Teixeira de Freitas: ex-prefeito desmente o atual gestor

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Olha a parafernália. O ex-prefeito de Teixeira de Freitas, Apparecido Rodrigues Staut (PSDB) resolveu quebrar o silêncio e apresentou à Câmara Municipal de Vereadores um documento assinado por ele, pelo tesoureiro da época Eduardo Gonçalves da Silva, além do contador Carlos Alberto de Jesus.
O relatório de receita e despesas da Prefeitura Municipal foi protocolado na Câmara de Vereadores de Teixeira de Freitas e especifica recursos totais na ordem de R$ 15.156.735,40, divididos em R$ 4.043.767,80 na conta central do município, R$ 6.124.595,48 na conta da Secretaria Municipal de Educação e outros R$ 992.930,33 na Secretaria de Saúde. No mesmo documento o ex-prefeito Apparecido Staut ainda relata outros recursos na ordem de R$ 3.965.441,79 repassados pelo Ministério da Saúde ao Fundo Municipal de Saúde, que apesar de ser referente ao mês de dezembro, com entradas nos dois dias 28 e 29, porém só lançado nas contas da Secretaria Municipal de Saúde no início de janeiro de 2013.
O ex-prefeito Apparecido Rodrigues Staut (PSDB) ainda apresentou à Câmara Municipal de Vereadores o que deixou como restos a pagar, sendo R$ 297.488,72 na conta geral, R$ 404.335,56 na Educação e R$ 2.252.006,23 na saúde. Sendo assim o ex-gestor assegura que deixou em caixa um saldo positivo superior a R$ 12,2 milhões, descontadas todas as despesas à disposição do novo prefeito João Bosco Bittencourt (PT).
Na manhã de terça-feira, do último dia 15 de janeiro, o prefeito recém empossado João Bosco e os principais nomes do seu primeiro escalão convidaram os meios de comunicação da cidade, quando anunciaram as primeiras ações básicas da gestão e mostraram um suposto rombo milionário deixado pelo ex-prefeito Apparecido e desmentiram o saldo superior a R$ 10 milhões que teria sido deixado pela ex-gestão.
Pelos números apresentados pela nova administração, além de supostamente não existir saldo algum, no total a Prefeitura estaria devendo cerca de R$ 9 milhões, principalmente a fornecedores dos setores de saúde e educação. “Além das dívidas, o que torna a nossa situação muito complicada, estamos com um déficit mensal na saúde de R$ 1 milhão. Precisamos encontrar uma saída para equilibrarmos essa conta”, relatou na época João Bosco.

Foto e fonte: Teixeira News