Vice-prefeita Ana Paula Matos deixa comando da Secult; saiba quem assume o lugar dela

Mudanças acontecendo. A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, deixou na quarta-feira (1/4) o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), após pouco mais de um ano à frente da pasta, e reforça uma gestão marcada por resultados expressivos, especialmente pelo crescimento do turismo e pelo reposicionamento da capital baiana nos cenários nacional e internacional. Em seu lugar, assume o então subsecretário de Cultura, Alexandre Reis.

Nomeada em fevereiro de 2025, a gestora encerra um ciclo caracterizado por investimentos estratégicos, reorganização institucional e valorização da identidade cultural de Salvador. O período consolidou a cultura e o turismo como eixos estruturantes do desenvolvimento econômico da cidade, com impactos diretos na geração de emprego, renda e oportunidades.

Um dos principais destaques da gestão foi o fortalecimento dos equipamentos públicos, com requalificação de espaços e ampliação das programações educativas, interativas e acessíveis nos museus municipais. A agenda cultural foi ampliada e diversificada, com iniciativas que incentivaram a ocupação dos espaços públicos e a participação popular.

Projetos como o Viver Salvador e o Arraiá da Prefs contribuíram para dinamizar o calendário cultural e turístico da cidade, enquanto a criação do Mundo Encantado da Criança, primeiro equipamento voltado exclusivamente ao público infantil, reforçou o investimento na formação cultural desde a base.

Outro destaque foi o avanço do turismo em Salvador, com crescimento consistente e fortalecimento da cidade como destino global. No período, houve aumento de 10,7% na chegada de turistas estrangeiros, resultado de ações voltadas à promoção internacional, ampliação da conectividade aérea e maior inserção da capital baiana em mercados estratégicos.

O desempenho positivo também foi impulsionado pela ampliação da malha aérea, com destaque para o voo direto Salvador–Panamá, além da intensificação do diálogo com o trade turístico e investimentos na qualificação da oferta. A estratégia integrou turismo, cultura, economia criativa e grandes eventos como pilares de desenvolvimento sustentável.

Os resultados se refletiram diretamente nos grandes eventos. O Carnaval de Salvador consolidou sua posição como o maior do Brasil em fluxo turístico e impacto econômico, com crescimento nos indicadores de ocupação hoteleira e movimentação financeira. Já o verão da capital foi considerado o maior da história, com 2,6 milhões de visitantes e geração de R$ 5,8 bilhões em receita.

No Aeroporto Internacional de Salvador, foram registrados 16,6 mil pousos e decolagens e a circulação de 2,3 milhões de passageiros, representando um aumento de 13%, o que reforça o aquecimento do setor e a consolidação da cidade como um dos destinos mais procurados do Brasil.

Outro eixo estratégico foi a descentralização das políticas culturais, com programas como o Boca de Brasa, que ampliaram a atuação nos territórios, e o fortalecimento do Salvador Capital Afro, iniciativa que ganhou projeção nacional e internacional ao valorizar a identidade afro-diaspórica da cidade.

No campo institucional, um dos marcos foi a criação do Gabinete Salvador Capital Afro, estrutura voltada à articulação de políticas públicas, projetos estratégicos e parcerias que reforçam Salvador como referência global da cultura afro-diaspórica. A iniciativa ampliou a integração entre cultura, turismo e desenvolvimento econômico, além de fortalecer a presença da cidade em agendas nacionais e internacionais.

*Visibilidade* – Eventos inéditos e parcerias ampliaram essa projeção, como o circuito Mulheres Negras em Movimento, a realização da Feira Preta na cidade e o Festival Afropunk, além da consolidação dos festejos de Natal e Réveillon como grandes atrativos turísticos e culturais.

No campo institucional, a reestruturação da Secult modernizou a gestão e ampliou a capacidade de planejamento, com a criação de diretorias voltadas à Economia Criativa e à Inteligência Turística. A implantação do Comitê de Destino Turístico Inteligente trouxe uma nova lógica baseada em dados, inovação e sustentabilidade.

Projetos estruturantes seguem em andamento, como o Prodetur II – Salvador Capital Afro, em fase final de tratativas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deve impulsionar a requalificação do Centro Histórico e da região do Comércio, fortalecendo o turismo e a preservação do patrimônio.

Para Ana Paula Matos, o período à frente da secretaria representa uma entrega consistente em curto espaço de tempo. “Conseguimos estruturar políticas, fortalecer a cultura como eixo de desenvolvimento e ampliar significativamente os resultados do turismo. Salvador hoje está mais competitiva, mais preparada e mais conectada com sua identidade”, afirmou.

A gestora destacou ainda que os avanços deixam um legado duradouro para a cidade. “Mais do que números, entregamos inclusão, desenvolvimento e uma cidade mais viva para moradores e visitantes, com oportunidades que chegam aos territórios e impactam diretamente a vida das pessoas”, concluiu.

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Fotografia / Fonte: SECULT