
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou que pretende colocar o enfrentamento à fila da regulação entre as prioridades de seu eventual governo e voltou a defender a implantação do Pix Saúde. A declaração foi dada durante entrevista à TV Bahia na terça-feira (29/9) — formato acordado com as campanhas diante da ausência dos demais candidatos para o que seria um debate.
O ex-prefeito de Salvador também citou auditoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) que aponta aumento de mais de 200% no tempo médio de espera e disse que gostaria de ter questionado diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o tema caso ele tivesse comparecido ao encontro.
“Existe hoje aqui na Bahia a fila da regulação, que há quatro anos Jerônimo disse que iria zerar. Hoje, além de não ter zerado, da fila ter aumentado em 200% segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, Jerônimo Rodrigues tem a coragem de dizer que ninguém espera na fila por mais de 24 horas para ter um atendimento de urgência”, afirmou ACM Neto.
“Eu queria que ele estivesse aqui nesse debate hoje para ele me responder essa pergunta. Eu queria perguntar a ele: ‘Jerônimo, será que você acredita no que você próprio diz, que na Bahia todo mundo consegue atendimento de saúde?’ Eu imagino que não, mas a sua propaganda e o seu discurso, infelizmente, dizem isso”, declarou.
ACM Neto afirmou que pretende direcionar a gestão prioritariamente à população mais pobre e associou o compromisso à experiência de seus mandatos como prefeito da capital baiana.
Como proposta para reduzir a espera, ACM Neto afirmou que pretende ampliar a assistência no interior, com novos hospitais regionais e parcerias com as prefeituras dos 417 municípios. Segundo ele, a relação com os gestores municipais não levará em consideração a posição política dos prefeitos.
Ele também reiterou a promessa do chamado “Pix Saúde”, proposta pela qual o Estado recorreria à rede privada quando não houvesse disponibilidade imediata na rede pública em situações de urgência e emergência. A gestão Jerônimo Rodrigues diz que o modelo já foi implantado na rede estadual.
“Quando há uma necessidade, que o paciente precisa de internamento, mas não tem uma vaga na rede pública, nós vamos pagar o tratamento e, se necessário, comprar vaga na rede particular. Entre salvar a vida do paciente e deixar o paciente esperando para morrer na fila da regulação, como acontece hoje, eu vou salvar a sua vida. Esse é o compromisso com a Bahia”, afirmou.
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Fotografia: Divulgação / Campanha ACM Neto

