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Ministra destaca coragem de enfermeiras que flagraram estupro em parto

quinta-feira, julho 21st, 2022

Visita. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Britto, visitou nesta quinta-feira, dia 21/7, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti e o Hospital da Mulher Heloneida Studart, onde o anestesista Giovanni Quintella Bezerra estuprou uma mulher grávida durante o parto, no dia 10/7.

O crime foi registrado em vídeo pela equipe de enfermagem do próprio hospital, o que levou à prisão em flagrante do médico, que responde por estupro de vulnerável. Ao deixar a delegacia, a ministra destacou a coragem da equipe que denunciou o crime e a importância de mais profissionais atentarem às violações contra mulheres.

“O exemplo é o olhar atento de uma equipe médica e a coragem que, principalmente, a equipe de enfermagem teve. Eles não se calaram e preferiram denunciar”, afirmou Cristiane. “Fica um alerta para todas as equipes médicas nos hospitais de todo o Brasil, [para] que, na mínima suspeita, não hesitem, e denunciem.”

A ministra esteve no hospital entre as 10h e as 12h e disse que a visita tinha o objetivo de prestar acolhimento e valorizar os profissionais. “Vi ali uma estrutura que funciona muito bem, vi uma equipe com atendimento humanizado, que agiu no dever de proteger a vida humana e de se defender da violação dos direitos humanos que aconteceu naquele local.”

Por volta das 12h, a ministra chegou à delegacia especializada, onde o caso está sendo investigado. Após a visita, ela também elogiou o trabalho policial. “Vi que realmente estão dando o melhor de si. A equipe está de parabéns.”

O anestesista virou réu na última sexta-feira (15), por decisão do juiz Luís Gustavo Vasques, da 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, que recebeu denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Flagrante

O processo contra Quintella começou com a gravação do crime. O comportamento do médico em procedimentos anteriores chamou a atenção das enfermeiras, que perceberam que ele sedava as pacientes além do necessário. As enfermeiras posicionaram uma câmera dentro de um armário na sala de parto e conseguiram registrar o momento em que Quintella cometeu a violência sexual.

De posse das imagens, as enfermeiras comunicaram os fatos à chefia do hospital, que acionou a Polícia Civil. A delegada titular da Deam, Bárbara Lomba, efetuou a prisão do anestesista ainda dentro da unidade. Desde o último dia 12, ele está preso na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó.

A Polícia Civil ainda investiga a possibilidade de Quintella ter cometido o mesmo crime contra outras mulheres, o que inclui duas possíveis vítimas que tiveram filhos no mesmo dia do flagrante.

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

Agora: Saiba o que aconteceu com o médico acusado de estupro

quarta-feira, julho 13th, 2022

Vixe. Segundo a Polícia, os crimes ocorriam após os partos, na hora em que os médicos estavam suturando a paciente. Três mães atendidas por Giovanni prestaram depoimento na delegacia.

A Justiça do Rio de Janeiro transformou em preventiva, por tempo indeterminado, a prisão do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos. O médico foi preso em flagrante, denunciado por ter estuprado uma mulher durante o parto no centro cirúrgico do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no último domingo 10/7. Giovanni passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira 12/7.

A juíza Rachel Assad indeferiu a liberdade provisória e converteu a prisão em flagrante em preventiva. “O processo tramita em segredo de Justiça para preservar a identificação da vítima”, informou o tribunal. Na decisão, a juíza chama a atenção para a gravidade do ato praticado pelo médico, que sequer se importou coma presença de outros profissionais a seu lado, na sala de cirurgia.

“Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico. Portanto, sequer a presença de outros profissionais foi capaz de demover o preso da repugnante ação, que contou com a absoluta vulnerabilidade da vítima, condição sobre a qual o autor mantinha sob o seu exclusivo controle, já que ministrava sedativos em doses que assegurassem a absoluta incapacidade de resistir”, destaca s magistrada.

Rachel Assad ressalta a brutalidade e a crueldade da ação, divulgada pelos mais diversos meios de comunicação, demonstrando o mais completo desprezo do anestesista “pela dignidade da mulher, pela ética médica e pelo compromisso profissional que firmara não havia muito tempo”.

“Em um parto onde a mulher, além de anestesiada, dava à luz seu filho – em um dos prováveis momentos mais importantes de sua vida – o custodiado, valendo-se de sua profissão, viola todos os direitos que ela tinha sobre si mesma. Portanto, o dia do nascimento de seu filho será marcado pelo trauma decorrente da brutal conduta por ele praticada, o que será recordado em todos os aniversários”, acrescenta.

Outros casos

A titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, Bárbara Lomba, responsável pelo inquérito que apura os crimes cometidos pelo anestesista, disse que Giovanni Bezerra pode ter abusado de mais duas pacientes que deram à luz no mesmo dia. “Essas mulheres, que também fizeram cesáreas no domingo, já foram identificadas e devem prestar depoimento nos próximos dias”, informou a delegada.

Segundo a polícia, os crimes ocorriam após os partos, na hora em que os médicos estavam suturando a paciente. Três mães atendidas por Giovanni prestaram depoimento na delegacia.

Duas médicas e duas assistentes que participaram da equipe em que Giovanni atuou no último domingo disseram à polícia que não prestavam atenção no que o anestesista fazia, pois estavam concentradas na cirurgia. “Elas só disseram que não era normal essa sedação de deixar a paciente desacordada. Nesse tipo de cirurgia de cesárea, a mulher fica acordada”, explicaram.

Prisão

O médico está desde ontem (11) na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde foi feita a audiência de custódia por videoconferência. A cadeia pública é a porta de entrada no sistema prisional do estado. Por medo de represália dos outros detentos, a direção da unidade resolveu deixar Giovanni sozinho em uma cela.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, Giovanni Bezerra será encaminhado ainda hoje para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, destinado a pessoas que têm curso superior, onde ficará à disposição da Justiça, aguardando julgamento.

Fotografia: Reprodução

Fonte: Agência Brasil