
Olha aí. O presidente do PL Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Jornal da Metrópole, nesta terça-feira (14/7), Roma classificou a medida como “absurda e passional”.
Segundo o dirigente partidário, a decisão extrapola os limites da atuação técnica do Judiciário e contribui para ampliar a polarização política no país. “É uma decisão absurda, uma decisão passional, que coloca tempero na execução jurídica. A gente fica fazendo uma Justiça espetaculosa, jogando para a plateia. Isso não é saudável para a sociedade”, afirmou.
Roma também questionou as restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre medidas determinadas pelo STF. Na avaliação dele, as limitações dificultam até mesmo os cuidados com a saúde de Bolsonaro e são percebidas como excessivas por parte da população, inclusive entre pessoas que não apoiam o ex-presidente.
Ao comparar o caso com a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dirigente destacou que o petista pôde divulgar cartas, conceder entrevistas e receber visitas. “Agora, Bolsonaro é impedido de receber o próprio filho, que apenas leu uma carta escrita por ele. Será que vai ter que jogar cartas pela janela?”, questionou.
O presidente do PL Bahia também ressaltou que Flávio Bolsonaro, além de filho, integra a equipe de defesa do ex-presidente. Para Roma, o conteúdo da carta divulgada pelo senador não ultrapassa os limites do debate político comum ao período de pré-campanha eleitoral.
Na avaliação do dirigente, decisões judiciais deveriam contribuir para reduzir as tensões políticas. “Mesmo quem não apoia Bolsonaro percebe que Alexandre de Moraes exagerou na dose. A Justiça deveria buscar serenidade e ajudar a unir a sociedade em torno de um futuro comum”, declarou.
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Fotografia: Max Haack/Assessoria

