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Cansaço de piloto causou acidente de Eduardo Campos, diz Laudo

quarta-feira, janeiro 20th, 2016

Eduardo Campos morreu na queda de um jato particular em Santos, litoral de paulista / Nelson Antoine/Folhapress

Tripulação cansada, condições meteorológicas, desorientação espacial e falta de capacidade técnica dos pilotos em operar o modelo Cessna 560 XL. De acordo com o laudo apresentado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na terça-feira, dia 19, estas são as quatro principais causas da queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República Eduardo Campos e mais seis pessoas.

O acidente aconteceu na manhã de 13 de agosto de 2014, em Santos, litoral paulista.

Segundo o brigadeiro Dilton José Schuck, a finalidade da investigação não é encontrar culpados, e sim descobrir o que ocasionou a queda do jato particular.

A aeronave decolou às 9h21 do dia 13 de agosto de 2014 do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. O avião chegou a se aproximar do local de pouso, mas desistiu e arremetou. Ao realizar uma manobra à esquerda, a aeronave perdeu altura e caiu no município de Santos. O avião passou entre dois prédios e, ao cair, atingiu dez imóveis e matou sete pessoas.

O tenente-coronel Raul de Souza, chefe da investigação, ressaltou que o piloto passou o plano de voo por telefone para a sala de controle do aeroporto Santos Dumont. No dia do acidente, o copiloto preencheu o plano de voo Santos-São Paulo pessoalmente. Ele também foi informado das condições meteorológicas boas no momento, mas com previsão de chuva para Santos às 8h da manhã.

Durante as comunicações, a tripulação não fez nenhuma solicitação para um pouso de emergência e, segundo a Aeronáutica, nenhum dos tripulantes tinha treinamento para aquele tipo de aeronave. “A falta de conhecimento da tripulação pode ter feito com que suas ações ficassem atrasadas em relação à sequência de eventos da cabine.”

O jato particular fez um desvio sem motivo à esquerda e estava fora do perfil de segurança do procedimento. Para a arremetida, o piloto deveria subir a quatro mil pés e seguir à esquerda. O aeródromo de Santos tentou contato por 16 vezes com o avião e não conseguiu.

De acordo com informações, tanto o piloto Marcos Martins quanto o copiloto Geraldo Magela não tinham treinamento para arremeter e  não fizeram cursos para pilotar o modelo de aeronave. O copiloto já havia se envolvido em um acidente aéreo em 2012 e apresentava postura passiva em voo.

As revisões do avião estavam em dia e os sistemas de funcionamento eram adequados.

Um relatório alternativo será apresentado nesta quarta-feira, dia 20, às 9h30, pela Associação Brasileira de Parentes e Vítimas de Acidentes Aéreos, em São Paulo. Segundo a associação, todas as famílias concordaram com a confecção do documento, que irá expor falha mecânica da aeronave.

Fotos: Reprodução

*Com informações da Agência Brasil