
Chegou a hora. A partir deste sábado, dia 30, Rui, Wagner e o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, iniciam oficialmente as conversas para compor a chapa com a base aliada. “O que foi dito até aqui zera tudo o que interessa mesmo é a partir desta data, quando o PT definiu o nome. Nós vamos passar a considerar todas as declarações dadas a partir de hoje, todas as vontades, opiniões. Vamos ouvir todo mundo. Temos uma base grande e temos que ouvir do maior ao menor partido e chegar a um entendimento. E, como fez o PT, sair unido”, disse o candidato, ao ser questionado sobre declarações de insatisfação já dada por aliados, em especial do PP. O único nome confirmado na chapa majoritária é o do vice-governador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, que só não será candidato ao Senado se não quiser. “O nome até aqui colocado ao Senado é o de Otto. É o segundo maior partido da base, do vice-governador, de um grande amigo que nós fizemos… Portanto, trabalho com essa hipótese, que é o que ele tem manifestando publicamente. Não vou cogitar outra possibilidade enquanto, a mim, ele não disser coisa diferente. Restaria o debate da candidatura de vice e também da suplência de Senado para que possa compor a chapa”, afirmou. Rui Costa preferiu não comentar as chapas adversárias, seja da oposição ou do “terceiro caminho”, como se auto-define a senadora Lídice da Mata (PSB). O candidato petista ressaltou que “como técnico, monta o time,” alem de garantir que “não vai opinar em nenhum momento quem é melhor ou pior”, o que só fará internamente. “A depender de quem for o candidato você pode adequar o tipo de campanha na televisão e no rádio, mas isso não muda a essência e conteúdo”, completou. Na entrada do evento do diretório estadual do PT, Rui Costa recebeu um presente das baianas: uma fitinha do Senhor do Bonfim. O pedido? Ser eleito. “Nasci da Cidade Baixa, sempre fui ao Senhor do Bonfim e trago comigo a religiosidade”, explicou.
Foto: adelsoncarvalho.com.br