Posts Tagged ‘FEMINICÍDIO’

Corpo de mulher é encontrado com marcas de estrangulamento; tem gente presa

segunda-feira, outubro 29th, 2018

Haja violência. Uma mulher de 54 anos foi encontrada morta em cima da cama dela com marcas de estrangulamento, na noite de domingo 29/10, na Cidade de Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, o companheiro da vítima é suspeito do crime e foi preso em flagrante por feminicídio.

Segundo informações do delegado que investiga o caso, a mulher estava nua quando foi encontrada morta pelos familiares. Segundo a Polícia, foram os parentes da vítima, que apontaram o homem de 56 anos, como o principal suspeito do crime.

Ainda segundo o delegado, o casal morava junto há cerca de 3 meses. Não há detalhes do crime. O suspeito, que foi levado para a Delegacia de Porto Seguro, deve ser ouvido pela Polícia.

Foto: Reprodução

Bairro nobre: PM prende homem que matou mulher com golpes de marreta

domingo, abril 29th, 2018

Crime brutal. Guarnições da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Iguatemi) capturaram na manhã deste domingo, dia 29/4, José Sampaio Barbosa, de 63 anos, autor de feminicídio contra Carmelita Rosa Topázio Barbosa, esposa dele. O crime ocorreu no Caminho das Árvores, e o filho do casal, de 30 anos, chegou a ser ferido pelo agressor.

Os militares foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), após ligação via 190 denunciando o caso. Os policiais foram até a Rua Beijoin, no edifício Itaigara Sul. No apartamento, José acabou preso em flagrante e, uma marreta, usada para matar a esposa, foi localizada e apreendida.

“O nosso sistema de comunicação permitiu que evitássemos uma tragédia ainda maior, pois o filho foi agredido e também poderia revidar contra o pai”, declarou o comandante do Policiamento na Região Integrada de Segurança Pública (Risp) Atlântico, coronel Francisco Kerjean.

José foi apresentado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.

 

 

Foto: Ilustrativa

Ex-presidiário desconfia de traição e mata a companheira; ele usou porrete com pregos

terça-feira, março 6th, 2018

Amor covarde. Um homem foi preso em flagrante depois de assassinar a companheira dele, de 43 anos, na Cidade de Itabuna. Segundo a Polícia Civil, Anailton, de 33 anos, foi encontrado na noite do domingo, dia 4/3, horas depois de cometer o feminicídio.

Policiais da Delegacia de Homicídios (DH) fora até a casa da vítima, onde o assassinato aconteceu. No local, os investigadores, encontraram Sandra com vários ferimentos depois de ter sido agredida a socos, pontapés e pedaço de madeira com pregos na ponta.

Policiais encontraram o assassino encontraram na casa de mãe dele, na mesma rua onde o crime ocorreu. Autuado por feminicídio, ele foi levado à Delegacia e confessou o assassinato.

Segundo a Polícia e a imprensa de Itabuna, as agressões começaram na noite anterior, depois que Anailton suspeitou que Sandra estava o traindo.

A Polícia Civil informou ainda que o criminoso deixou recentemente o presídio, onde estava grampeado por agredir Sandra, mas eles voltaram a viver juntos. 

 

 

Foto: Reprodução

 

Autor de feminicídio na Bahia é preso em São Paulo

quarta-feira, setembro 6th, 2017

Com um mandado de prisão em aberto pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, Mardson, de 29 anos, que estava foragido há exatamente um mês, foi preso, na terça-feira, dia 5/9, por policiais civis, na Cidade paulista de Diadema, após investigações conduzidas pela Delegacia Territorial (DT), da Cidade de Ruy Barbosa, onde o crime ocorreu.
O corpo de Moane Oliveira Santana foi descoberto pela equipe da DT/Ruy Barbosa, no dia 5 de agosto, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no imóvel onde o casal residia, naquela Cidade. A vítima, de 22 anos, estava desaparecida desde o mês abril e o pai registrou um boletim de ocorrência denunciando o fato.
A delegada Claudia Bensabath, titular da DT/Ruy Barbosa e responsável pela investigação, informou que ao vistoriarem a residência, policiais desconfiaram que o cimento colocado sobre o piso do quintal era novo, motivo pelo qual resolveram cavar no local, encontrando o corpo de Moane a cerca de dois metros de profundidade.
Mardson dizia para a família de Moane que ela havia ido embora e que, inclusive, já estava morando com outra companheira na mesma casa. No dia da descoberta do corpo, o assassino acompanhava a atual mulher numa consulta médica e conseguiu fugir ao ser avisado por familiares sobre a operação da Polícia em sua casa.
De acordo com coordenador regional da 12ª Coorpin/Itaberaba, à qual a DT/Ruy Barbosa está subordinada, delegado Geraldo Adolfo Barreto Nascimento, o autor será recambiado para a carceragem da DT/Itaberaba, onde permanecerá preso, à disposição da justiça. As operações que resultaram na descoberta do corpo de Moane e na prisão de Mardson foram batizadas de Dom Matias e Xeque Mate, respectivamente.
Além das equipes da 12ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Itaberaba), DT/Ruy Barbosa, Departamento de Polícia do Interior (Depin), Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI/SSP) e do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP), houve a participação da Justiça Criminal e do Ministério Público de Ruy Barbosa e Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil de São Paulo.

 

 

Foto/fonte: Polícia Civil/SSP-BA

Em dois anos, Lei do Feminicídio pune apenas uma pessoa na Bahia, diz site

domingo, maio 21st, 2017

Passados mais de dois anos desde a instauração da Lei do Feminicídio no Brasil, o estado da Bahia registra apenas uma condenação, que prevê a violência de gênero como agravante. O caso ocorreu há cerca de uma semana, quando o Tribunal do Júri de Salvador condenou Rubervaldo Soares dos Santos Júnior a 20 anos, nove meses e 22 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da companheira, que estava grávida dele.

À pena estão somados cinco anos de prisão, porque, segundo o Ministério Público da Bahia (MPE), o crime foi praticado “contra mulher por razões da condição de sexo feminino” e, além disso, o assassinato ocasionou aborto, considerado crime nas leis brasdileiras.

Para a desembargadora e coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Nágila Brito, a demora para esse tipo de condenação ocorre porque os crimes que envolvem qualquer atentado à vida “exigem mais cuidado e passam por muitos trâmites”. Além disso, ela destaca o fato de as defesas dos acusados recorrerem até a última instância, como forma de ganhar tempo e adiar o julgamento.

“Tudo se recorre nesse país, porque são muitas instâncias, porque [a defesa] ganha tempo, atrasa e se esquece o abalo do crime. O júri vai muito no emocional [durante o julgamento], a população se revolta. Quanto mais demora para isso ocorrer, a tendência é que a sentença seja amenizada”, observa a desembargadora, que destaca a importância de considerar o machismo em qualquer tipo de violência contra a mulher, mesmo que a Justiça “seja cega”.

“Vejo os noticiários e fico apavorada. Os homens matam uma e parecem deixar outra para o dia seguinte. A Justiça, nesse aspecto, tem que ser cega, mas na questão de não observar quem são as partes. Porém, [a Justiça] tem que ter olhos abertos para verificar que o crime contra as mulheres era invisível e não será mais, como injúria, estupro, lesão física, violência psicológica. Nós, mulheres, fomos criadas para ser submissas, isso é inadmissível”, comenta a magistrada.

Apesar da lentidão durante todo o processo, até o momento da sentença final, Nágila Brito cita ações do Judiciário, no sentido de dar celeridade e respostas à população, como forma de amenizar o sentimento de impunidade. Um dos pontos citados por ela é a Campanha Justiça Pela Paz em Casa, que ocorre três vezes ao ano, quando o Judiciário de cada estado intensifica ações como júris de feminicídio, audiências ligadas à Lei Maria da Penha, medidas protetivas e sentenças que envolvem todo tipo de violência contra a mulher. Criada pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, a campanha mobiliza tribunais do país, durante uma semana, três vezes por ano.

Embora os mutirões atuem no sentido de dar celeridade aos casos de violência de gênero, a magistrada do TJBA alerta para a dificuldade que as mulheres encontram, no início do processo, como o momento da denúncia. Para ela, muitas mulheres se sentem desacreditadas e desencorajadas a seguir adiante, seja por despreparo dos profissionais que deveriam prestar apoio, seja por ações machistas, que motivam questionamentos que põem a vítima em “situação constrangedora”.

“Essa é a nossa grande preocupação: capacitar a polícia, que é a primeira porta onde a mulher bate. Não temos delegacias especializadas para a mulher, que sejam suficientes para tanta busca de ajuda. [As vítimas] vão aonde a maioria é de homens, que não fazem o acolhimento adequado. Estamos nessa luta com palestras e capacitação, todos devemos ser capacitados para ter outro olhar. Elas ficam desacreditadas quando não são bem acolhidas”, observa Nágila.

Essa dificuldade ocorre até mesmo em casos em que há tentativa de intervenção em uma situação de violência. A atriz Letícia Paulina conta que presenciou uma briga de casal, no estacionamento de um hipermercado em Salvador. A mulher era espancada, com socos e um capacete, pelo homem, que aparentava ter um relacionamento com ela. Com medo, Letícia acionou os seguranças do local, que se negaram a ajudar, alegando ser “briga de marido e mulher”.

“Ele deu dois murros no rosto dela, além de bater com o capacete, porque ela tentava pegar o celular que ele havia tomado. Enquanto isso, pessoas passavam e nada faziam, além de piadas. Os seguranças se aproximaram, mas disseram que não fariam nada. Ele tentava enforcá-la, gritei muito, ele subiu na moto e acelerou com ela em cima. Não sei em que aquilo acabou, mas denunciei a atitude dos funcionários ao supermercado e sinto não poder ter feito algo por ela”, conta a atriz, que também ligou para a delegacia para contar a omissão dos seguranças. Mesmo assim, disse ter sido desencorajada a seguir a denúncia, porque não seria possível encontrar vítima e agressor.

A orientação de instituições de defesa de direitos humanos, inclusive da mulher, é de que qualquer situação de violência seja denunciada nas delegacias, ou pelo Disque 180. Esse tipo de atitude pode partir de qualquer pessoa que tenha presenciado alguma situação ou que suspeite de violência contra alguma mulher. O objetivo é incentivar as denúncias, que muitas vezes não são feitas pelas vítimas por medo ou ameaças recebidas.

Pensando na dificuldade que algumas mulheres passam em delegacias para fazer a denúncia, a militante feminista Sandra Muñoz atua pessoalmente, dando apoio e suporte a essas mulheres. Nas redes sociais, ela divulga o próprio telefone celular e oferece acompanhamento a qualquer mulher vítima de violência, até a delegacia ou durante o exame de corpo de delito, que comprova as agressões físicas.

“Quando vi esses relatos [de falta de acolhimento], comecei a me preocupar. Desde pequena, vi minha mãe sofrendo violência do meu pai. Desde então, não parei de lutar pelos nossos direitos. Passei a acompanhá-las porque não são respeitadas e há uma mania de romantizar essa violência: geralmente pedem que a vítima dê uma chance ao agressor ou sugerem que ele vai mudar. Não há acolhimento, muitas vezes. Homem não tem de estar em delegacia de mulher, atendendo mulher”, argumenta a militante, que é uma das coordenadoras do coletivo Marcha das Vadias.

De acordo com a Secretaria de Política Para as Mulheres da Bahia, o estado é o segundo no Brasil com maior número de feminicídios e quinto no ranking mundial. Somente entre os meses de janeiro e março, deste ano, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia registrou mais de 10 mil casos de violência contra a mulher em todo o estado. Os casos se referem a agressões, estupros e assassinatos. Somente na capital, Salvador, são mais de 2,5 mil registros, o equivalente a 25% do total de casos. O levantamento leva em conta mulheres acima de 18 anos.

Em relação ao estupro, foram 85 em nível estadual, incluindo 23 na capital baiana, no primeiro trimestre de 2017. Segundo a SSP, os meses de abril e maio já registram casos de violência de gênero, mas ainda não há dados quantitativos. Agência Brasil

 

 

 

Foto: Reprodução