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Bolsonaro diz que vai abrir “caixa-preta” do BNDES

quinta-feira, novembro 8th, 2018

Vixe. O presidente eleito Jair Bolsonaro, confirmou mesta quinta-feira, dia 8/11, que vai abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assim que assuma o governo em 1º de janeiro de 2019. Nas redes sociais, o presidente usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidente eleito, é um “anseio” dos brasileiros.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que esse é um anseio de todos”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.

Na quarta-feira, dia 7/11, o presidente eleito afirmou que essa é uma prioridade para ele. “Vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos que saber onde está sendo usado.”

O BNDES foi alvo de investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci, o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho, além do empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de operações ilícitas. Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

Foto: Reprodução

BNDES suspende financiamentos a empreiteiras investigadas pela Lava Jato

quarta-feira, outubro 12th, 2016

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (11) a suspensão de pagamento de US$ 4,7 bilhões para 25 contratos de financiamento no exterior de empresas de engenharia e construção investigadas pela Operação Lava Jato. Os repasses estão suspensos desde maio. A medida atendeu à ação civil pública movida pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Os projetos suspensos envolvem financiamentos para exportações de serviços de engenharia das empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para países como Argentina, Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Angola, Moçambique e Gana.

Ao todo, 47 contratos do banco com as construtoras serão revisados, num total de US$ 13,5 bilhões em financiamentos. Desses, 25 projetos já estavam contratados, num total de R$ 7 bilhões – dos quais US$ 2,3 bilhões já haviam sido liberados antes da suspensão.

Na ação, a AGU recomendou que o BNDES fizesse uma avaliação de crédito antes de continuar apoiando a exportação de serviços de engenharia, tendo em vista a percepção de aumento de risco nos negócios com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato.

Foto: Agência Brasil

BNDES não poderá mais conceder empréstimos para a Petrobrás

domingo, junho 28th, 2015

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E agora? A Petrobras não vai poder contar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar investimentos. Uma resolução do Banco Central (BC) aprovada na quinta-feira, deu três anos para o BNDES se enquadrar nos limites de prudência e impediu novos financiamentos e aportes em participação nas empresas nas quais o banco tenha excesso de recursos comprometidos, caso da Petrobras.

Pelas regras, nenhum banco pode comprometer com um único cliente mais do que 25% do patrimônio de referência, um indicador financeiro. No caso do BNDES, esse limite é de R$ 24,112 bilhões, conforme dados do primeiro trimestre. Na conta entram tanto empréstimos ainda devidos quanto a participação acionária.

O problema é que o BNDES terminou 2014 com cerca de R$ 64 bilhões comprometidos com a Petrobras, conforme um cruzamento de dados revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no fim de abril. Considerando holding e subsidiárias, são cerca de R$ 42 bilhões em crédito e R$ 22 bilhões em participação acionária, muito acima do limite.

Na sexta-feira, dia 26,  uma fonte ouvida sob condição de anonimato pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, confirmou que o valor comprometido pelo BNDES com a Petrobras está acima 50% do patrimônio de referência. Em nota, o banco confirmou que a exposição à Petrobras excede o limite.

Há cerca de 15 anos, por meio de resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), o BC abria exceções ao BNDES na hora de calcular o comprometimento com a Petrobras. Uma das exceções – que permite ao BNDES excluir as participações acionárias do cálculo do limite de 25% – acabará no próximo dia 30.

Pela resolução, a partir de 1º de julho, o BNDES terá que reduzir os excessos até 2024. Até lá, o fato de os valores passarem do limite “implica o impedimento da contratação de novas operações”. De 2016 a 2018, será preciso cortar o excedente em 20%. Na nota, o banco garantiu que a exigência “não terá impacto sobre a carteira atual de financiamentos” e que não será preciso vender ações para reduzir os excessos: “Até 2018, estão previstas amortizações de financiamentos, o que resultará em redução da exposição”.

As mudanças não mexeram com outra exceção, que permite ao banco considerar, no cálculo, cada subsidiária da Petrobras como um único cliente – ou seja, o limite de R$ 24,112 bilhões vale para cada empresa do sistema Petrobras.

Segundo o economista Fabio Klein, especialista em finanças públicas da consultoria Tendências, o excesso de recursos na Petrobras pode afetar o lucro do BNDES caso a petroleira passe por problemas, mas é remota a possibilidade de um calote, que obrigasse o Tesouro a aportar recursos. “A Petrobras fará de tudo para não fazer isso, porque o rating dela já está ruim”, disse Klein.

Foto:Reprodução

(com Conteúdo Estadão)

Santas Casas conseguem crédito do BNDES para sanar dívidas

quarta-feira, março 25th, 2015

Santas Casas terão linha de financiamento de crédito do BNDES para sanar dívidas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá lançar uma nova linha de crédito em benefício das Santas Casas de Misericórdia, anunciou nesta terça-feira, dia 24, a Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas. A iniciativa será operada pela Caixa Econômica e visa socorrer as Santas Casas, detentoras de dívidas que ultrapassam 15 bilhões de reais. “A linha de crédito representa uma grande conquista para a saúde, apesar de ser um paliativo”, avaliou o deputado baiano Antonio Brito (PTB), presidente da Frente.

 

Foto: Divulgação