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Casos de leptospirose têm redução em comparação a 2017

quinta-feira, maio 3rd, 2018

Mesmo com o aumento das chuvas em Salvador, o número de casos de leptospirose teve uma redução este ano, em comparação ao mesmo período de 2017. De janeiro a abril de 2018, o Centro de Controle de Zoonoses de Salvador (CCZ) notificou 11 casos suspeitos, dentre os quais um foi confirmado e não houve óbito. No mesmo período do ano anterior, houve 27 notificações com oito confirmações da doença e dois óbitos.

No entanto, a coordenadora do Programa Municipal de Controle de Leptospirose do CCZ, Ana Virgínia Rocha, recomenda à população que continue em alerta, principalmente nesse período chuvoso que se estende até junho. “O número de casos aumenta nesses meses por conta dos alagamentos. A doença é causada pelo contato da pele com microorganismos pertencentes ao gênero leptospira, presentes na urina do rato. A água empoçada facilita o contágio”, explica.

O distrito sanitário com maior incidência da doença é o Subúrbio Ferroviário, seguido por Pau da Lima e Cabula/Tancredo Neves. Esse ano, o bairro com maior incidência foi Periperi. Em todo o ano de 2017, 101 casos suspeitos da doença foram notificados nas unidades de saúde, dentre os quais 40 foram confirmados com cinco óbitos. No ano passado, cinco localidades ficaram em evidência: Paripe, Coutos, Periperi, Rio Vermelho e Tancredo Neves.

Para reduzir os riscos de contaminação, o CCZ realiza diariamente a aplicação de raticida em diferentes bairros da cidade. As intervenções químicas são divididas em três ciclos e são intensificadas no período chuvoso, com foco nas áreas de deslizamento e alagamento.

Medidas preventivas – A população também pode ajudar com ações que afastam os roedores. Dentre as medidas estão manter quintais e jardins limpos; evitar acúmulo de lixo doméstico, entulho e materiais inservíveis; manter os alimentos em recipientes bem fechados; guardar o lixo em sacos bem fechados até o momento da coleta; fechar as frestas de portas, janelas e ralos e não andar descalço, principalmente em locais com possível presença de roedores.

Se a casa foi vítima de alagamento, o morador deve usar botas e luvas e, em último caso, plásticos amarrados nas mãos e nos pés. Após as águas baixarem, é preciso retirar a lama e desinfetar pisos, paredes e bancadas com água sanitária. Ana Virgínia explica que, antes de ser aplicada, a água sanitária precisa agir por 15 minutos dissolvida em água para que a limpeza tenha o efeito esperado.

Sintomas – A leptospirose é uma doença infecciosa, mas não é transmitida de uma pessoa para outra. Os sintomas comuns são febre, dor muscular (principalmente na panturrilha), vômito, diarreia, dor de cabeça, calafrio, alterações do volume urinário, conjuntivite, icterícia (amarelidão na pele) e episódios de hemorragia. Quem apresenta esses sintomas tem que procurar imediatamente uma unidade de saúde mais próxima.

 

 

Foto/fonte: PMS

Combate ao Aedes é intensificado pela Prefeitura durante carnaval

segunda-feira, fevereiro 12th, 2018

Mesmo em pleno carnaval, as ações de contingência contra o Aedes aegypti não param. As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) seguem de plantão atuando em todas localidades da capital, principalmente nos circuitos oficiais e nos bairros que fazem parte do circuito alternativo da folia, com o objetivo da eliminação dos focos do vetor.

Desde a quarta-feira, dia 7/2 até a manhã deste domingo, dia 12, agentes de combate às endemias realizaram o bloqueio espacial com borrifação de inseticida em nove bairros da capital – Itaigara, Nazaré, Plataforma, Lobato, Pernambués, Pirajá, Cabula, Pituba e Boca do Rio – que apresentaram pacientes com suspeita de zika, dengue e chikungunya. A medida visa eliminar focos do mosquito já na fase adulta, minimizando a possibilidade da transmissão das arboviroses entre os residentes da região.

“Estamos com equipes da Vigilância Epidemiológica atuando em plantão de 24 horas no monitoramento e investigação de casos suspeitos de zika, chikungunya, dengue e febre amarela durante todo o carnaval. Assim que o paciente é identificado, destacamos imediatamente agentes do CCZ para realização da borrifação de inseticida nos locais onde o indivíduo circulou desde que apresentou os sintomas. Toda esse estrutura foi montada para evitar possíveis surtos pós folia”, explicou Geruza Morais, diretora de Vigilância à Saúde da Salvador.

Foto: Secom Salvador