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Sessão especial marca 14ª comemoração do Dia do Outdoor

sexta-feira, setembro 1st, 2023

Homenagens. A 14ª sessão especial em comemoração ao Dia do Outdoor foi marcada, na quinta-feira, dia 31/8, por uma homenagem às baianas de acarajé que ganharam campanha ressaltando a sua importância cultural. Durante os meses de agosto e setembro estão sendo veiculadas nas principais vias da cidade fotos de baianas registradas pela fotojornalista Holanda Cavalcanti.

A data emblemática e tradicional para a publicidade no estado ganha, anualmente, uma celebração na Câmara Municipal de Salvador e reúne representantes de agências de publicidade, profissionais da comunicação, autoridades e convidados. O presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), abriu a sessão destacando a relevância e a força do outdoor ao longo do tempo. 

“Essa mídia popular é a voz da democracia, fala diretamente com o povo nas ruas. É um meio de comunicação que desafia a tecnologia avançando diariamente, pois sua eficiência jamais será atingida pelos aparelhos eletrônicos”, pontuou Muniz. 

O presidente também homenageou José Linhares, presidente da A. Linhares Outdoor, que faleceu no último dia 10 de agosto. “Perdemos uma figura inspiradora, um homem que dedicou sua vida a enriquecer nossa paisagem urbana com mensagens criativas, impactantes e memoráveis. José Linhares nos deixou um legado que ultrapassa o concreto e o aço dos outdoors que ele mesmo, pioneiramente, introduziu em nossa cidade. À família e aos amigos de José Linhares, nosso coração se une ao de vocês nesse momento de saudade”, disse o presidente. 

A sessão seguiu sob a condução do vereador Alberto Braga (Republicanos), que destacou a importância do meio de comunicação e sua força no mercado baiano. Ele também homenageou José Linhares. “Um bom amigo, um bom profissional”, resumiu. 

Homenagem

O presidente da Central do Outdoor Seccional Bahia, Vinícius Linhares, destacou que a data é de grande importância para o setor e contribui para sua consolidação. “É um misto de alegria e emoção. O Dia do Outdoor foi instituído aqui em 2009 e só paramos de comemorar na pandemia. Esse ano é especial porque é o primeiro sem o pai do outdoor, José Linhares, e nós fazemos aqui uma homenagem a ele” ressaltou Vinícius.

O presidente nacional da Central do Outdoor, João Batista, também compôs a mesa da sessão e afirmou que a Bahia é exemplo nacional no uso do outdoor. “A Bahia soube muito bem fazer uma parceria com o poder público. Isso fomenta o mercado e cria renda para o poder público”, pontuou. João Batista também destacou o legado e contribuição de José Linhares para o setor. 

Durante a sessão, a coordenadora-geral da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), Rita Santos, também recebeu um troféu de reconhecimento, desenvolvido pelo artista plástico baiano Aless. “Só tenho a agradecer à Central do Outdoor em nome de todas as baianas. Mandei as fotos para o Brasil inteiro. É uma grande homenagem e foi espontânea, pela primeira vez não precisamos pedir reconhecimento. Eles que nos procuraram para oferecer essa linda homenagem”, comemorou Rita. 

Dia do Outdoor

O Dia do Outdoor foi instituído em 31 de agosto de 2009, através de projeto de lei aprovado na Câmara. A comemoração é uma iniciativa do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro-Bahia), da Associação Brasileira de Agências de Publicidade Bahia (Abap-BA), da Associação Baiana do Mercado Publicitário (Abmp), do Grupo de Mídia da Bahia e do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior no Estado da Bahia (Sepex-BA).

Além dos já citados, a mesa da sessão especial foi composta também pelos vereadores Paulo Magalhães (União Brasil), Cláudio Tinoco (União Brasil) e Daniel Alves (PSDB), pelo deputado estadual Tiago Correia (PSDB) e pelo coordenador de mídia da Secretaria Estadual de Comunicação, Tiago Leão, representando o secretário André Curvelo. 
Representando a secretária de Comunicação da Prefeitura de Salvador, a jornalista Renata Vidal, esteve presente à sessão a diretora de Publicidade, Lília Lopes.

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Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação

Fotografia: Reginaldo Ipê/Divulgação/CMS

A redução de mistura que pode aliviar escassez de acarajé

domingo, agosto 16th, 2020

Uma medida tomada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na última quinta-feira, dia 13/8, pode beneficiar indiretamente uma das iguarias mais celebradas do Brasil. A redução temporária de 12% para 10% na mistura de biodiesel no diesel poderá contribuir para aliviar a escassez de azeite que ameaça o futuro das vendedoras de acarajé.

Tombado como patrimônio cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o ofício das baianas de acarajé enfrenta, nos últimos anos, o declínio da produção de azeite de dendê, um dos principais ingredientes para a produção do petisco. Normalmente, as baianas usam o óleo de palma produzido no Pará para substituir o azeite amarelo-avermelhado, mas a produção paraense está sendo cada vez mais destinada à exportação e para a produção de biodiesel.

Na insuficiência de óleo de palma, as vendedoras de acarajé têm recorrido aos estoques de azeite de dendê. A pandemia do novo coronavírus aliviou a situação por alguns meses, mas a reabertura da economia pôs a escassez novamente em evidência. Com os estoques de azeite de dendê praticamente zerados, o preço do vasilhame de 16 litros dobrou, passando de R$ 65 para uma faixa entre R$ 125 e R$ 130 de abril para agosto.

Em relação à produção de combustível, a retomada da atividade econômica também agravou o problema. Ao anunciar a redução da mistura do biodiesel no diesel, a ANP tinha informado que a medida foi necessária para dar continuidade ao abastecimento nacional, porque a demanda por diesel B continuou alta no início da pandemia e deverá aumentar com a reabertura dos negócios. Em nota, a BR Distribuidora, considerou a decisão acertada, mas cobrou medidas mais urgentes, ainda para agosto, para manter o equilíbrio no fornecimento.

As vendedoras de acarajé representam o elo mais frágil de uma batalha de mercado. Consumidoras finais de azeite de dendê e de óleo de palma, elas não podem repassar o encarecimento das matérias-primas para os preços por causa do desaquecimento da economia. No auge da pandemia, a maioria parou de trabalhar e só agora está reabrindo os negócios, com preocupação.

“A nossa situação está desesperadora. Agora que as baianas estão retornando, não conseguem comprar o azeite. E, quando conseguem, não podem repassar essa alta [do preço da matéria-prima] para os clientes“, diz Rita Santos, presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Beiju, Mingau e Similares (Abam). A entidade lançou uma campanha de doação para aliviar a situação das vendedoras mais afetadas.

Falta de investimentos

Por trás da escassez de dendê, está a queda na produtividade dos extrativistas. Tradicionalmente, o azeite de dendê vem de oito municípios da costa sul da Bahia, em esquema de produção familiar, com pequenos produtores que não recebem assistência tecnológica de órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desde 2017, a produção caiu 37,8%, segundo o Sindicato dos Produtores Rurais de Nazaré (BA). Somente no primeiro semestre deste ano, a produção foi 7,8% inferior ao do mesmo período do ano passado.

Segundo Rita Santos, a redução da mistura de biodiesel alivia temporariamente a situação das vendedoras de acarajé. Para ela, o problema das vendedoras de acarajé só será resolvido com investimento maciço do governo nos pequenos produtores.

“A medida da ANP é uma ajuda importante, mas pequena porque a gente enfrenta a concorrência com a Petrobras, que compra tudo, e porque o verdadeiro problema está nos produtores de dendê da Bahia. Eles usam equipamentos muito defasados, principalmente para armazenar o óleo. Os tonéis, que hoje estão enferrujados, deveriam ser em aço inoxidável. Eles também precisam investir em plantio de novos pés”, explica Rita.

Como ajudar

A Abam está recebendo doações para as vendedoras de acarajé afetadas pela pandemia e pela escassez de azeite de dendê. O dinheiro está sendo revertido para a entrega de cestas básicas. Os interessados podem depositar valores na seguinte conta:

ABAM – Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Beiju e Similares.
Banco: Caixa Econômica Federal
Código da operação: 003
Ag: 4802
Conta corrente: 000056-1
CNPJ: 02561067000120

Fonte: Agência Brasil

Fotografia: Rita Barreto/Divulgação/GOVBA