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Aos 104 anos, moradora do interior é a aluna mais velha da rede estadual de ensino

segunda-feira, agosto 12th, 2019

As dificuldades encontradas ao longo de sua vida a obrigaram a adiar, por muitos anos, o sonho de frequentar uma sala de aula. Mas a determinação e a força de vontade foram primordiais para que esse sonho um dia fosse realizado. Aos 104 anos, dona Duzinha dos Reis Rosa voltou ao banco escolar e vivencia o sonho de ser alfabetizada e escrever o próprio nome.

Moradora da cidade de Araputanga  (a 345 quilômetros a Oeste de Cuiabá), ela se matriculou em uma das turmas do projeto Muxirum. A aluna mais velha da rede estadual de ensino já consegue juntar as letras, lê e escreve o próprio nome.

“Mas ela quer aprender bem mais. O seu maior desejo é conseguir ler a bíblia e ela vai conseguir, pois nunca vi alguém com tanta determinação e vontade de aprender. Ela é um exemplo para muitos estudantes”, conta a alfabetizadora Sandra Regina Pereira da Silva.

Dona Duzinha nunca teve a oportunidade de frequentar uma sala de aula. Quando criança, morava na roça, em Minas Gerais, e o pai nunca a deixou estudar. Esse privilégio era apenas dos homens da família. Mesmo depois de casada, também não teve a oportunidade.

“Até que tentei, mas meu marido ficou doente e acabei desistindo. O povo ia dizer que eu abandonei meu marido doente. Achei melhor ficar com ele e não estudei mais”, relata.

Há 40 anos, Dona Duzinha veio para Mato Grosso. Aposentada, tem muitos netos e bisnetos e uma das netas, que mora na parte dos fundos da casa, é quem cuida dela. Apesar da idade, a estudante centenária ainda tem energia para fazer suas próprias refeições e alguns serviços domésticos.

Desde que chegou em Mato Grosso, a aposentada perdeu contato com os familiares de Minas Gerais. Ela explica que se chamava Zumira, mas com o tempo, ganhou apelido de Duzinha e tirou os documentos com esse nome. “Dona Duzinha fez questão de aprender também a escrever o nome Zumira, mas, mesmo assim, o que mais gosta é do atual”, diz Sandra Regina.  

A alfabetizadora foi a responsável por levar dona Duzinha a se matricular no Projeto Muxirum e voltar para a sala de aula. Ela conta que conheceu a aposentada durante um culto na igreja que as duas frequentavam.

“Quando estava montando a turma de alfabetização, a procurei para saber se não tinha interesse em estudar e ela aceitou na hora”, frisa a alfabetizadora, acrescentando que em uma turma de 10 alunos, a centenária é a mais entusiasmada.

“Ela quer escrever seu nome em toda aula, por isso, faço um exercício somente para ela. Outro dia, durante a aula, estava muito frio e as outras alunas estavam reclamando e queriam ir embora mais cedo. Mas ela não aceitou acabar a aula. Disse ter ido para estudar e que iria ficar até o final”, completa.

Para tirar fotos, na aula inaugural realizada pelo Programa Muxirim, a aluna centenária só aceitou com uma condição – só tirava foto se ganhasse um bolo.

“Fizemos um bolo para ela, embora o aniversário dela seja em abril. Dona Duzinha dizia que ninguém fazia bolo para ela. Fizemos e tiramos as fotos”, acrescenta a alfabetizadora.

Muxirum da Alfabetização

Projeto de alfabetização de adultos e idosos, cujo objetivo é reduzir a taxa de analfabetismo em Mato Grosso. O curso tem duração de 270 horas, distribuídas em seis meses, com carga horária mínima de 10 horas semanais. A ação é desenvolvida em parceria com as prefeituras municipais, igrejas, sindicatos, clubes de serviços, sindicatos rurais e outros segmentos organizados da sociedade mato-grossense.

Em 2017 e 2018, o Projeto alfabetizou 10.165 pessoas em 31 municípios de Mato Grosso.

Para 2019, a previsão é atender os municípios de Acorizal, Barão de Melgaço, Jangada, Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Alto Paraguai, Rosário Oeste, Cáceres, Figueirópolis D’Oeste, Jauru, Lambari D’Oeste, Curvelândia, Araputanga e Mirassol D’Oeste.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso

Fotos: Divulgação

Professor diz em sala de aula que “mulher gosta de apanhar, levar murro na boca e joelhada”, assista

quinta-feira, setembro 28th, 2017

NOTA DE REPÚDIOProfessor debocha em sala de aula de mulheres vítimas de agressão“Gosta de apanhar ou não? Levar uns murros na boca de vez em quando? Uma joelhada, não gosta? Quebrar umas costelas, não gosta? Mulher gosta de apanhar. Mulher gosta de levar porrada, não é verdade?”Parece inacreditável, mas as frases foram ditas por um professor dentro de uma sala de aula. Trata-se de Victor Augusto Leão. Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra o momento em que tudo foi dito.O episódio aconteceu em Curitiba, em 2/9/17, quando ele ministrava aula no Curso Luiz Carlos sobre o Estatuto dos Servidores para concorrentes a uma vaga no TRE-PR.A incitação à violência começou quando o professor decidiu “brincar”.“Mulherada se acha, né? Essa Lei Maria da Penha aí.”E, olhando para uma aluna, prossegue com as perguntas ofensivas.No site do Curso Luiz Carlos, Victor Leão é apresentado como professor das Faculdades Guarapuava e analista judiciário na Justiça Federal de Primeiro Grau no Paraná. Também como mestre em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí, especialista em Direito Civil pela Associação de Ensino Novo Ateneu e bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Londrina. Trata-se de alguém que conhece as leis e suas implicações. Não é aceitável que um professor de Direito ignore e deboche em sala de aula da alarmante estatística de violência doméstica no país. Uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência só no último ano no Brasil. 503 mulheres são vitimas de agressões físicas a cada hora (Datafolha. Março/2017).Muitas dessas mulheres poderiam estar ali, ouvindo gargalhadas de suas dores. Imagine os sentimentos provocados pelo professor em quem já foi vítima ou viu a mãe, irmã ou filha ensanguentada pelas mãos do companheiro? Após alegar que estava brincando, Vitor Leão retoma a incitação à violência. “Vamos falar agora de penalidades. Vai vir a Lei João da Lapa e revogar a Lei Maria da Penha e nós vamos voltar a descer bordoada na mulherada, tá? Porque lá em casa é assim, nesse esquema.”Nós, mulheres brasileiras, repudiamos a postura do professor Vitor Augusto Leão. Não podemos mais aceitar que a dor e a morte de tantas mulheres ainda sirvam de motivação para piada.Assinam este manifesto:- ABGLT – Associação Brasileira de Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais – AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras- Associação Ciranda das Mulheres- CAAD – Advogadas e Advogados pela Democracia- Ciranda Compartilha- CLADEM – Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher- Coletivo Arte é Vida- Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta – Coletivo Feminista da APP-Sindicato – Coletivo Voz Materna- Comissão Regional do Oeste Metropolitano de São Paulo- CONDSEF – Confederação Servidores Federais- CONFETAM – CNTSS- CUT – Central Única dos Trabalhadores- Deputada Federal Ana Perugini – coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres- Deputada Federal Jandira Feghali – relatora da Lei Maria da Penha- Deputada Federal Jô Moraes- Deputada Federal Maria do Rosário- FASUBRA- Federação de Mulheres do Paraná- FESSP-ESP – Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de SP – inclua Juneia por favor- FENAJUD – Federação Nacional dos Servidores Judiciários- FESEMPRE – Federação Interestadual de Servidores Públicos Municipais e Estaduais- FETAM – RN- Fórum Popular de Mulheres- Frente Regional de Enfrentamento à Violência do ABC Paulista- GETRAVI – Grupo de Pesquisa, Trabalho, Gênero e Violência Doméstica e Familiar- Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres – Coletivo Rose Nogueira- Mais Maria- Marcha Mundial das Mulheres – PR- Marcha Mundial das Mulheres – Guarapuava- Marcha das Vadias – Curitiba- MNU – Movimento Negro Unificado- Movimento Médic@s pela Democracia- Mulheres da CUT- Mulheres do PSOL- Mulheres pela Democracia- Mulieribus – Núcleo de Estudos das mulheres e Relações de Gênero da UEFS- NEPEM/UFMG – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais- NUPRO – Núcleo de Proteção de Direitos de Mulheres e Infância- PartidA Feminista Nacional – PartidA Feminista Curitiba- PartidA Feminista DF- PartidA Feminista Florianópolis- PardidA Feminista Jataí – PartidA Feminista Minas- PartidA Feminista Palmas- PartidA Feminista Recife – PartidA Feminista Rio de Janeiro- PartidA Feminista RS- PartidA Feminista São Paulo- Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos- Rede Não Cala- Rede Mulheres Negras do Paraná- Senadora Gleisi Hoffmann- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba- SINDSAUDE – SP- SISPPMUG – Sindicato dos Servidores Públicos e Professores Municipais de Guarapuava.- Todas Marias- UBM – União Brasileira de Mulheres- Vereadora Maria Letícia Fagundes – Curitiba/PR- Vereadora Professora Josete – Curitiba/PR- Vereadora Professora Terezinha – Guarapuava/PR

Posted by PartidA Curitiba PR on Saturday, September 23, 2017

Deus é mais. Revolta nas redes sociais. é o que um vídeo está causando desde quando foi exibido pela primeira vez. Nele, é possível observar um suposto professor do curso de direito dizendo, em sala de aula, que “mulher gosta de apanhar”. As imagens foram gravadas durante uma aula de revisão para o concurso do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), na capital Curitiba. O professor ainda critica a lei Maria da Penha

“Mulher gosta de apanhar ou não? Levar uns murros na boca de vez em quando? Uma joelhada, não gosta? Quebrar umas costelas, não gosta? Mulher gosta de apanhar. Mulher gosta de levar porrada, não é verdade?”, diz o professor.

Foto: Reprodução/Facebook

Estudante é preso com pistola depois de disparo em escola

quinta-feira, maio 4th, 2017

Olha pra isso. Depois de um disparo de arma de fogo dentro de una escola, a Polícia encontrou uma pistola na mochila e prendeu um estudante de 20 anos, na noite de quarta-feira, dia 3/5. A Escola Estadual Antônio Lucena Bittencourt, fica no Sul de Manaus, no Amazonas. Há suspeita que o aluno tenha atirado acidentalmente ao manusear a arma.

A Polícia Militar (PM) foi chamada depois que um tiro foi disparado no intervalo das aulas e deteve dois suspeitos. Um dos estudantes confessou na Delegacia, ser proprietário do armamento e outro aluno, de 18 anos, foi liberado.

Funcionários da escola apontaram para os policiais militares a sala onde estavam jovens suspeitos de efetuarem o disparo.

Na revista, foi encontrada uma pistola calibre 380 com duas munições, sendo uma intacta e outra deflagrada, em uma das mochilas.

Foto: Divulgação/PM

Bandidos invadem salas de aula e roubam celulares de professores e alunos na Bahia

terça-feira, março 7th, 2017

Terror. Na noite da segunda-feira, dia 6/3, dois bandidos encapuzados pularam o muro de um colégio e foram direto para as salas de aula anunciando o assalto. Conforme informado por uma professora, a dupla chegou na primeira sala do 3º ano do Ensino Médio e disse que queria os celulares de todos e pediu que se mantivessem em silêncio, pois, estariam indo a sala vizinha 2º ano, pegar mais celulares.”Ele disse que se alguém fizesse algum gesto que chamasse atenção voltaria para atirar em gente. Eu pedi aos alunos para manterem a calma e felizmente não retornaram para fazer o pior”, contou a professora ao site Calila Notícias.

Conforme a Polícia, mais de 40 celulares foram roubados em duas turmas que somam 65 alunos. O Colégio Olgarina Pitangueira Pinheiro é o segundo maior da Cidade de Conceição do Coité . A escola tem porteiro, mas os bandidos pularam o muro e depois de saquear os alunos retornaram pelo mesmo local.

 

 

Foto/fonte: Calila Notícias

Professor mostra pênis a alunos em plena sala de aula; Caso vai à Justiça

quarta-feira, novembro 18th, 2015

Caso ocorreu na escola estadual Euclides de Carvalho Campos, no interior de São Paulo

Que absurdo. Um professor de Ensino Médio será julgado por ter mostrado o pênis a três alunos, com idades entre 13 e 14 anos, de uma escola pública de Botucatu, município no interior de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, o docente, cujo nome não foi divulgado, foi afastado de suas funções e poderá ser punido por atentado ao pudor caso seja comprovada a versão dos adolescentes – três meninos, dois de 13 e um de 14 anos.

Segundo contaram em depoimento, o professor lhes mostrou o órgão no momento em que as crianças faziam uma brincadeira com gel e afirmavam que ele, por ser calvo, não teria onde passar o produto – momento em que o docente teria abaixado as calças para provar ter cabelos em torno do órgão sexual.

A versão do professor, no entanto, é bastante diferente da de seus acusadores. Segundo ele, por um longo tempo seus alunos o fizeram alvo de bullying por ter descendência japonesa – os adolescentes brincavam que, devido a isso, “ele teria o pinto pequeno”, segundo contou ao portal iG a Polícia Civil. No dia do ocorrido, o docente teria perdido a paciência e, num impulso, mostrado o órgão para “provar que eles estavam errados”.

Em depoimento, o professor disse estar “totalmente arrependido do gesto”, afirmando que sua vida virou um inferno. Ele, que é divorciado, já estava em tratamento psiquiátrico antes do caso, ocorrido no mês passado.

Foto/Fonte: IG