Oposição na Câmara critica reajustes feitos por Bruno Reis: “passa por cima do povo”

Êta. A oposição do prefeito Bruno Reis (UB) na Câmara de Salvador manifestou críticas ao pacote de reajustes feito pela gestão municipal neste início de ano. Na segunda-feira (5/1), começou a valer o reajuste na passagem de ônibus na capital baiana.

Em nota, a vereadora Marta Rodrigues (PT)disse que a população de Salvador está sendo alvo de um “tarifaço em série”. “Poucos dias após anunciar o aumento da tarifa de ônibus, o prefeito voltou a penalizar os soteropolitanos ao elevar o IPTU e a taxa do lixo, demonstrando, mais uma vez, desprezo com quem vive e trabalha na cidade”, contou.

No caso do reajuste da passagem de ônibus, a vereadora disse que o aumento ocorre em um contexto de ampliação contínua dos subsídios e das renúncias fiscais concedidas às empresas concessionárias. 

“O povo paga duas vezes. Paga com os impostos, que bancam subsídios milionários, e paga novamente no bolso, com o aumento da tarifa. Em 2024, foram mais de R$ 22 milhões em renúncias fiscais e cerca de R$ 106 milhões em subsídios. Para 2025, esses valores aumentam e, para 2026, a previsão chega a aproximadamente R$ 130 milhões de dinheiro público despejado no sistema, sem contrapartida real, sem melhoria do serviço e sem respeito ao usuário”, disse Marta.

Ainda segundo a petista, o aumento do IPTU e da taxa do lixo, anunciado logo após o reajuste da tarifa de ônibus, “escancara o distanciamento da gestão municipal da realidade da cidade”. 

“O prefeito passa por cima do povo, aumenta tarifa, aumenta imposto e demonstra que não se importa com o impacto dessas decisões na vida das pessoas. Ele governa como quem não deve satisfações à população”, criticou.

Já a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da oposição na Câmara, explicou que a prefeitura aumentou 4,46% no Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU)e na Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD). Segundo ela, as medidas integram um “pacote de punição aos contribuintes”, anunciado pelo prefeito Bruno Reis entre o fim de 2025 e início de 2026.

A líder oposicionista também afirmou que o reajuste da passagem de ônibus foi reajustada apesar de o Legislativo ter aprovado um subsídio de R$ 67 milhões ao setor. 

“Sob o pretexto de uma mera reposição inflacionária, a Prefeitura de Salvador promove mais uma vez o sufocamento financeiro da população e do setor produtivo, aprofundando o abismo social na capital mais desigual do Brasil”, analisou a vereadora.

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Fotografia: Reprodução 

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