
Olha aí. A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (15/9), em Salvador, a Operação Sem Lastro, que investiga um grupo suspeito de aplicar um esquema de fraude financeira por meio da criação e negociação de duplicatas falsas.
Os documentos simulavam dívidas de empresas que, na realidade, não tinham realizado as vendas ou prestado os serviços indicados nos títulos. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas judiciais de indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões.
Segundo as investigações, os suspeitos criavam as duplicatas e as negociavam com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo documentos referentes a dívidas reais. Mais de mil duplicatas falsas foram identificadas, envolvendo mais de 200 empresas que apareciam nos documentos como responsáveis pelos pagamentos, embora não tivessem realizado as operações comerciais indicadas.
O valor dos títulos colocados em circulação supera R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo financeiro já confirmado ultrapassa R$ 15 milhões.
Para manter o esquema em funcionamento e dar aparência de normalidade às negociações, os investigados utilizavam pagamentos feitos por eles próprios para quitar algumas das duplicatas. Dessa forma, os títulos podiam ser renovados e novos valores eram obtidos junto aos fundos de investimento.
As medidas patrimoniais buscam impedir que os bens sejam transferidos ou ocultados e garantir recursos para um possível ressarcimento das vítimas. A Operação Sem Lastro é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).
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Fotografia / Fonte: Polícia Civil

