Polícia trabalha com hipótese latrocínio em crime de Muritiba

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Crime bárbaro. Foi ouvida, na tarde de domingo, dia 28, a dona de casa Jovelina de Araújo Fonseca, 64 anos. Ela é mãe da professora Célia Fonseca, de 46 anos, assassinada de forma cruel sexta-feira, dia 26, depois de ser estuprada, baleada e queimada viva na zona rural de Muritiba, no Recôncavo. Jovelina assistiu a violência contra a filha. Ela também foi espancada e levou um tiro na mão direita.
O delegado André de Oliveira Alves, titular da Delegacia da cidade de Cachoeira, também no Recôncavo, que está à frente dessa barbaridade, trabalha com hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte. “Foi levado em torno de mil reias, além de jóias e dois celulares”, disse. O delegado foi ao HGE, onde Jovelina está internada, sem previsão de alta.
Segundo ele, uma equipe de Salvador chega hoje a Cachoeira para ajudar na investigação. Somente o suspeito Miguevaldo Lima dos Santos, de 19 anos, foi preso. Em depoimento, ele negou o crime. Segundo Sônia Batista, amiga da família, Dona Jovelina reage bem aos medicamentos, mas evita falar sobre o caso. “Ela está consciente e sabe da morte da filha, mas quando alguém toca no assunto, começa a tremer”, disse.

Foto: Reprodução