Falou com mágoa. O senador Walter Pinheiro vai manter o nome até a reunião do diretório do Partido dos Trabalhadores, prevista para sábado, último mês do mês de novembro. “Eu saí da lista do governador, mas continuo na lista do partido. E aí PT? Está na mão de vocês. O nosso nome está lá à disposição e o PT vai dizer se efetivamente me quer como provável candidato ou se o PT também resolve me dar bilhete azul. Eu estou mantendo na mão do partido para que o PT possa responder sobre essas questões”, provocou o petista, em entrevista à rádio Tudo FM, na tarde desta quinta-feira. A resposta do senador baiano surge logo após o governador Jaques Wagner ter revelado publicamente a sua preferência pelo nome do chefe da Casa Civil, Rui Costa. “Na mão do governador tinha uma lista com quatro nomes e na do PT outra também com quatro. Espero que essa não seja a lista de Schindler”, continuou o petista em referência ao empresário alemão salvador de milhares de Judeus ao colocar seus nomes em uma lista para empregá-los em sua fábrica.
Pinheiro voltou a defender a ideia que “é melhor a escolha de um do que a retirada de três” para explicar porque pretende seguir adiante com objetivo de deixar na mão do partido a decisão final. “Esse é o momento em que não é possível fazer retiradas, mas se avaliarem que podem nos retirar, nós não nos sentiremos diminutos”, frisou se referindo aos outros candidatos preteridos pelo governador. “A contribuição nossa não pode ser retirada por cada um de nós. Eu mantenho ao diretório do PT a consulta para saber se ainda é possível dialogar com o governador, com a base e com os partidos para saber se o nosso nome pode ser apresentado para 2014”. O senador criticou a antecipação do debate eleitoral de 2014 e voltou a reforçar a necessidade de outras discussões e debates internos antes de decidir quem vai disputar a sucessão ao Palácio de Ondina. “Eu disse há muito tempo que achava que a gente tinha feito um processo extremamente antecipado, era importante se estabelecer um bom debate, para saber como a gente poderia se apresentar em 2014, construir um programa capaz de ligar esses quase oito anos do governo Wagner com uma caminhada para frente, um programa que pudesse aproveitar essa boa base que o governador Wagner implantou para a partir disso tomar a decisão de com que roupa a gente deveria ir para esse processo eleitoral. Ouvir os aliados, os partidos e ouvir o povo. Agora estamos chegando a um estrangulamento”, reforçou.
Foto e fonte: Emerson Nunes/Política Livre


