
Olha aí. O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou na sexta-feira (26/6) um projeto-piloto para oferecer gratuitamente medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, a pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.
Batizada de Real-Bari, a pesquisa vai acompanhar 250 pacientes durante dois anos. O objetivo é avaliar a eficácia clínica do tratamento, os custos da terapia e a possibilidade de incorporar o medicamento à rede pública de saúde.
Os participantes precisam ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano, comprovar que não obtiveram resultados com tratamentos convencionais, como dieta e atividade física, e estar aptos a realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de um cuidador.
Durante o estudo, serão analisados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, evolução clínica, condições após procedimentos cirúrgicos e o impacto financeiro da utilização da semaglutida no SUS.
A iniciativa é voltada, principalmente, para pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica e precisam reduzir o peso antes do procedimento. Segundo o GHC, 91% dos pacientes obesos atendidos pela unidade apresentam obesidade mórbida, mas menos da metade reúne condições para realizar a cirurgia.
O protocolo foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o Grupo Hospitalar Conceição. O financiamento da pesquisa será feito por meio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da fabricante do medicamento.
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Fotografia: Reprodução / Canva

