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Brumadinho: número de mortes confirmadas sobe para 224

segunda-feira, abril 8th, 2019

Vixe. A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou para 224 o número de mortes confirmadas após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu-se em 25 de janeiro deste ano. A tragédia de Brumadinho ocasionou, além da morte de funcionários da mineradora e moradores da cidade, a contaminação do Rio Paraopeba, que passou a apresentar nível de cobre 600 vezes maior do que o normal, conforme apurou a Fundação SOS Mata Atlântica. O rio era responsável por 43% do abastecimento público da região metropolitana de Belo Horizonte.

Após o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, a mineradora atualizou a situação de outras barragens. Desde então, o receio de novas tragédias fez com que mineradoras passassem a reavaliar suas estruturas em todo o país e a aumentar o fator de segurança de algumas delas, de um para dois. No início de abril, a Vale afirmou que 17 de suas barragens não tinham declaração de estabilidade válida.

Além de Brumadinho, já foram evacuadas pela Vale comunidades nas cidades mineiras de Rio Preto, Barão de Cocais, Nova Lima e Ouro Preto. Moradores também já foram retirados de suas casas nos municípios mineiros de Itatiaiuçu, devido aos riscos envolvendo uma estrutura da Arcellor Mittal, e de Rio Acima, após problema constatado pela empresa Minérios Nacional.

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Justiça manda Vale pagar pensão e seguro-saúde para vítimas de Brumadinho

quarta-feira, abril 3rd, 2019

A Justiça do Trabalho de Minas Gerais determinou que a empresa Vale inicie, de imediato, o pagamento de pensão aos parentes de empregados falecidos e desaparecidos no acidente de Brumadinho. A decisão, da juíza Renata Lopes Vale, da 5ª Vara do Trabalho de Betim, desta quarta-feira (3), também obriga a manutenção do pagamento de planos de saúde para empregados próprios e terceirizados e seus parentes e a contratação de planos para quem não os tinha à época do rompimento da barragem da Mina Córrego Feijão, ocorrido no dia 25 de janeiro deste ano.

“Desse modo, visando a afastar o risco de dano aos trabalhadores atingidos e sobreviventes, bem como aos familiares de todos os obreiros vitimados pela tragédia noticiada, determino à ré que…inicie o pagamento de pensionamento mensal aos dependentes dos empregados próprios e terceirizados falecidos em razão do rompimento da barragem, em valor equivalente a 2/3 da remuneração percebida por este, a partir do mês de abril/2019, mediante inclusão na folha de pagamento da empresa, com quitação a partir do quinto dia útil do mês de maio/2019, sob pena de multa de R$ 50.000,00 por cada descumprimento, aplicável mensalmente até que seja implantado o pensionamento”, diz a magistrada.

A decisão foi referente à ação civil pública (ACP) em que o Ministério Público do Trabalho (MPT) pede a reparação dos danos sofridos pelos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos, que resultou na morte e no desaparecimento de 308 pessoas, conforme os dados oficiais divulgados até o momento.

A juíza ordena também que a Vale custeie o atendimento médico e psicológico dos empregados próprios ou terceirizados sobreviventes que estavam trabalhando no local do desastre no dia e de seus dependentes. Da mesma forma, determina que a empresa proceda ao ressarcimento das despesas com o custeio de atendimento médicos e psicológico já realizado pelos empregados próprios ou terceirizados sobreviventes que estavam trabalhando no local do desastre.

Resposta da Vale

Procurada, a mineradora divulgou nota afirmando que ainda não tinha sido notificada da decisão judicial. “Sobre a notícia de decisão judicial da 5ª Vara do Trabalho, a Vale informa que ainda não foi formalmente notificada e, caso tal decisão se confirme nesses termos, apenas ratifica os acordos celebrados entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho nos dias 15 e 22 de fevereiro”, diz o texto. Agência Brasil

 

 

 

Foto: Reprodução

Perigo: Vale tem 17 barragens sem declaração de estabilidade válida, diz site

segunda-feira, abril 1st, 2019

A Vale divulgou nessa segunda-feira, dia 1º/4, informações atualizadas sobre as declarações de estabilidade necessárias para que cada barragem possa ser utilizada em suas operações. De acordo com a mineradora, foram renovadas as declarações de 80 estruturas que tinham validade até domingo, dia 31/3. Por outro lado, não houve renovação para outras 17.

A declaração de estabilidade é emitida por uma empresa auditora que deve ser contratada pela mineradora. A confiabilidade do documento, porém, passou a ser questionada a partir da tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida em 25 de janeiro, quando uma barragem na Mina do Feijão se rompeu causando mais de 200 mortes. A estrutura tinha uma declaração válida, emitida pela empresa alemã Tüv Süd, em setembro de 2018. e assinada pelo engenheiro Makoto Namba. Em depoimento no curso da investigação que apura as causas do rompimento, ele disse ter se sentido pressionado por um executivo da Vale para conceder o documento.

Desde então, a Justiça mineira tem atendido diversos pedidos formulados em ações movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para paralisar outras barragens e exigir a contratação de novas auditorias externas para verificar a segurança das estruturas. Há casos em que a própria a Vale se antecipou e interrompeu as operações. Quatro dias após a tragédia, a mineradora também anunciou a descaracterização de estruturas ) que utilizavam o método de alteamento a montante. Trata-se da mesma técnica adotada na barragem que se rompeu em Brumadinho, a mesma que gerou a tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015, quando morreram 19 pessoas e dois distritos ficaram destruídos.

De acordo com as informações divulgadas pela Vale, entre as 17 barragens que não tiveram a declaração de estabilidade renovada, estão sete que tiveram recente elevação no nível de segurança para 2, levando ao acionamento de sirenes e gerando a necessidade de evacuação de casas situadas na zona de autossalvamento, ou seja, em toda a área que poderia alagada em menos de 30 minutos ou que se situa a uma distância de menos de 10 quilômetros.

Centenas de pessoas estão fora de suas residências nas cidades mineiras como Nova Lima, Ouro Preto e Barão de Cocais. Há quatro as barragens que já sofreram uma segunda elevação no nível de segurança , dessa vez para 3, o último na escala de alerta. Essa mudança deve ser feita quando há risco iminente de ruptura. Diante desse cenário, as populações que vivem nas áreas abrangidas pela mancha de inundação estão sendo treinadas em simulados organizados pela Defesa Civil de Minas Gerais.

Para assegurar a reparação dos prejuízos causados aos moradores que deixaram suas casas, o MPMG também tem conseguido decisões favoráveis para bloquear recursos da Vale. A última liminar, proferida na sexta-feira (29) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), estabelece o bloqueio de R$ 1 bilhão diante dos danos gerados pela situação da barragem Vargem Grande, em Nova Lima. Ao todo, estão bloqueados mais de R$ 17 bilhões das contas da Vale, o que inclui ainda as decisões que buscam assegurar recursos para o pagamento das indenizações aos atingidos pela tragédia de Brumadinho.

Interdição

Das 17 barragens que não tiveram suas declarações de estabilidade renovadas, há 10 que ainda não haviam passado por nenhuma alteração recente no nível de segurança. A mineradora informou que elas foram interditadas e passarão agora para nível 1, que não requer evacuação. A retomada das operações nas estruturas está condicionada à realização de estudos complementares e à conclusão de obras de reforço que já estão em andamento.

“Os auditores externos reavaliaram todos os dados disponíveis e novas interpretações foram consideradas em suas análises para determinação dos fatores de segurança, com a adoção de novos modelos constitutivos e parâmetros de resistência mais conservadores”, informou a Vale em nota. Segundo a mineradora, a perda das declarações de estabilidade não altera a projeção de vendas de minério de ferro e pelotas divulgadas na semana passada. O volume de vendas de minério de ferro em 2019 está projetado entre 307 e 332 milhões de toneladas.

Confira a situação das 17 barragens que estão sem declaração de estabilidade:

Nível de emergência 3 e zona de autossalvamento evacuada

– Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais

– Barragem B3/B4 da Mina de Mar Azul, em Nova Lima

– Barragens Forquilha I do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragens Forquilha III do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

 Nível de emergência 2 e zona de autossalvamento evacuada

– Barragens Forquilha II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragens Grupo do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragem Vargem Grande do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima

 Nível de emergência 1

– Dique Auxiliar da Barragem 5 da Mina de Águas Claras, em Nova Lima

– Dique B da Mina de Capitão do Mato, em Nova Lima

– Barragem Capitão do Mato da Mina de Capitão do Mato, em Nova Lima

– Barragem Maravilhas II do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima

– Dique Taquaras da Mina de Mar Azul, em Nova Lima

– Barragem Marés II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragem Campo Grande da Mina de Alegria, em Mariana

– Barragem Doutor da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto

– Dique 02 do sistema de barragens de Pontal, em Itabira

– Barragem VI da Mina do Feijão, em Brumadinho

Agência Brasil

 

 

 

Foto: Reprodução

Dois meses após tragédia em Brumadinho, Vale tem mais de 13 bilhões bloqueados

segunda-feira, março 25th, 2019

Êta. Exatos dois meses após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), a mineradora Vale tem R$13,65 bilhões bloqueados pela Justiça. O montante visa a assegurar recursos para reparar não apenas os danos causados na tragédia ocorrida em 25 de janeiro, mas também os prejuízos provocados pelas evacuações ocorridas em cidades onde outras estruturas teriam risco de se romper.

A Defesa Civil de Minas Gerais já confirmou a morte de 212 pessoas, outras 93 estão desparecidas. Além disso, quase mil pessoas que moram próximas a barragens da Vale estão fora de suas casas, não apenas em Brumadinho, mas também nos municípios mineiros de Barão de CocaisNova Lima, Ouro Preto e Rio Preto.

O primeiro bloqueio de recursos da Vale ocorreu já na noite de 25 de janeiro, na mesma sexta-feira do rompimento. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) bloqueou R$1 bilhão no âmbito de um processo aberto pelo governo de Minas Gerais para cobrar a reparação dos danos. Posteriormente, a mineradora foi autorizada a assegurar R$ 500 milhões desse total bloqueado na forma de garantias com liquidez corrente, fiança bancária ou seguros. Os outros R$ 500 milhões permanecem sendo recursos financeiros que a empresa não pode movimentar de suas contas.

Nos dois dias subsequentes à tragédia, a mineradora foi impedida de movimentar mais R$ 10 bilhões, dessa vez, atendendo pedidos formulados em ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em 26 de janeiro, foram travados nas contas da Vale R$ 5 bilhões com o objetivo de assegurar recursos para recuperar o meio ambiente e, no domingo, em 27 de janeiro, outros R$ 5 bilhões com intuito de garantir a reparação dos danos causados aos atingidos.

A Justiça trabalhista bloqueou mais R$ 1,6 bilhão ainda em janeiro, atendendo a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). Esses recursos se destinam a garantir indenizações trabalhistas, tendo em vista que grande parte das vítimas afetadas em Brumadinho é formada por empregados da Vale e de empresas terceirizadas que prestam serviço à mineradora. De acordo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), R$ 800 milhões do total de R$1,6 bilhão bloqueados são exclusivamente para garantir a indenização por danos morais coletivos.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Tragédia de Brumadinho: total de mortes confirmadas sobe para 209

quinta-feira, março 21st, 2019

O total de mortes em consequência do rompimento de uma barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro, já chega a 209. Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, que atualizou o número na noite de terça-feira 19/3, 97 pessoas ainda estão desaparecidas.

Balanço anterior, divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), relacionava 99 desaparecidos. Em nota, a Defesa Civil explicou que dois nomes foram retirados da lista porque se descobriu que uma das pessoas tinha morrido antes do desastre e a outra teria documentos inconsistentes. 

Até o momento, foram localizadas 395 vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, explorada pela Vale. A força-tarefa que atua no local chega ao seu 55° dia com um efetivo de 137 bombeiros, divididos em 15 frentes de trabalho distintas. As atividades são realizadas com o auxílio de 76 máquinas pesadas, dois drones e um helicóptero do modelo Arcanjo.

A assessoria de imprensa do CBMMG informou que, na manhã de hoje (20), representantes da corporação reuniram-se com parentes das vítimas para comunicar resultados das buscas e esclarecer dúvidas. Durante o encontro, encerrado por volta de 12h30, a corporação também corrigiu dados incorretos que têm sido espalhados por meio de fake news (notícias falsas).

A tragédia de Brumadinho ocasionou, além da morte de moradores da cidade, a contaminação do Rio Paraopeba, que passou a apresentar nível de cobre 600 vezes maior do que o normal, conforme apurou a Fundação SOS Mata Atlântica. O rio era responsável por 43% do abastecimento público da região metropolitana de Belo Horizonte.

 

 

 

 

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

*Agência Brasil

Tragédia de Brumadinho: Número de mortos sobe para 186

sexta-feira, março 1st, 2019

O número de mortos da tragédia de Brumadinho (MG), onde aconteceu o rompimento da barragem da mineradora Vale,  subiu para 186.

A informação foi divulgada na tarde de quinta-feira 28/2, pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Na atualização de quarta 27/2, 182 corpos haviam sido encontrados.

 

 

 

Foto: Agência Brasil

Brumadinho: “Diante dos nossos olhos, muitos ficaram soterrados”, diz sobrevivente

terça-feira, fevereiro 26th, 2019

Um mês depois do rompimento da barragem na Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), Sebastião Gomes, de 53 anos, um dos dois sobreviventes que estavam em uma caminhonete da empresa, contou que faz tratamento psicológico para tentar superar o que passou ao lado do colega Elias Nunes. Segundo ele, as lembranças permanecem na memória. Em entrevista à Agência Brasil,

“Nós estávamos na caminhonete Hilux, eu e o Elias e depois que conseguimos nos salvar, saímos da caminhonete e fomos procurar outras pessoas que provavelmente estariam ali na área do carregamento. Quando entramos na área, antes da barragem se romper, havia vários maquinistas ali trabalhando no carregamento dos minérios com as retroescavadeiras”, relatou Gomes.

De acordo com Gomes, pouco depois tudo mudou na sua frente. “Muitas máquinas desapareceram diante dos nossos olhos, muitos ficaram soterrados ali. Achamos um rapaz o Leandro que estava em um trator, conseguimos tirar ele dali estava soterrado com o trator. Conseguimos com as mãos mesmo cavar a terra e até tirar o corpo dele ali de dentro, aí o helicóptero chegou e resgatou a gente.”

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Tragédia em Brumadinho completa um mês: 176 mortos e 134 desaparecidos

segunda-feira, fevereiro 25th, 2019

Passado um mês da tragédia causada pelo rompimento da Barragem 1 da Vale em Brumadinho (MG), os trabalhos de buscas tentam localizar 134 desaparecidos. O número de mortos chega a 176.

De acordo com informações, a barragem, localizada a 57 quilômetros de Belo Horizonte, rompeu-se por volta das 12h20, de sexta-feira, 25 de janeiro. Sobreviventes relatam que um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e, sobretudo, da área da Vale, empresa responsável pela barragem. Como era hora do almoço, muitos funcionários ficaram retidos no restaurante.

O misto de perplexidade, tristeza e indignação se instalou no país. As dificuldades causadas pela lama e riscos de contaminação aliados à chuva intensa aumentaram ainda mais a tensão nas buscas por vítimas. Famílias inteiras desapareceram. Nem todos foram localizados.

No domingo 24/2, ocorreram manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Corpo de baiano é encontrado em área onde barragem de Brumadinho rompeu

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2019

Vixe. O corpo de um homem  natural da Cidade de Santo Amaro, no interior da Bahia, foi encontrado no local em que a barragem da mineradora Vale se rompeu, em Brumadinho. Ele estava desaparecido há 28 dias. Segundo informações da imprensa, o crachá dele estava no bolso do uniforme e o nome dele constava na lista divulgada pela companhia.

O rapaz era servidor de uma empresa terceirizada e estava no refeitório da Vale no momento em que a barragem se rompeu, segundo informações apuradas pela a imprensa.

O santo-amarense foi o segundo baiano a ser identificado na tragédia. Outros quatro baianos que trabalhavam no local seguem desaparecidos.

 

 

Foto: Reprodução / EBC

Brumadinho: 176 vítimas do rompimento da barragem da Vale são identificadas

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2019

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou 176 corpos de vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Minas Gerais. Todos os corpos foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações do governo de Minas Gerais, 134 pessoas estão desaparecidas, sendo 31 funcionários da mineradora Vale e 103 trabalhadores terceirizados e moradores da região.

Desde quarta-feira 20/2, uma equipe do Corpo de Bombeiros está fazendo buscas na área onde funcionava o almoxarifado da Vale. No local foi encontrado um corpo, removido para o IML para identificação.

O almoxarifado foi identificado pelo cruzamento de dados, de localizações georreferenciadas e de indicações do terreno. As buscas na área do almoxarifado se desenvolveram durante esta quinta-feira e continuarão nesta sexta 22/2, segundo o Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros trabalha em sete frentes de buscas na área da barragem que se rompeu no último dia 25 de janeiro. Nesta fase de escavações, o trabalho é mais difícil porque a lama está muito profunda. A corporação mineira atua com apoio de militares de outros estados.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

domingo, fevereiro 17th, 2019

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de sábado 16/2 para domingo 17/2 em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos– todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

 

 

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

*Agência Brasil

Sobe para 160 número de mortos identificados em Brumadinho

terça-feira, fevereiro 12th, 2019

Subiu para 160 o total de óbitos identificados após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

De acordo com balanço divulgado na segunda-feira 11/2, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, nove mortos ainda não foram identificados e 160 pessoas seguem desaparecidas – entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade.

No 18º dia de buscas, as operações contam com um efetivo de 376 homens, incluindo 158 militares de Minas Gerais, 132 de outros estados e 63 da Força Nacional. Há também 22 voluntários que auxiliam as equipes. A tragédia deixou ainda 138 pessoas desabrigadas.

Os bombeiros continuam  as buscas por vítimas na região de Brumadinho, onde a barragem da mineradora Vale, se rompeu, no dia 25 de janeiro, e um mar de lama atingiu casas, uma pousada, o refeitório da empre e outros locais, deixando mortos e desaparecidos.

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Equipes ainda buscam 160 desaparecidos em Brumadinho

domingo, fevereiro 10th, 2019

Os trabalhos de buscas por 160 vítimas que ainda estão desaparecidas por causa do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), entraram no 17° dia neste domingo 10/2. Mais uma vez os trabalhos se concentram na usina ITM, no setor administrativo – refeitório, casa e estacionamento – e nas áreas da ferrovia e de acúmulo de rejeito. No total, 35 equipes estão em campo desde as 8h. São 352 militares: 150 de Minas Gerais, 129 de outros estados, 64 da Força Nacional e nove voluntários.

Onze aeronaves, 35 máquinas e 19 cães farejadores também estão sendo utilizados hoje. Segundo o último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgado no início da tarde de hoje, nove corpos ainda não foram identificados , duas pessoas seguem hospitalizadas e 138 estão desabrigadas.

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Brumadinho: número de mortos em rompimento de barragem chega a 157

sexta-feira, fevereiro 8th, 2019

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na tarde de quinta-feira 7/2, que subiu para 157 o número de mortes em consequência do rompimento da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, há cerca de duas semanas, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

Deste total, foram identificadas 134 vítimas. As equipes ainda buscam 182 desparecidos. Segundo a Defesa Civil, entre os não localizados, 55 são da equipe da Vale, proprietária da mina, e os demais (127) são moradores e turistas que estavam nos arredores da barragem rompida.

Já os localizados totalizaram 393. Destes, 294 são classificados pela Defesa Civil como encontrados da lista da mineradora e 169 de moradores da comunidade. O balanço da Defesa Civil ainda registra a existência de 133 desabrigados, que foram retirados de suas casas, que apresentavam riscos ou foram  destruídas, tendo sido levados a hoteis.

Três pessoas ainda estão hospitalizadas.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Número de mortos em Brumadinho chega a 150; 182 estão desaparecidos

quinta-feira, fevereiro 7th, 2019

O número de mortos após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 150, conforme balanço divulgado na quarta-feira 6/2, pela Defesa Civil do estado. Desse total, 134 vítimas foram identificadas e 16 permanecem sem identificação até o momento.

Ainda de acordo com a atualização, 182 pessoas continuam desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade.

A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Número de mortos confirmados em Brumadinho sobe para 142

terça-feira, fevereiro 5th, 2019

Misericórdia. O número de mortos confirmados em decorrência da tragédia do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) subiu para 142. Destes, 122 foram identificados e 20 estão sem reconhecimento. As informações foram atualizadas pela Defesa Civil de Minas Gerais no fim da tarde desta terça-feira 5/2.

Segundo o boletim do órgão, ainda há 194 desaparecidos, sendo 61 da listagem da Vale e 133 de trabalhadores terceirizados ou pessoas da comunidade. Já os localizados totalizam 392, sendo 223 da lista da mineradora e 169 terceirizados ou da comunidade.

No balanço divulgado na segunda-feira 4/2,  haviam sido registrados 134 pessoas mortas na tragédia, 199 desaparecidas e 394 localizadas.

Os dados da Defesa Civil atualizam também desabrigados e hospitalizados. No primeiro grupo encontram-se 103 pessoas, que foram deslocadas para alojamentos temporários, como hoteis. Entre as pessoas em tratamento em hospitais restam três vítimas.

 

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Justiça mantém prisão de funcionários da Vale

segunda-feira, fevereiro 4th, 2019

A segunda instância da Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão de três funcionários da mineradora Vale, presos na semana passada no âmbito das investigações do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A decisão foi proferida pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos, na sexta-feira (1º).

No despacho, o magistrado entendeu que não há ilegalidades nos fundamentos apresentados pela primeira instância, que decretou a prisão do geólogo Cesar Augusto Grandchamp; do gerente de Meio Ambiente, Ricardo de Oliveira, e do gerente do Complexo de Paraopeba da empresa, Rodrigo Artur Gomes de Melo.

De acordo com o Ministério Público, os três funcionários estão diretamente envolvidos no processo de licenciamento ambiental da barragem. Dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade da barragem também estão presos.

Após o cumprimento dos mandados de prisão pela Polícia Federal (PF), a Vale divulgou nota à imprensa na qual informou que está à disposição das autoridades. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Na manhã de domingo 3/1, os bombeiros iniciaram o décimo dia de buscas por vítimas do rompimento da barragem. De acordo com balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, 395 pessoas foram localizadas pelas equipes de buscas, 226 continuam desaparecidas e 121 morreram.

 

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Número de mortos em Brumadinho sobe para 121

domingo, fevereiro 3rd, 2019

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou os números dos trabalhos de resgate de vítimas em Brumadinho (MG). O número de mortes confirmadas subiu de 115 para 121, com 93 corpos identificados. Além disso, são 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas.

Os bombeiros trabalham na região com 294 militares, 15 aeronaves, 22 cães farejadores e seis drones.

Segundo já adiantou o Corpo de Bombeiros Militar do estado, não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas. “A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não”, afirmou no sábado 2/1, em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.

Diversas diligências têm sido estabelecidas pelas autoridades governamentais e pela mineradora, após o incidente, que provocou, inclusive, o adiamento do início do período letivo das escolas do município, que abrangem cerca de 6 mil alunos.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, indicou os membros de uma força-tarefa para investigar as responsabilidades do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale.

 

 

 

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros  MG

Sobe para 115 número de mortos na tragédia de Brumadinho; 248 continuam desaparecidos

sábado, fevereiro 2nd, 2019

A Defesa Civil de Minas Gerais informou na sexta-feira 1/2, que aumentou o número de mortos e desaparecidos entre as vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. O balanço revelou 115 mortos, 248 desaparecidos e 395 localizados. Dos mortos, 71 foram identificados.

Segundo a Defesa Civil, aumentou o número de desaparecidos a partir de informações transmitidas ao serviço de ouvidoria da empresa Vale. Por isso, foram incluídos mais dez nomes na relação de desaparecidos.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, avaliou que o ritmo de identificação dos corpos deve diminuir. A partir de agora, o trabalho fica mais complexo por se tratar de vestígios de mais difícil acesso abaixo da lama.  “Agora os trabalhos são mais delicados, de escavação. É necessário fazer toda a nivelação do solo. E mesmo com o corpo encontrado, por conta da decomposição é necessário um trabalho minucioso”, explicou.

Ele comentou que os bombeiros não podem eliminar a chance de encontrar pessoas com vida, mas que, diante das dimensões do desastre, a possibilidade de isso ocorrer é “pequena”.

Aihara não deu previsão de até quando os trabalhos de busca devem continuar. No caso de vítimas posicionadas dentro de estruturas, exemplificou, o raio de procura seria menor. Já aquelas pessoas que estavam no campo aberto podem ter sido projetadas para distâncias maiores.

Diante dessas situações diversas, acrescentou, é difícil prever. O representante do Corpo de Bombeiros lembrou que em Mariana as equipes designadas mantiveram as buscas por três meses.

 

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil

Vídeo mostra onda de lama após rompimento de barragem em Brumadinho

sábado, fevereiro 2nd, 2019

O rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), completou oito dias na sexta-feira 1/2.

Vídeo obtido e divulgado pela TV Bandeirantes mostra o momento da onda de lama de rejeitos invadindo instalações da mineradora. Nas imagens, com horário de 12h29 do dia 25 de janeiro, é possível ver os rejeitos avançando em direção à uma área com instalações da mineradora, e veículos tentando deixar o local. A lama também atinge uma locomotiva. De acordo com a emissora de televisão, as imagens foram captadas por uma câmera de vigilância fixada em um guindaste.

Em nota, a Vale informou que “disponibilizou todas as imagens das câmeras de segurança às autoridades um dia após o rompimento da Barragem I, em Brumadinho”.

Em oito dias de buscas, foram localizados 110 corpos, dos quais 71 foram identificados por exames realizados pela Polícia Civil,  238 pessoas continuam desaparecidas e seis pessoas foram hospitalizadas. Das pessoas resgatadas, 108 estão desabrigadas. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou que não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas na região.

Veja o vídeo cedido pela TV Bandeirantes:

 

 

Foto/Fonte: Agência Brasil