no mercado.
O relator da proposta, o deputado Merlong Solano afirmou que, mesmo após medidas adotadas pelo governo para reduzir os impactos da crise internacional, os preços continuaram subindo no país. Segundo ele, isso levanta suspeitas sobre possíveis práticas abusivas na definição dos valores cobrados ao consumidor.
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Fotografia: Agência Senado
Deputada e presidente da ALBA, Ivana Bastos recebe Título de Cidadã Soteropolitana
quinta-feira, 21 de maio de 2026
A Câmara de Vereadores de Salvador recebeu uma plêiade, na noite de quarta-feira (20/5), para prestigiar a outorga do Título de Cidadã Soteropolitana à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos. A honraria foi proposta pela vereadora Aladilce Souza (PC do B), que afirmou que aquela sessão era mais do que uma homenagem: era uma reparação histórica de uma cidade que, em 90 anos, só elegeu 38 vereadoras. Ivana, por sua vez, muito emocionada, disse que não via autoridades ali, mas sim uma reunião de amigos.
Aladilce iniciou os trabalhos procedendo a composição da mesa de honra ao convidar o vice-governador, Geraldo Júnior; o presidente do Tribunal de Justiça, José Rotondano; o procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; a defensora pública Laura Fagury, e a vice-presidente da ALBA, Fátima Nunes (PT). Em seguida designou uma comissão de recepção composta pelo marido de Ivana, Jaime Bastos, as deputadas Fátima, Olívia Santana (PC do B), Cláudia Oliveira (PSD), a ex-deputada Fabíola Mansur, a procuradora-geral do Estado, Bárbara Camardelli, e a secretária da Promoção da Igualdade, Ângela Guimarães.
“A história oficial sempre teve tinta e voz de homem”, afirmou Aladilce em seu discurso de saudação, ao dizer que a outorga do título era mais do que uma homenagem e reconhecimento a alguém com relevantes serviços prestados à cidade mais feminina do país, mas com ainda pouca representação política. A vereadora destacou que a ascensão de Ivana como primeira presidente feminina da ALBA em 192 anos de história é “o rugido de um silêncio que durou quase dois séculos”.
“A sua conquista, Ivana, não veio por concessão nem por sobrenome. Foi pavimentada com muito suor”, definiu, citando uma história desde as primeiras eleições, em 1998, quando ficou na suplência, até se transformar na deputada mais votada na Bahia em 2022. “Vimos o povo baiano reconhecer a sua força, voto a voto”, definiu.
Aladilce revelou ainda o orgulho profundo de ter proposto o título “porque seu mandato, Ivana, é marcado pela defesa incansável das mulheres”. A seguir, ela citou várias iniciativas da homenageada em prol das mulheres. “Foi através da sua atuação que a Bahia impediu que agressores assumissem cargos públicos”, disse, acrescentando a obrigatoriedade de atendimento por policiais femininas em casos de agressão, entre outras iniciativas. “Sabemos que você traz a garra do sertão”, declarou, lembrando que Ivana nasceu em Caetité e foi criada em Guanambi, mas que suas raízes também estão fincadas em Salvador. “Foi no bairro de Nazaré que você passou as férias da infância com seus irmãos e foi no Colégio das Sacramentinas que você viveu a juventude desde os 12 anos”.
“Receba este título como um abraço caloroso da cidade que você escolheu amar”, acrescentou, desejando que “ele te fortaleça, que você continue inspirando as mulheres a ousarem ser presidentas dos legislativos, mas também dos tribunais superiores de Justiça, a serem governadoras, prefeitas”, disse, mostrando-se convicta de que os pais de Ivana, Fernando e Maria, “onde estiverem, com certeza lá em cima, estão também alegres e comemorando neste dia a sua segunda certidão de nascimento”.
Paulo Costa, vereador de Guanambi, também ocupou a tribuna para fazer uma saudação. Ele disse que não falava como vereador, mas como “um amigo que conhece a sua caminhada, sua história, sua vida e sua dedicação ao povo baiano”. O edil afirmou que o título é a oficialização do que a Bahia já reconhece há muito tempo. “Ivana carrega em si a força do sertão, forjada pela luta, pela resistência e pelo compromisso com as pessoas mais simples”, disse, ressaltando que ela trabalha junto às comunidades rurais, lutando por água, energia, estrada, saúde e dignidade para as pessoas.
Um vídeo foi exibido em seguida, em que amigos e parentes fizeram um breve pronunciamento. Entre eles, destacam-se o governador Jerônimo Rodrigues, os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, o professor Edvaldo Brito, a deputada federal Alice Portugal, entre outros.
Aladilce convidou Jaime, os filhos Fernanda e Jaiminho e o neto Pedro para participarem da entrega do diploma do título. Ivana ouviu as palavras da vereadora segurando firmemente as mãos dos filhos e recebeu o título com felicidade, erguendo-o no ar. No plenário, deputados, ex-deputados, vereadores, secretários de Estado, desembargadores aplaudiam o momento.
GRATIDÃO
Ivana sorria de satisfação quando ocupou a tribuna para fazer o discurso de agradecimento. Ela disse que receber o Título de Cidadã de Salvador era “um momento que alcança a alma da gente”. Ao agradecer a Aladilce, afirmou ter profunda gratidão pelo gesto e que “receber uma homenagem já emociona, mas receber proposta por uma mulher com sua trajetória, toca o coração de maneira diferente, porque a senhora construiu uma vida pública marcada pela coragem, pela coerência e pelo compromisso verdadeiro com as pessoas”.
A presidente da ALBA destacou que “Salvador sempre esteve presente na minha história, nas minhas memórias mais afetivas, na minha juventude, na minha formação e na mulher que me tornei”. E confessou: “Nesta noite, meu coração voltou muitas vezes ao passado. Voltou para a menina do interior que sonhava a vida sem imaginar os caminhos que Deus preparava e, acima de tudo, voltou para duas pessoas que eu gostaria profundamente que estivessem aqui: meu pai, Fernando Bastos, e minha mãe, Marília Bastos”. Os pais de Ivana faleceram recentemente.
“Talvez eles jamais imaginassem que aquela menina, apaixonada pela política, que cresceu acompanhando os passos do seu pai, participando das caminhadas, dos palanques, um dia se tornaria a primeira mulher presidente da Assembleia Legislativa da Bahia em 192 anos de história”, acrescentou.
Ela também agradeceu àqueles que compartilharam sua trajetória porque “ninguém chega sozinho, nenhuma mulher alcança espaços tão desafiadores sem carregar consigo o amor silencioso de muita gente”. Ela fez uma menção especial ao marido, Jaime, “companheiro da vida inteira, presença firme nos dias difíceis, porto seguro nas horas de cansaço e inquietação”.
Ivana Bastos agradeceu não só ao marido, mas também aos filhos e netos (além de Pedro, Vinícios) pela compreensão “diante das ausências que a vida pública impõe”. A política, disse, rouba finais de semana, interrompe aniversários e adia encontros. “Divide o coração entre o dever público e a vontade de estar perto de quem amamos e só quem ama de verdade compreende isso”.
A nova cidadã soteropolitana salientou que a emoção de receber o título era tamanha por que ela construiu sua trajetória carregando raízes, afetos, memórias e amor pela Bahia e que Salvador sempre esteve nessas memórias. “As férias da infância tinham cheiro de mar, de igreja antiga, de dendê, de encontro em família”, disse, lembrando de expressões como oxe e mainha com um jeito acolhedor que só a capital possui.
“Tinham também os sonhos da juventude, as descobertas, os encontros com amigos, os shows inesquecíveis no Balbininho”, rememorou, contando que foi em Salvador “que vivi um dos capítulos mais importantes e bonitos da minha vida: o meu casamento com Jaime”. Ela considerou um desígnio de Deus ser a única dos irmãos que não nasceu na capital. “Nasci em Caetité, como se a vida quisesse deixar em mim, ao mesmo tempo, a força do sertão e o chamado inevitável desta cidade”, contou.
“Aqui, os sinos das igrejas conversam com os atabaques”, disse, ressaltando que “aqui, o sagrado se manifesta de muitas formas”. Falou também sobre a convivência da fé católica e as religiões de matriz africana, que caminham lado a lado “em um dos lugares mais ricos espiritualmente do planeta”. Neste aspecto, afirmou que a Basílica do Senhor do Bonfim é um lugar que lhe toca a alma de maneira muito especial. Por fim, lembrou, inclusive, das promessas que ia pagar junto com as amigas.
Prestigiaram a cerimônia em homenagem à presidente Ivana Bastos, os deputados Marcinho Oliveira (PDT), Samuel Júnior (PL), Cláudia Oliveira (PSD), Fátima Nunes (PT), Olivia Santana (PC do B), Eduardo Salles (PV) Tiago Correia (PSDB), Vitor Bonfim (PSB), Marcelinho Veiga (PP), Penalva (PP), Luciano Simões Filho (UB), Hilton Coelho (PSOL), Jordávio Ramos (PSDB), Niltinho (PSD), Matheus Ferreira (MDB), Alex da Piatã (PSD) e Luciano Araújo (Avante), além da ex-deputada Fabíola Mansur e a presidente e a vice do Instituto Assembleia de Carinho, Tanísia Cunha e Ariene Gois Couto, respectivamente.
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Fotografia: CarlosAmilton/AgênciaALBA
Deputados do PL viajam para os Estados Unidos e se reúnem com Eduardo Bolsonaro
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Parlamentares do Partido Liberal (PL) organizam uma viagem aos Estados Unidos para se reunirem com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O encontro ocorrerá entre quinta-feira (21/5) e sexta-feira (22/5), na cidade de Dallas, no Estado do Texas, e vai reunir deputados federais, estaduais e pré-candidatos alinhados ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os convidados para a reunião está o deputado federal Mario Frias (PL), envolvido no escândalo com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”. Também foram chamados nomes como Paulo Bilynskyj, além dos deputados estaduais Gil Diniz, Lucas Bove, Tenente Coimbra, Paulo Mansur, Cristiano Caporezzo e Leandro de Jesus. A expectativa é que entre 15 e 20 pessoas participem desse encontro.
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Fotografia: Reprodução / Instagram
Câmara aprova PL de Gustavo Gayer para endurecer combate ao narcotráfico e crime organizado nas fronteiras
terça-feira, 19 de maio de 2026
Se ligue. A Câmara dos Deputados aprovou no dia 13 de maio o Projeto de Lei 3.996/2025, de autoria do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que estabelece restrições ao ingresso no Brasil de meios de transporte vinculados ao narcotráfico, terrorismo, tráfico internacional de armas e demais organizações criminosas transnacionais.
Afim de fortalecer os instrumentos de fiscalização, cooperação internacional e combate ao crime organizado nas áreas de fronteira do País, o texto aprovado prevê a proibição da entrada em território nacional de aeronaves, embarcações, veículos terrestres e outros meios de transporte associados a pessoas físicas, empresas ou organizações submetidas a sanções internacionais relacionadas à prática de crimes graves.
O projeto acompanha o aumento das discussões no Congresso Nacional sobre o avanço do crime organizado transnacional na América do Sul e os impactos das rotas internacionais de drogas e armas no território brasileiro. Reforça também diretrizes voltadas à segurança nacional e à proteção das fronteiras brasileiras, dentro de uma estratégia de integração entre órgãos de fiscalização, inteligência e controle aduaneiro.
A aprovação do PL 3.996/2025 ocorre paralelamente às discussões conduzidas na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional sobre ações permanentes de combate ao narcotráfico transfronteiriço, cooperação internacional e monitoramento de organizações criminosas com atuação regional.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado
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Fotografia: Divulgação/Arquivo/Câmara dos Deputados
Prefeitos desembarcam em Brasília para marcha e cobram apoio da bancada baiana
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Brasília já começa a sentir a força da mobilização municipalista baiana. Entre prefeitos, prefeitas, secretários, vereadores e técnicos municipais, a Bahia conta com uma comitiva com mais de 1 mil participantes na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que inicia nesta segunda-feira (18/5) e segue até quinta-feira (21/5). O evento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), reúne mais de 10 mil gestores públicos de todo o país para discutir pautas prioritárias do movimento municipalista brasileiro, em busca do fortalecimento e autonomia dos municípios.
Articulada pela União dos Municípios da Bahia (UPB), a participação baiana será marcada por uma intensa agenda política e técnica. A principal pauta defendida pelos gestores será a redução permanente da contribuição patronal dos municípios ao INSS, ação considerada fundamental para aliviar a pressão financeira enfrentada pelas prefeituras.
“A expectativa é grande, estamos aqui com a maior delegação entre os estados, com um único objetivo que é a redução da alíquota do INSS, para libertar os nossos municípios, para que possamos ter mais receitas para investir na saúde, educação, infraestrutura. Então, a esperança é muito grande que os nossos deputados e senadores vão abraçar nossa causa e caminhar de mãos dadas para atingir o objetivo maior que é mais recursos para os municípios”, disse o presidente da UPB, Wilson Cardoso, ao convocar os parlamentares baianos a darem celeridade às pautas de interesse dos municípios. “Para que a gente possa fazer do município o melhor lugar para se viver”, reforçou o gestor.
Durante a Marcha, também ocorrerá a tradicional Reunião de Prefeitos com a Bancada de Deputados Federais e Senadores da Bahia, promovida pela UPB na quarta-feira (20/5), considerada um dos momentos mais estratégicos da programação para fortalecer a articulação do estado em Brasília.
A agenda inclui discussões sobre o Novo Pacto Federativo, os altos custos da gestão em municípios de grande extensão territorial, educação inclusiva, previdência própria, além da necessidade de ampliar a articulação política e institucional, com foco em governança e acompanhamento das pautas em tramitação no Congresso Nacional. Outro ponto de atenção será o impacto de propostas legislativas que podem gerar um custo estimado de R$ 270 bilhões aos municípios, comprometendo a autonomia local ao criar despesas sem a devida indicação de fonte de receita. Entre essas propostas estão a criação de pisos salariais para categorias, aposentadoria especial e adicional de insalubridade sem apontar fonte de receita para custeio dessas novas despesas.
Além da programação principal da Marcha , as arenas técnicas prometem trazer orientações sobre as mais diversas áreas da gestão municipal: saúde, educação, assistência social, segurança pública, previdência social, contabilidade pública, finanças, entre outros temas.
A expectativa é de que esta seja a maior edição da história da Marcha. Além da ampla presença de gestores municipais, o encontro contará ainda com debates sobre o pacto federativo e a participação de lideranças do Congresso Nacional e candidatos à Presidência da República.
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Fotografia: Divulgação
Hugo Motta diz que pedido de CPI do Banco Master seguirá regimento da Câmara
domingo, 17 de maio de 2026
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17/5) que o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master será analisado conforme o regimento interno da Casa.
“Nós vamos dar um tratamento regimental a essa situação”, declarou Motta a jornalistas durante a Corrida da Câmara, em Brasília. Questionado sobre o significado da afirmação, ele respondeu: “Vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente”.
Nos bastidores, o presidente da Câmara tem argumentado a líderes partidários que precisa respeitar a ordem cronológica dos pedidos de CPI apresentados na Casa. Com isso, o requerimento relacionado ao Banco Master teria de aguardar a análise de outros 15 pedidos protocolados anteriormente.
Apesar da justificativa regimental, parlamentares e técnicos avaliam reservadamente que a resistência à instalação da CPI também passa pela falta de interesse político no avanço da investigação.
O pedido de criação da CPI do Banco Master na Câmara foi protocolado em 2 de fevereiro pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e já reúne o número mínimo de assinaturas exigido. Ainda assim, a instalação depende de despacho de Hugo Motta.
Além da iniciativa na Câmara, o Congresso acumula outros pedidos de investigação sobre o caso. Há solicitações para criação de Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs), incluindo requerimentos apresentados pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador Carlos Viana (PSD-MG) também articulam novos pedidos de investigação.
Pelo regimento, uma CPMI deve ser instalada automaticamente na primeira sessão do Congresso após atingir o número mínimo de assinaturas. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não criou a comissão durante a sessão em que foram analisados os vetos do projeto da dosimetria.
Governistas apontam um suposto acordo entre oposição e Congresso para evitar a instalação da CPMI em troca da derrubada dos vetos. Alcolumbre e parlamentares da oposição negam a articulação.
Na sexta-feira (15), Lindbergh Farias acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para obrigar a Mesa do Congresso a instalar a comissão.
No Senado, também há pedidos de investigação apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
Apesar da pressão de setores da oposição e do governo, parlamentares de diferentes correntes políticas admitem, nos bastidores, que a CPI do Banco Master tem baixa viabilidade de sair do papel. Entre os fatores apontados estão o calendário encurtado pelo período pré-eleitoral e a resistência da cúpula do Congresso em abrir novas frentes de investigação.
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Fotografia: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Câmara aprova mais de 50 matérias de autoria de vereadores
sábado, 16 de maio de 2026
Se ligue. A Câmara Municipal de Salvador apreciou durante a 27ª Sessão Ordinária realizada na tarde da quarta-feira, 13/5, por acordo entre líderes partidários, um total de 69 matérias, incluindo projetos de lei, propostas de resolução, indicações, moções e requerimentos de autoria de vereadores. De forma unânime, 54 foram aprovadas e 15 retiradas de pauta a pedido dos autores ou por ausência em plenário sem justificativa, conforme prevê o Regimento Interno da Casa.
Entre os projetos aprovados está o PLE-85/26, do vereador Daniel Alves (PSDB), que proíbe a exigência de cadastro de veículos e dados pessoais por shopping centers e estabelecimentos congêneres da capital baiana.
Também foi aprovado o PLE-259/25, do vereador Alex Alemão (DC), que proíbe estabelecimentos comerciais de submeter consumidores à conferência de mercadorias após o pagamento e a liberação nos caixas registradores.
Outra matéria aprovada foi o PLE-79/26, do vereador João Cláudio Bacelar (Podemos), que institui o Dia Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e à Discriminação de Gênero no Município de Salvador.
Ainda passou pelo plenário o PLE-384/25, do vereador Hélio Ferreira (PCdoB), que declara a Festa de São Jorge como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador.
Entre os projetos retirados da Ordem do Dia estavam o PLE-490/25, de autoria do líder da oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), que dispõe sobre a proibição da instalação de cancelas e da cobrança de tarifas de estacionamento em unidades de urgência e emergência hospitalar, e o PLE-04/26, do vereador Alexandre Aleluia (Novo), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final (CCJ), que altera dispositivos da Lei nº 9.928/2026 referentes à colocação de kits de praia na Cidade.
Conforme estabelece a Lei Orgânica do Município, o prefeito Bruno Reis terá prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar os projetos aprovados pela Câmara Municipal.
Representando o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), o 1º secretário da Mesa Diretora, vereador Claudio Tinoco (União), destacou a importância da votação. “O mais importante é a contribuição que a Câmara oferece à cidade de Salvador com a aprovação de projetos que dialogam com diversas áreas, permitindo toda a discussão em plenário, que é soberano para aprovar ou rejeitar as matérias”, afirmou.
Segundo Tinoco, o resultado demonstra o debate realizado nas comissões e o diálogo entre as bancadas e lideranças partidárias. “A Câmara Municipal de Salvador está ativa e tem sabido conduzir com democracia a construção de projetos que ajudam a vida das pessoas na nossa cidade”, declarou.
O líder da oposição, Randerson Leal, avaliou a sessão como positiva para o fortalecimento do Legislativo municipal. “É importante valorizar o trabalho de cada vereador e retomar o protagonismo da Câmara. Essa é a essência de cada mandato: apresentar projetos para melhorar a vida do soteropolitano”, disse.
Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação
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Fotografia: Paulo Mazevedo/Divulgação/CMS
Merenda escolar de Salvador pode ficar sem ultraprocessados após aprovação de projeto
quinta-feira, 14 de maio de 2026
A Câmara Municipal de Salvador aprovou, na quarta-feira (13/5), o Projeto de Lei 71/2024, de autoria do vereador André Fraga (PV), que restringe a oferta de alimentos ultraprocessados nas escolas e creches da rede pública municipal da capital baiana.
A proposta, que segue para sanção do prefeito Bruno Reis (União Brasil), atinge produtos como embutidos e outros itens considerados de baixo valor nutricional. A medida vale para unidades da rede municipal e também para instituições conveniadas que recebem alimentação fornecida pelo poder público ou por empresas contratadas.
O texto amplia a restrição para além da merenda escolar e inclui a venda de lanches e refeições dentro das unidades de ensino, além de alimentos distribuídos em eventos e atividades promovidas por escolas e creches.
Segundo o autor do projeto, a proposta busca fortalecer políticas de alimentação saudável no ambiente escolar e reduzir a exposição de crianças e adolescentes a hábitos alimentares considerados inadequados.
“Não se trata apenas de proibir, mas de educar e criar consciência. A alimentação tem impacto direto no desenvolvimento, na saúde e na qualidade de vida das crianças”, afirmou André Fraga.
A iniciativa também prevê que a prefeitura desenvolva campanhas educativas voltadas a estudantes, professores e equipes escolares, com foco na redução do consumo de ultraprocessados e na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis.
Na justificativa do projeto, o parlamentar cita evidências científicas sobre os impactos desse tipo de alimentação na saúde. O texto menciona posicionamento da Organização Mundial da Saúde, por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), que classifica carnes processadas como carcinogênicas para humanos.
“O consumo frequente de ultraprocessados também está associado a problemas como obesidade infantil, hipertensão e diabetes”, declarou o vereador.
Caso seja sancionada, a nova regra entrará em vigor na data de sua publicação. A execução da política deverá ocorrer dentro das dotações orçamentárias do município.
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Fotografia: Diretoria de Comunicação/CMS
Alba aprova projeto que garante instalação de recarga para carros elétricos em condomínios
quarta-feira, 13 de maio de 2026
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou, na terça-feira (12/5), o Projeto de Lei nº 26.140/2025, que garante a moradores e proprietários o direito de instalar estações individuais de recarga para veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais no estado.
O texto foi aprovada por unanimidade pelo plenário da Casa e faz parte de um conjunto de matérias analisadas durante a sessão.
A proposta, de autoria do deputado estadual Eduardo Salles estabelece diretrizes para a instalação dos equipamentos, determinando que os condôminos poderão implantar os pontos de recarga desde que assumam os custos da estrutura e cumpram exigências técnicas e de segurança.
Segundo o projeto, a medida busca criar regras mínimas que garantam segurança jurídica e previsibilidade para moradores, síndicos e administradoras de condomínios diante do crescimento da frota de veículos elétricos no país.
A proposta também prevê incentivo à mobilidade sustentável e ao uso de fontes de energia mais limpas, acompanhando o avanço da eletromobilidade no Brasil e no mundo.
Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca que a expansão dos veículos elétricos é considerada estratégica no combate às mudanças climáticas e na redução da emissão de gases poluentes. O texto segue agora para sanção do governador Jerônimo Rodrigues.
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Fotografia: Agência Brasil
Frei Gilson vai receber Comenda Dois de Julho concedida pela Alba
quarta-feira, 13 de maio de 2026
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)aprovou, em sessão realizada na terça-feira (12/5), o Projeto de Resolução nº 3342/26, de autoria do deputado Penalva (PP), que concede a Comenda Dois de Julho ao sacerdote católico Frei Gilson.
Durante a análise da matéria, foi destacado que o projeto está em consonância com as Constituições Federal e Estadual, além de atender às normas previstas no Regimento Interno da Casa. Com isso, o parecer foi favorável à aprovação da proposta.
Frei Gilson é sacerdote, cantor e influenciador, nascido em São Paulo e integrante da ordem religiosa Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo. Conhecido nacionalmente pelas transmissões de oração nas redes sociais, especialmente o “Rosário da Madrugada”, reúne milhões de fiéis em plataformas como YouTube e Instagram, onde soma mais de 7 milhões de seguidores.
Ordenado sacerdote em 2013, Frei Gilson também atua na evangelização por meio da música, com o grupo Som do Monte, além de participações em programas da TV Canção Nova.
A Comenda Dois de Julho é uma das mais importantes honrarias concedidas pelo Parlamento baiano a personalidades que prestam relevantes serviços à sociedade e à cultura da Bahia.
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Fotografia: Reprodução / TV Canção Nova


