
O Ministério Público da Bahia denunciou 13 pessoas por integrar organização criminosa enquadrada como ultraviolenta com atuação em Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e localidades vizinhas. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (14/9) pela unidade Sul do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), como desdobramento da “Operação Costa Limpa”.
As investigações apontam que a organização mantinha sistema próprio de arrecadação financeira, rede de distribuição de drogas por delivery, operadores responsáveis pela lavagem de dinheiro e logística voltada ao armazenamento de entorpecentes e circulação de armamentos.
A denúncia destaca que a facção se enquadra no conceito legal de organização criminosa ultraviolenta por exercer controle territorial, utilizar mecanismos de intimidação, manter aparato armado e impor disciplina interna por meio do chamado “tribunal do crime”. As apurações também identificaram negociações para aquisição de armas, incluindo fuzis e armamentos de alto poder ofensivo, além do transporte de armas e drogas por integrantes do grupo.
As provas reunidas incluem relatórios de inteligência, análises financeiras, dados extraídos de aparelhos celulares, movimentações bancárias, registros de tráfico de drogas, negociações de armas e comunicações entre os investigados. Conforme a denúncia, cada integrante exercia papel específico na estrutura, desde a coordenação do tráfico e distribuição de drogas até a lavagem de capitais, arrecadação de recursos, transporte de armamentos e armazenamento de entorpecentes.
Os denunciados foram distribuídos em diferentes núcleos da organização criminosa.
Os denunciados foram distribuídos em diferentes núcleos da organização criminosa. Segundo a denúncia, um homem conhecido como “Cadu” ou “Du Love”, exercia a liderança do grupo. O núcleo operacional era formado por mais cinco homens responsáveis pela distribuição de drogas, entregas, arrecadação de valores, logística e transporte de armamentos.
O núcleo financeiro era integrado por três homens e duas mulheres, apontados como responsáveis pela arrecadação, movimentação, ocultação e circulação de recursos oriundos do tráfico. Já o núcleo de apoio e suporte operacional contava com duas mulheres, acusadas de atuar na distribuição de entorpecentes, armazenamento de drogas e manutenção da infraestrutura logística da organização.
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Fotografia / Fonte: MP-BA

