Vivemos realmente num Estado Democrático de Direito?

O brasileiro tem memória! Carrega ao longo da história às cicatrizes deixadas pelo jugo português, resquícios da tortura escravocrata, do domínio dos Senhores de Engenho, daqueles que nos sujeitaram, subtraíram as nossas riquezas, retiraram os nossos metais preciosos o que havia de melhor, inclusive as terras indígenas e a dignidade de viverem em paz.

Temos memória sim! Jamais esquecemos esse passado negro, sombrio, que tanto angustiou e oprimiu a nossa gente, causando humilhação e sofrimentos aos nossos antepassados. Hoje, após mais de cem anos, o Brasil enfrenta uma nova realidade, não mais Senhores de Engenhos, mas, homens que detêm o poder e o saber, legislam em causa própria. Chega! Não vamos mais aceitar os ditames desses governantes inescrupulosos. Conquistamos a democracia com suor e sangue, acreditamos numa democracia plena, apesar de ainda não tê-la.

Para muitos, sonhar não é utopia. Sonho com um país verdadeiramente democrático, completamente livre das amarras das desigualdades. Um efetivo Estado democrático se reflete com igualdade. Somos iguais segundo os ditames da Constituição, porém quando adentramos a seara social percebemos uma incompatibilidade entre o texto da Constituição e a realidade vivenciada.

Aristóteles escreveu: “Se a liberdade e a igualdade, como pensam alguns, são encontradas, principalmente, na democracia, elas chegarão à sua máxima expressão quando todas as pessoas compartilharem igualmente o máximo do governo”.

A população brasileira só terá de fato conquistada a democracia e a justiça, quando os direitos contidos na Carta Magna forem realmente efetivados pelos Governantes deste País. Sendo assim, o Brasil

passará a limpo sua história, terá orgulho de si e fará valer a LIBERDADE conquistada, porque um povo livre não se submete as imposições, é soberano para escolher seus representantes.

Só assim, estaremos diante de um verdadeiro Estado Democrático de Direito.

Nilton Regis Mascarenhas é Coronel da Policia Milita, exerceu o cargo de Comandante Geral da PMBA de agosto de 2008 a maio de 2011. Gerente de Segurança da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de 2014, atuando nas cidades de Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Consultor de Segurança da Arena Fonte Nova e Sócio Diretor da AJEM – CONSULTORIA EM SEGURANÇA, TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO.

 

 

Foto: Reprodução/Twitter

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