Depois da reeleição, Wagner sofre desgaste histórico

20131013-172312.jpg

Tá mal. Matéria da Folha de S. Paulo deste domingo, dia 13, traz um dado nada bom para o governador da Bahia, Jaques Wagner. Após a reeleição tranquila, o chefe do executivo estadual enfrenta desgaste e vive a chamada ‘síndrome do segundo mandato’. Em dezembro de 2010 a aprovação do governo petista era de 60%, menos de três anos depois, em junho deste ano, esse percentual caiu para 28%.
As greves dos professores e da Polícia Militar, ambas no ano passado, refletiram diretamente no desgaste do governo. Outra contribuição está diretamente relacionada às dificuldades financeiras. Desde de 2011, 2 bilhões de reais de orçamento foram congelados. Os investimentos foram reduzidos de 6,4% para 1,6%. “Optamos por uma gestão austera porque sabíamos que o déficit previdenciário iria se acumular”, disse o secretário da Fazenda, Maneol Vitório.
O déficit pressiona a folha de pagamento, e os gastos com pessoal vêm estourando o limite legal ao menos desse 2011 – estavam em 50,7% da receita em abril deste ano, quando o patamar máximo é 49%.
A oposição na Assembleia Legislativa não perdeu tempo e tenta colar em Wagner o rótulo de mau gestor. “Houve inchaço da máquina e o governo gasta mal”, afirma o líder da oposição, Elmar Nascimento (DEM). O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Pedro Lino, que sempre vota pela reprovação das contas do governo, comunga da mesma opinião de Elmar. “A receita tem subido, mas a capacidade de investimento é muito reduzida”.
O caixa apertado acaba influenciando a relação com o funcionalismo – 115 dias de greve dos professores e 12 dos policiais militares em 2012 causaram ônus político a Wagner. “Com mais dificuldade de responder demandas do setor público, o governo optou por endurecer nas negociações desde o começo, e essas greves acabaram tendo repercussão muito negativa”, afirma o cientistas politico Jorge Almeida, da Universidade Federal da Bahia.

Foto: adelsoncarvalho.com.br