Cerco fechando. Em razão de mais de cem denúncias anônimas recebidas por telefone pela polícia, as jovens Sendy Gabrielli Gomes, de 27 anos e Débora Ruth Carvalho de Menezes, de 19, chamadas de patricinhas do crime, foram ouvidas ontem novamente pelo delegado titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV). O delegado Marcos Cézar conta que durante os momentos que conversam com os policiais elas variaram emocionalmente. “Ora riam, ora choram”, disse.
As jovens foram presas terça-feira, dia 10, na Av. Ogunjá em uma blitz da PM quando foram flagradas conduzindo um carro roubado. O veículo — um Palio Fire branco, de placa original OKO 8596 – estava com a placa NZZ 0215, pertencente a uma caminhonete L-200 prata. Ontem, Débora foi visitada pelo pai. A mãe de Sendy, que é de Itabuna, deve chegar nesta sexta, dia 12, em Salvador.
As duas permanecem presas à disposição da Justiça na carceragem da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), em Brotas. “Elas estão nessa carceragem porque nas outras delegacias da capital não há celas femininas. As investigações seguem e ambas foram autuadas por receptação e pela adulteração de sinal característico de veículo automotor. Neste caso não há a possibilidade de ser aplicada a fiança e a situação delas será analisada pelo juiz”, explicou o delegado.
Quando foi presa, Sendy afirmou ser promotora de eventos de boates em Salvador. Já Débora alegou ser estudante de Direito da Faculdade Ruy Barbosa. A instituição, no entanto, informou que não tem registros dela como aluna ou ex-aluna. No painel do veículo onde elas foram flagradas, a polícia encontrou um cachimbo e pedras de crack. Porém, as duas alegam que tinham apenas maconha. Segundo Débora, o carro foi emprestado por um amigo delas. Mas, até ontem, ele não havia sido localizado pela polícia.
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