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Wagner nega envolvimento com irregularidades na Petrobrás

domingo, dezembro 14th, 2014

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Êta. Através de sua conta no twitter, o governador Jaques Wagner (PT), negou “qualquer suposta ligação” dele com Geovane de Morais, ex-gerente de Comunicação da área de Abastecimento da Petrobras acusado de autorizar gastos milionários de forma irregular.
Na postagem o petista diz: “Sobre a matéria publicada nesta sexta, pela Folha, gostaria de refutar, veementemente, qualquer suposta ligação minha ao caso em questão”, disse o petista. Mais cedo a reportagem de 247 tentou ouvi-lo, mas sua assessoria se limitou a dizer que ele nega as acusações. Ainda no Twitter, Wagner disse também que espera que os envolvidos sejam identificados e punidos. “Além disso, espero que tudo que está sendo divulgado sobre a Petrobrás seja amplamente apurado e que os envolvidos e culpados sejam punidos”.
O atual líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto, além do ex-presidente da Petrobras e atual secretário estadual de Planejamento, Sérgio Gabrielli (PT), foram citados pela geóloga da estatal, Venina Velosa da Fonseca, que vai depor ao Ministério Público, em Curitiba, onde tramita o processo da Lava-Jato, que investiga desvios na petrolífera brasileira.
Reportagem do jornal Valor Econômico informa que Venina, que está na Petrobrás desde 1990 e onde ocupou diversos cargos até ser transferida para a Ásia, começou a apresentar denúncias de que os cofres da companhia estavam sendo assaltados quando era subordinada a Paulo Roberto Costa como gerente executiva da Diretoria de Abastecimento, entre novembro de 2005 e outubro de 2009.
As suspeitas da geóloga tiveram início em 2008, quando ela verificou que os contratos de pequenos serviços – chamados de ZPQES no jargão da estatal – atingiram R$ 133 milhões entre janeiro e 17 de novembro daquele ano. O valor ultrapassou em muito os R$ 39 milhões previstos para 2008 e a gerente procurou Costa para reclamar dos contratos que eram lançados em diferentes centros de custos, o que dificultava o rastreamento. Segundo ela, o então diretor de Abastecimento apontou o dedo para o retrato do presidente Lula e perguntou se ela queria “derrubar todo mundo”. Em seguida, Costa disse que a gerente deveria procurar o diretor de comunicação, Geovanne de Morais, que cuidava desses contratos e é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do estado, do qual fazem parte o governador Jaques Wagner e Rosemberg Pinto, então assessor especial do presidente de Gabrielli.

Foto: Reprodução