“Essa é uma crise do grupo de Jerônimo”, diz ACM Neto sobre Banco Master

Vixe. O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (16/9), em entrevista ao apresentador Adelson Carvalho, na Rádio Sociedade da Bahia, que as investigações relacionadas ao Banco Master não dizem respeito à sua atuação política e atribuiu ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a responsabilidade pelos questionamentos sobre o caso.

“Primeiro é importante deixar bem claro que essa é uma crise do grupo de Jerônimo Rodrigues. Não é uma crise minha”, afirmou.

A declaração ocorre após documentos relacionados às investigações da Polícia Federal ampliarem a repercussão política do caso na Bahia. Relatórios do Coaf apontaram que uma empresa ligada a ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag entre 2023 e 2024.

Neto afirma que os pagamentos foram feitos por serviços privados de consultoria prestados por sua empresa, em período posterior ao exercício de mandato público.

Neto diz que serviços foram regulares

Durante a entrevista, o candidato voltou a detalhar sua relação profissional com o Banco Master e afirmou que os serviços foram formalizados por meio de contrato e notas fiscais.

“Eu desempenhei um trabalho para o Banco Master, todo oficial, empresa constituída, contrato assinado, nota fiscal emitida, imposto recolhido, todo absolutamente lícito, transparente”, declarou.

A explicação já havia sido apresentada anteriormente por Neto. Em março, ele afirmou que a A&M Consultoria, da qual é sócio, prestou serviços a clientes privados, entre eles o Banco Master e a Reag, depois que deixou de exercer mandato público.

Os pagamentos à empresa constam nos registros do Coaf. A existência das transações é documentada, enquanto a natureza dos serviços e eventual irregularidade são questões relacionadas à apuração do caso.

Candidato afirma estar à disposição

Neto também disse que se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre sua atuação profissional e os pagamentos recebidos pela empresa.

“Desde março deste ano me coloquei à disposição para prestar qualquer tipo de esclarecimento à Procuradoria-Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal”, disse.

O candidato classificou como falsas as acusações que, segundo ele, passaram a ser feitas em meio à disputa eleitoral.

“A gente começa a ver uma série de acusações falsas, mentirosas, sem qualquer respaldo”, afirmou.

Na segunda-feira (14), Neto havia anunciado que pretendia processar Jerônimo Rodrigues por calúnia em razão de declarações do governador relacionadas ao Banco Master.

Neto cita secretário estadual

Na entrevista, ACM Neto também mencionou o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, ao questionar a atuação do governo Jerônimo diante das investigações.

“É Jerônimo Rodrigues que tem um secretário investigadíssimo, ocupando o cargo público, exercendo função pública”, afirmou.

Sodré aparece entre os personagens citados nas investigações relacionadas ao Banco Master e permanece no comando da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia.

A investigação envolve diferentes pessoas e grupos, e eventuais responsabilidades individuais dependem do avanço das apurações e de decisões das autoridades competentes.

“Estou muito tranquilo”

Ao comentar as acusações, Neto afirmou que pretende apresentar documentos e prestar os esclarecimentos necessários.

“Eu estou aqui muito tranquilo para colocar a verdade acima de tudo e para mostrar que esse problema, na verdade, está do lado de lá”, afirmou.

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Fotografia: Reprodução / Radio Sociedade