A farra com o dinheiro público

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Dinheiro sobrando. Segundo o Blog do Mário, o Jornal da Metrópole desta semana traz uma matéria que denuncia que o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa vai dispor de R$ 47 mil mensais para operar. E o presidente do Conselho, Reinaldo Braga, exigiu e conseguiu verba extra para servidores. É uma falta de vergonha total e absoluta uma verba dessas para um Conselho de serventia duvidosa, não por falta de assunto para apuração ou por um Conselho de Ética não ter relevância, e sim pelo uso que será dado a ele pelos parlamentares. O Conselho será acionado eventualmente pelos deputados, depois que a denuncia for selecionada pela Mesa Diretora da Casa. As coisas absurdas acontecem, vêm à tona e ficam por isso mesmo, como se fossem algo natural e aceitável. Depois não querem que a opinião pública perca a crença nos políticos. Inevitável. Mas o pior da descrença com a classe política é a atitude que tomamos, de nos afastarmos do processo, não votarmos, não nos interessarmos. Assumimos o discurso de que isso é coisa de gente suja e vira um ciclo vicioso. E fica sendo coisa de gente suja mesmo, apenas e pronto, a vida toda. A única solução é a participação de pessoas isentas, honestas, descentes e que queiram trabalhar pelo bem publico. Como acreditar em um Conselho de Ética que ignorou uma denuncia séria contra o deputado Roberto Carlos, investigado e ouvido pela Policia Federal. No começo de abril completa um ano da Operação Detalhes, que apreendeu computadores e levou o parlamentar para ser ouvido. Não deu em nada, a Assembleia não fez nada, não investigou e ignorou os fatos. Agora vai ter verba para esse Conselho de Ética, que finge não existir? Batam-me um abacate com limão e mel.

Foto: Reprodução Informações: Blog do Mário @marioksz